Educação

MEC apresenta Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta quinta-feira, 30 de abril, reunião com representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (Consec) para apresentar a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, iniciativa que integra a Política Nacional de Educação Escolar Inclusiva (Pneei). 

Na ocasião, a pasta apresentou dados sobre a educação especial inclusiva no Brasil. Entre os avanços divulgados estava o aumento de 81%, em relação a 2021, de matrículas nessa modalidade de ensino: foram computadas 2,5 milhões de matrículas em 2025. Também teve destaque os investimentos realizados por meio do PDDE Equidade – Sala de Recursos Multifuncionais (SRM)

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, ressaltou a importância do crescimento de matrículas, ponderando os próximos passos para atender à demanda. “Esse aumento também cria uma pressão maior nas redes, no que diz respeito à oferta adequada de ensino. Precisamos fazer um desenho bem formulado e detalhado das ações que serão tomadas, porque a gestão é fundamental para qualificar a permanência e o aprendizado de alunos nesta modalidade de ensino”, completou. 

Como resposta à essa necessidade, o encontro tratou da implementação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, que visa garantir o direito à educação sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades para os alunos que são o público da educação especial. “Desde 2025, o MEC tem trabalhado pela normatização da Rede, sempre em contato com as secretarias de educação e com os demais agentes governamentais”, explicou a secretária. 

“Recolhemos diversas sugestões e adotamos várias medidas para construir uma nova portaria regulamentadora, que será publicada em breve. Esse documento reúne esforços na tentativa de criar um material que atenda a todas as demandas da educação inclusiva e que gere os instrumentos necessários para a implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva”, adiantou. 

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O MEC investiu, desde o início dessa gestão, no fortalecimento da educação especial inclusiva. Ao todo, foram destinados R$ 2,3 bilhões para estruturar o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e para a formação de professores. Via PDDE Equidade – SRM, transferiu valores de R$ 654,8 milhões entre 2023 e 2025, com previsão de mais R$ 204 milhões em 2026. 

Cadernos – Durante a reunião, o MEC disponibilizou também o primeiro volume dos Cadernos de Gestão da Educação Especial Inclusiva, que buscam apoiar redes de ensino na formulação e implementação de políticas educacionais com foco em equidade. Os materiais funcionam como guias práticos para a gestão, conectando diretrizes nacionais aos desafios concretos enfrentados por estados e municípios. 

A coleção reúne seis volumes, cada um dedicado a uma modalidade: educação de jovens e adultos, educação do campo, educação escolar quilombola, educação escolar indígena, educação especial inclusiva e educação bilíngue de surdos. 

Rede – A Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva será composta por: Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviços; Observatório da Educação Especial Inclusiva; Núcleos de Apoio Técnico e Disponibilização de Materiais; Programa Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo; e Núcleo Intersetorial de Educação Especial Inclusiva:  

  • Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço: serão 27 centros, um em cada UF, que ofertarão formação em serviço de modo contínuo para atender às especificidades das redes de cada estado. 
  • Observatório da Educação Especial Inclusiva: será efetivado por meio de parceria com universidade federal e deverá estar articulado aos centros de formação e à rede de governança. 
  • Núcleos de Apoio Técnico e Disponibilização de Materiais: já estavam previstos em legislação, os núcleos serão responsáveis pela produção de materiais acessíveis, tecnologias assistivas e orientações de profissionais da educação. 
  • Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo: movimento protagonizado por autodefensoras e autodefensores, membros de organizações representativas das pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down e autismo, com a finalidade de realizar ações de sensibilização coletiva sobre o combate ao capacitismo no contexto escolar. 
  • Estratégia de Articulação Intersetorial: rede de governança que contará com 2.003 articuladores intersetoriais para ajudar as redes e escolas em atividades. Eles atuarão como ponto focal do MEC nos territórios, apoiando as redes na elaboração e aprovação de normativos da política, além de promover e coordenar as atividades de formação em cada UF. Haverá também o apoio à Undime e às secretarias estaduais de educação no planejamento e na implementação do Plano de Ação para a formação de gestores e professores, dentre outros. 
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Pneei – A Política Nacional de Educação Escolar Inclusiva, instituída por meio dos Decretos nº 12.686/2025 e 12.773/2025, tem por objetivo reafirmar o compromisso com um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidade, assegurando o direito à educação de qualidade e condições de igualdade com os demais estudantes. A Pneei define como modalidade oferecida na rede regular de ensino, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, para estudantes com deficiência, estudantes autistas e estudantes com altas habilidades ou superdotação, assegurando recursos e serviços educacionais para apoiar, complementar e suplementar o processo de escolarização. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Ceará terá R$ 281 mi do Juros por Educação para cursos técnicos

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O Ministério da Educação (MEC) assinou, nesta quarta-feira, 24 de junho, em Fortaleza, o Plano de Aplicação do Governo do Ceará para a implementação do Juros por Educação, iniciativa que faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O investimento total será de R$ 281 milhões, voltados à ampliação da oferta de cursos técnicos, à melhoria da infraestrutura de escolas estaduais que oferecem educação profissional técnica de nível médio (EPTNM) e à formação de docentes e demais profissionais da educação. 

Desse total, R$ 12 milhões integram o plano de aplicação pactuado entre o estado e o MEC e já estão liberados. A estimativa é que outros R$ 269 milhões devem ser repassados ao estado, em outubro, por meio do Fundo de Equalização Federativa (FEF) que poderão ser utilizados até o final de 2027.  

A formalização do acordo foi feita pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante visita técnica às obras do bloco do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), do Campus Iracema da Universidade Federal do Ceará (UFC). A comitiva do MEC também vistoriou as obras da nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac-UFC). 

Segundo o ministro, os recursos destinados à expansão da educação profissional técnica representam uma estratégia para promover inclusão, desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida da população. 

“Esta é uma verdadeira revolução em todo o Brasil, começando aqui no Ceará. O estudante do ensino médio que faz seu curso integrado à educação profissional tem mais chances de ingressar no mercado de trabalho com melhores salários e também nas universidades”, comemorou Barchini. 

Esta é uma verdadeira revolução em todo o Brasil, começando aqui no Ceará. O estudante do ensino médio que faz seu curso integrado à educação profissional tem mais chances de ingressar no mercado de trabalho com melhores salários e também nas universidades.” Leonardo Barchini, ministro da Educação 

Instituído pela Lei Complementar nº 212/2025, o Propag permite aos estados e ao Distrito Federal a renegociação de dívidas com a União para investimentos em áreas estratégicas. Ao todo, 22 estados aderiram ao programa federal e deverão investir no mínimo 60% do valor devido à União na EPTNM até atingirem os objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE), de atingir 50% de matrículas da educação profissional articuladas com o ensino médio, expandir, no mínimo, 60% das matrículas nos cursos subsequentes e expandir até o 5º ano 25% de matrículas de jovens e e adultos. 

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Planejamento – O plano apresentado pelo Ceará prevê o diagnóstico da infraestrutura das escolas, o mapeamento das vocações econômicas regionais e a priorização de territórios com maior vulnerabilidade social e menor cobertura de educação profissional, com vistas à promoção da equidade territorial e à permanência dos estudantes. 

Aproximadamente 80% do valor a ser investido pelo Ceará será para aquisição de equipamentos, construção de laboratórios e compra de veículos para acompanhamento técnico das unidades de ensino. Os 20% restantes serão para outras despesas. Para receber a verba, o estado apresentou seu plano ao MEC, documento necessário para a execução dos investimentos e manutenção dos benefícios fiscais do programa, com o planejamento das ações. 

24/06/2026 - Visita às obras Campus Iracema da Universidade Federal do Ceará. Fotos: Luis Fortes/MEC

Ainda em 2026, o estado pretende ofertar 39 cursos técnicos, distribuídos em 11 eixos tecnológicos. Entre as áreas contempladas estão: gestão e negócios, com cursos de administração, logística e contabilidade, na região metropolitana de Fortaleza, Sobral e Iguatu; recursos naturais, com cursos ligados ao agronegócio e à agropecuária no Cariri, Vale do Jaguaribe e Sertão dos Inhamuns; e informação e comunicação, com fortalecimento dos cursos de informática e desenvolvimento de sistemas em polos de inovação tecnológica. 

A estratégia do estado também contempla ações de acesso, permanência e êxito dos estudantes. O ingresso priorizará beneficiários de programas sociais, famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e estudantes atendidos por iniciativas estaduais de combate à insegurança alimentar. 

Ainda estão previstas ações de acompanhamento psicossocial e apoio pedagógico, além da meta de que pelo menos 30% dos egressos estejam inseridos no mercado de trabalho em até um ano após a conclusão dos cursos. 

O monitoramento das ações será realizado por meio do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec) do MEC e de indicadores pedagógicos, incluindo metas de aprovação e redução da evasão escolar, além do apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Labomar – As obras da nova sede do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) compõem o futuro Campus Iracema da UFC. A obra, que tem previsão de ser concluída em 2028, recebeu investimento total de R$ 113,9 milhões, sendo R$ 40 milhões em recursos do Novo PAC. O espaço terá uma área construída total de 35.254,56 m², composta por estacionamento, área de urbanismo e paisagismo e edifício principal de quatro pavimentos, com subsolo, térreo, primeiro e segundo pavimentos e terraço.   

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Atualmente, o Labomar fica localizado em um espaço menor, que abriga os cursos de graduação em oceanografia e ciências ambientais, além do Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais. Com a expansão física, pelo menos duas novas graduações estão previstas para a unidade acadêmica: turismo ecológico e meteorologia. O novo empreendimento também terá o Centro Tecnológico de Ciências Naturais (CTCN), que visa promover exibições permanentes e periódicas, virtuais e interativas, sobre ecossistemas do Ceará.   

A Universidade Federal do Ceará foi criada em 1954 e instalada oficialmente no ano seguinte. Sediada em Fortaleza, atua em todo o território cearense, atendendo diferentes escalas de exigências da sociedade. A instituição conta com oito campi: Benfica, Pici e Porangabuçu – todos em Fortaleza, além das unidades de Sobral, Quixadá, Crateús, Russas e Itapajé. Atualmente, a UFC tem mais de 36 mil estudantes distribuídos em 127 cursos de graduação e 90 programas de pós-graduação.  

Meac – A obra da UTI Neonatal da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac-UFC) faz parte do conjunto de investimentos realizados pelo Governo Federal na Rede HU Brasil – Hospitais Universitários Federais, vinculada ao MEC, e foi inaugurada simbolicamente em 30 de março de 2026, durante cerimônia nacional conduzida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A nova estrutura permitirá ampliar progressivamente a capacidade assistencial da maternidade, passando dos atuais 56 leitos para 90. Ao todo, foram alocados R$ 48,3 milhões para a unidade, sendo R$ 15,6 milhões em recursos do Novo PAC e da HU Brasil. 

Resumo | Mais educação para o Ceará 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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