Educação

MEC acompanha produção de livros do PNLD

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Com investimento anual que garante a distribuição de mais de 150 milhões de livros didáticos a estudantes da rede pública, o Ministério da Educação (MEC) acompanha de perto a execução do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Na sexta-feira, 19 de dezembro, o ministro da Educação, Camilo Santana, realizou uma visita técnica para acompanhar o andamento da produção dos livros que são entregues às escolas públicas de todo o país. 

A agenda foi realizada em uma unidade gráfica da Editora FTD Educação, em São Paulo, com mediação da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), e integrou as ações de monitoramento do MEC sobre a execução do programa. A visita teve como objetivo apresentar, de forma transparente, todas as etapas do processo produtivo. 

“O nosso PNLD é patrimônio do Brasil! Vim acompanhar como é essa logística, desde as fases de pré-impressão e impressão digital até o acabamento, o armazenamento e a embalagem dos livros didáticos que nossas crianças usam para aprender, em cada escola pública desse país”, disse Santana. 

Durante o percurso, o ministro e a comitiva acompanharam o fluxo completo de produção dos livros didáticos, desde as fases de pré-impressão e impressão digital até o acabamento, o armazenamento e a embalagem. O acompanhamento técnico permitiu verificar a regularidade dos processos industriais, a capacidade operacional instalada e o avanço da produção, assegurando que os materiais estão sendo produzidos para atendimento das redes públicas de ensino. 

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O PNLD é uma das maiores políticas públicas de aquisição e distribuição de livros do mundo. Nos últimos dez anos, o programa investiu mais de R$ 20 bilhões na compra de livros e materiais didáticos. Anualmente, beneficia cerca de 30 milhões de estudantes da educação básica, além de professores e escolas em todo o território nacional. 

Participantes  Além do ministro da Educação, Camilo Santana, participaram da visita o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini; a presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba; o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro; o presidente da Abrelivros e diretor-geral da Editora Moderna, Angelo Xavier; o 2º vice-presidente da Abrelivros e diretor comercial da área pública, Diogo Benk; a diretora executiva da Abrelivros, Renata P. Müller; a diretora da Abrelivros e da Companhia das Letras, Sandra Bensadon; o superintendente da FTD, Mauricio Zanforlin; além de representantes de editoras e da área industrial e operacional. 

PNLD – O Programa Nacional do Livro e do Material Didático é a política pública educacional brasileira mais antiga, criada em 1937, e tem a finalidade de avaliar e de disponibilizar obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma sistemática, regular e gratuita, para escolas públicas, contribuindo significativamente para a formação educacional dos brasileiros. Com a edição do Decreto nº 12.021, de maio de 2024, o programa foi expandido também para abastecer bibliotecas públicas e comunitárias de todo o país. O MEC, em cooperação com o FNDE, publica editais referentes aos processos de aquisição de materiais didáticos para atendimento das etapas de educação básica, de forma alternada.  

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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