Tecnologia

MCTI define Olival Freire Junior como novo presidente do CNPq

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, anunciou, nesta sexta (5) o professor Olival Freire Junior como o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ele substitui Ricardo Galvão, que assumiu cadeira na Câmara dos Deputados.

Físico e historiador da ciência de projeção nacional e internacional, Olival ocupava, até então, a Diretoria Científica do CNPq. Anteriormente, foi pró-reito de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) entre 2014 e 2019, onde coordenou o Programa de Internacionalização da instituição.

“O professor Olival reúne todas as qualificações necessárias para a importante missão de liderar o CNPq e engrandecer ainda mais o fomento à pesquisa científica e tecnológica no Brasil.”, enfatiza a ministra Luciana Santos.

Olival agradeceu pela confiança do presidente Lula e da ministra Luciana Santos na seleção do seu nome para ocupar a presidência do CNPQ e reafirmou o compromisso com a gestão em prol da ciência. “Essa indicação expressa um compromisso de continuidade, buscando aprimoramentos, mas dando continuidade a uma gestão que vem sendo desenvolvida desde a eleição do presidente Lula. Vamos à luta, a ciência voltou e deve continuar sendo um fundamento da elaboração das políticas públicas no nosso país”, afirmou o novo presidente do CNPq.

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Olival é formado em Física pela UFBA, mestre em Ensino de Física pela Universidade de São Paulo (USP), doutor em História Social pela USP. Integrou o Conselho da Sociedade Brasileira de Física, o Comitê Assessor de História do CNPq e o conselho da History of Science Society, além de ter sido presidente da Commission on the History of Physics – Division of History of Science and Technology e da Sociedade Brasileira de História da Ciência.

Em 2021, Olival organizou, pela editora da Universidade de Oxford, um handbook sobre história das interpretações da mecânica quântica. Em 2020, lançou pela editora alemã Springer uma biografia sobre o físico britânico David Bohm. Em 2011, lançou o livro Teoria quântica: estudos históricos e implicações culturais, co-editado com O. Pessoa e J.L. Bromberg, obra vencedora do Prêmio Jabuti.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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