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MCTI e Governo do Estado celebram mais de um R$ 1 bilhão em investimentos no Ceará

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A Caravana da Ciência dos 40 anos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) desembarcou, nesta sexta-feira (22), para celebrar um marco histórico para as políticas públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação no estado do Ceará. Mais de R$ 1,3 bilhão em investimentos em CT&I foram aplicados em diferentes regiões cearenses nos últimos dois anos. Os aportes abrangem universidades, instituições de pesquisa, empresas, startups e ações de formação de talentos, consolidando o Ceará como um dos polos emergentes de inovação no Brasil.

A cerimônia ocorreu no Palácio da Abolição, em Fortaleza, com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e do governador Elmano de Freitas. Juntos, eles comemoraram e fortaleceram os investimentos no Estado, que tem papel de protagonista nacional na área de ciência, tecnologia e inovação. O secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, também participou da solenidade.

No ato, a ministra Luciana Santos anunciou mais R$ 200 milhões em novos investimentos. Desse total, R$ 128 milhões serão destinados a projetos ligados ao fomento da transição energética, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Esse valor é acrescido de uma contrapartida da empresa contemplada de R$ 68 milhões. Outros R$ 70 milhões serão aplicados na capacitação em Inteligência Artificial (IA), via Lei de TICs, em parceria com a Softex.

“São recursos que estão apoiando programas de popularização da ciência, de capacitação e letramento digital, grandes operações de crédito subsidiados para empresas cearenses e melhoria na infraestrutura de pesquisa local, entre outros”, enfatizou a ministra Luciana Santos.

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Inovação nas empresas

O ato mostrou a pujança do setor empresarial no estado, contemplado com investimentos estratégicos do Governo Federal. Desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já foram investidos no Ceará, via Finep, mais de R$705 milhões, para apoiar 131 projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de crédito, subvenção, e recursos não reembolsáveis para ICTs.

“É essa inovação que permite a gente ter perspectiva de futuro e isso só acontece se nós tivermos investimento em educação, se nós tivermos investimento no ensino superior e se nós tivermos investimento em pesquisa, ciência e tecnologia. E se nós não tivermos um sistema funcionando, nós não conseguimos ter os resultados que queremos”, ressaltou o governador Elmano de Freitas.

Entre os projetos, está o “P90″, da empresa J. Macêdo AS, que visa modernizar e automatizar o processo produtivo de derivados de trigo, utilizando tecnologias de ponta da Indústria 4.0, como a Internet das Coisas (IoT), para aumentar a eficiência operacional e reduzir desperdícios. São mais de R$ 88,5 milhões só nessa iniciativa.

Outros dois projetos são com a empresa M. Dias Branco. O primeiro, de evolução tecnológica, recebeu R$ 86,3 milhões. E o segundo, de inovações para expansão de mercado, foi contemplado com R$ 78 milhões. 

A BrisaNet, outra empresa estratégica para o estado, recebeu investimentos  no valor de R$30,5 milhões, para dar suporte a toda a operação de serviço móvel 5G, incluindo comercialização, atendimento e faturamento para as regiões Nordeste e Centro-Oeste. 

Educação e Tecnologia

Entre os investimentos em popularização científica, destaca-se o Programa Rede Pop Ciência Ceará, que recebeu mais de R$ 10 milhões para ações como feiras, olimpíadas, exposições, museus e a entrega de equipamentos de informática a 43 escolas indígenas do estado.

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O Programa Mais Ciência na Escola receberá outros R$ 15 milhões até 2026, destinados à implantação de laboratórios “mão na massa”, à formação de professores e à concessão de apoio financeiro para docentes e estudantes, fortalecendo a educação científica na rede pública.

Por meio de chamada do CNPq, o programa Conhecimento Brasil – Atração e Fixação de Talentos aprovou cerca de R$ 16 milhões em projetos no estado. Atualmente, o Ceará também conta com aproximadamente 400 bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ) ativas.

Capacitação e Formação de Talentos

A Lei de TICs já mobilizou R$ 375 milhões em investimentos em P&D no Ceará, por meio de quatro empresas incentivadas e 17 Instituições de Ciência e Tecnologia credenciadas. Só em contrapartidas, já foram destinados R$ 182 milhões para 10 projetos de Residência em TICs, formação com foco em áreas estratégicas como computação em nuvem, big data, cibersegurança, IoT, manufatura avançada, robótica e inteligência artificial.

A meta é formar mais de 20 mil profissionais no estado. Esses valores se somam aos R$ 70 milhões anunciados pela ministra para capacitação em IA, dentro do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2028.

Caravana da ciência e os 40 anos do MCTI

Em 2025, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) completa 40 anos. Como parte das celebrações, a pasta realiza a Caravana da Ciência, que percorre diversas cidades brasileiras apresentando políticas públicas da área. O Ceará é o quinto estado a receber a iniciativa.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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