Educação

MEC apresenta experiência brasileira em conferência da FAO

Publicado

A experiência do Brasil em alimentação escolar e sua contribuição para a cooperação internacional, em especial no Sul Global, ganharam destaque durante a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39), realizada entre 2 e 6 de março, em Brasília. 

O encontro reuniu representantes de 32 países, incluindo 18 ministros e dois vice-ministros de Estado, somando cerca de 300 participantes. Pelo Brasil, participaram o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a primeira-dama, Janja da Silva, que atua como embaixadora da alimentação escolar desde 2023, promovendo iniciativas brasileiras na área, como a integração do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) à FAO. 

Na abertura da conferência, o presidente Lula destacou que o Brasil demonstrou ser possível reduzir a fome por meio de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao fortalecimento da agricultura e à ampliação da renda da população, citando a saída do Brasil do Mapa da Fome. “O Brasil deu exemplo duas vezes: é possível acabar com a fome. É possível garantir que todo mundo tenha direito a tomar café, almoçar e jantar todo dia. É plenamente possível”, afirmou. 

Representando o Ministério da Educação (MEC), o secretário-executivo da pasta, Leonardo Barchini, destacou a relevância do Pnae entre as políticas de segurança alimentar. Segundo ele, o programa distribui diariamente cerca de 50 milhões de refeições para quase 39 milhões de estudantes da educação básica das escolas públicas. 

Barchini também lembrou o recente reajuste de 14,35%, por aluno, realizado nos valores do Pnae repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) aos entes federados. O aumento entrou em vigor em 2026, após seis anos sem correção.  

Cooperação Sul-Sul – A programação da LARC39 incluiu também, o evento paralelo “Programa Nacional de Alimentação Escolar: ações sustentáveis na Cooperação Sul-Sul (América Latina e Caribe)”, organizado pelo FNDE, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores. 

Leia mais:  MEC apoia construção de planos decenais de educação no RN

Durante a mesa de abertura do evento, o diretor da ABC, o embaixador Ruy Pereira, afirmou que a cooperação internacional brasileira em alimentação escolar começou de forma estruturada em 2006 e ganhou impulso a partir de 2009, por meio de parcerias trilaterais com organismos internacionais, especialmente a FAO e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), com o apoio técnico e financeiro do FNDE. 

Uma das principais iniciativas resultantes dessa cooperação é a Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES), criada em 2018 e, atualmente, composta por 18 países da América Latina e do Caribe. A rede promove intercâmbio de experiências, capacitação técnica e desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao fortalecimento de programas nacionais de alimentação escolar. 

Segundo ele, “O Pnae tornou-se referência internacional por sua abordagem multidimensional, que conecta educação, saúde e agricultura familiar com vistas ao desenvolvimento sustentável”. 

Para a presidenta do FNDE, Fernanda Pacobahyba, o Pnae trata-se de uma política pública multissetorial que articula educação, saúde, agricultura e desenvolvimento social. “Ao mesmo tempo em que combate a fome, fortalece economias locais e incentiva hábitos alimentares saudáveis desde a infância”, endossou.  

Pacobahyba também destacou avanços recentes do programa, como a ampliação do percentual mínimo de recursos destinados à compra de alimentos da agricultura familiar – que pode chegar a 45% – e a redução progressiva da aquisição de alimentos ultraprocessados com recursos do programa. 

Além do MEC, o Ministério da Saúde também participou da conferência, discutindo a promoção da alimentação adequada e saudável a partir de ações dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de seus Guias Alimentares. 

A LARC39 reúne ministros e autoridades da América Latina e do Caribe para definir as prioridades do trabalho da FAO na região nos próximos dois anos, com foco no combate à fome e na promoção de sistemas agroalimentares mais sustentáveis. 

Leia mais:  Webinário divulga curso sobre ensino de matemática e linguagens

Ações do MEC – Como parte da programação do MEC na LARC39, o presidente Lula e o secretário-executivo da pasta, Leonardo Barchini, receberam, na quarta-feira, 4 de março, as merendeiras vencedoras da 2ª edição do concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar. O encontro destacou o papel dessas profissionais na promoção da alimentação escolar de qualidade. Também estiveram presentes na agenda a primeira-dama Janja e a presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba.  

A pasta também ofereceu um almoço temático aos participantes da LARC39. O menu, extraído dos livros de receitas elaboradas pelas merendeiras e nutricionistas do programa, buscou contemplar as diversas regiões do Brasil e, principalmente, os cardápios das escolas públicas atendidas pelo Pnae. Ao final, as delegações puderam conversar com os autores do livro sobre a refeição. 

Delegações internacionais visitam Campus Planaltina do IFB. Foto: Allef Renan Freitas da Mota
Delegações internacionais visitam Campus Planaltina do IFB. Foto: Allef Renan Freitas da Mota

Por fim, o ministério realizou uma visita técnica ao Instituto Federal de Brasília (IFB) – Campus Planaltina, que oferta cursos voltados a ciências do campo e agricultura. A delegação incluía autoridades governamentais de Antígua e Barbuda, Áustria, Bélgica, Bahamas, Chile, Granada, Haiti, México e São Vicente e as Granadinas. As delegações foram acompanhadas por profissionais do MEC, MRE e FAO. 

As autoridades visitaram a unidade de alimentação e nutrição; o espaço de agroecologia e um campo com plantas nativas do cerrado e frutíferas, que compõem parte dos alimentos que são usados na preparação das seis refeições que são ofertadas aos estudantes do campus.  

Além disso, conheceram os espaços de agroindústria e laboratórios; o Centro de Formação Tecnológica, onde há laboratórios de solo, de fitopatologia, georreferenciamento e prototipagem; e o galpão de máquinas de agricultura de precisão.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria para Assuntos Internacionais (AI), do MEC, do FNDE e da ABC 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

MEC Idiomas tem mais de 560 mil matrículas ativas

Publicado

Criado para democratizar e ampliar o acesso ao ensino de línguas estrangeiras no Brasil, o MEC Idiomas atingiu a marca de 564 mil matrículas ativas. Totalmente gratuitos, o portal e o aplicativo oferecem aprendizagem bilíngue autoinstrucional do nível básico ao avançado e têm como objetivo ser o primeiro ponto de contato digital entre o estudante de línguas iniciante e o idioma de sua escolha, acompanhando seu aprendizado até níveis mais avançados. Do total de matriculados, 426,3 mil (75,6%) fazem aulas de inglês, enquanto os demais 137,7 mil (24,4%) participam de cursos de espanhol. 

O portal e o aplicativo serão integrados ao ecossistema do Idiomas sem Fronteiras (IsF), compondo uma política de ensino multilíngue já consolidada. As aulas do MEC Idiomas estão organizadas em seis níveis (A1 a C2); e quatro a seis módulos por nível, cada um deles com dez a 15 aulas. Desde o lançamento, estão disponíveis cerca de 800 aulas. Diversas ferramentas podem ser acessadas pelos estudantes: teste de proficiência; trilha de aprendizagem (aula e reforço); teste ao fim dos módulos; fale e pratique; agente de inteligência artificial para dar apoio, tirar dúvidas e praticar conversação; e comunidades de aprendizado. 

Leia mais:  MEC divulga cronograma de avaliação dos anos finais em 2026

Entre as matrículas com idade informada, a maior concentração de estudantes está na faixa de 25 a 34 anos (198,3 mil matrículas), seguida por estudantes de 18 a 24 anos (145,3 mil) e de 35 a 44 anos (106,8 mil). Juntas, as faixas entre 18 e 34 anos concentram 61% das matrículas. Já em relação à distribuição por região, nas três primeiras posições, estão Sudeste, com 228,9 mil matrículas; Nordeste, com 126,2 mil matrículas; e Sul, com 55,8 mil matrículas. Quanto às unidades federativas, São Paulo lidera em número de matrículas, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. 

Passo a passo para usar a plataforma:   

  • Acessar o MEC Idiomas via portal ou via aplicativo e fazer login com o Gov.br;    
  • Escolher o idioma que deseja aprender — inglês ou espanhol;    
  • Fazer o teste de proficiência, disponível na plataforma, que avalia o grau de conhecimento do estudante;  
  • Fazer os exercícios de fixação e de “gamificação”, ao final de cada aula, que incentivam o estudante a concluir aulas e módulos e passar de nível.    

Rede IsF – O MEC Idiomas se integrará ao ecossistema da Rede Andifes – Idiomas sem Fronteiras (Rede IsF), uma política de ensino multilíngue já consolidada. A parceria permite à Rede IsF fortalecer a divulgação do ensino de línguas de forma gratuita e em rede nacional, envolvendo desde o acesso ao portal para a população brasileira, cursos específicos para a comunidade acadêmica e a oferta de cursos de especialização para a rede pública de ensino. A oferta dos cursos do IsF, que duram de um a três meses, acontece duas vezes ao ano. O objetivo da parceria é fortalecer o acesso a línguas estrangeiras, melhorar os índices de proficiência e estimular as produções científicas. Será disponibilizado R$ 1,68 milhão por ano para a iniciativa, que impactará 16 mil alunos por semestre.  

Leia mais:  MEC apoia construção de planos decenais de educação no RN

As ações da Rede IsF têm como objetivo central desenvolver uma política linguística nacional para o ensino superior, fortalecendo a formação de professores de línguas estrangeiras e promovendo a capacitação linguística de estudantes, docentes e técnicos administrativos das instituições de ensino superior. Também contemplam a formação de estrangeiros em língua portuguesa e o apoio à capacitação de professores da educação básica.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana