Educação

MEC autoriza construção de novo campus do IFRR

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Nesta quarta-feira, 10 de setembro, o ministro da Educação cumpre agenda em Boa Vista (RR). O objetivo é a divulgação de investimentos do governo federal na educação do estado. Durante a visita, Santana assinou o termo de execução de obras de uma nova unidade do Instituto Federal de Roraima (IFRR). Com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), serão investidos R$ 25 milhões para a construção de um campus em Rorainópolis, sendo R$ 15 milhões para infraestrutura e R$ 10 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliário. 

Mais tarde, ainda em Boa Vista (RR), o ministro participa de aulão para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com estudantes da Caravana Técnico-Pedagógica do Pé-de-Meia. 

Expansão O IFRR conta, atualmente, com cinco campi. A nova unidade de Rorainópolis deve gerar 1.400 vagas em cursos de educação profissional e tecnológica (EPT). O campus faz parte da expansão dos Institutos Federais, com a construção de mais de 102 novas unidades em todo o Brasil. A previsão é gerar, quando estiverem concluídos, mais de 142 mil novas vagas. O investimento total é de R$ 2,5 bilhões para a implantação dos novos campi. 

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A iniciativa reforça o compromisso do governo federal com a expansão da educação profissional e tecnológica (EPT) de qualidade, ampliando a interiorização do ensino e garantindo oportunidades de formação em sintonia com as potencialidades e vocações do território onde os campi estão inseridos. Em muitos casos, essas unidades representam a principal opção de ensino médio integrado ao técnico para milhares de jovens, contribuindo para a inclusão social, geração de empregos, aumento de renda e fortalecimento do desenvolvimento regional e nacional.  

Consolidação O Novo PAC prevê também recursos para a melhoria da infraestrutura de unidades já existentes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com investimento nacional de R$ 1,4 bilhão. Para o IFRR, estão sendo aportados R$ 21 milhões em ações de consolidação. De 2023 a julho de 2025, o MEC já repassou R$ 8,1 milhões para construção de restaurantes estudantis, bibliotecas e laboratórios, além de aquisição de equipamentos para diversas unidades do instituto. Até 2026, estão previstos outros R$ 12,9 milhões. 

Novo PAC – A soma dos recursos do Novo PAC investidos em Roraima chega a R$ 178 milhões. Além do orçamento destinado a ações de consolidação e expansão da educação profissional e tecnológica, no valor de R$ 46 milhões, serão contempladas outras etapas e modalidades de educação. A educação superior recebe um aporte de R$ 58,4 milhões, também para consolidação e expansão de campi e hospitais universitários na região. No total, as obras do Novo PAC no Instituto Federal e na Universidade Federal de Roraima beneficiarão quatro municípios. Já para a educação básica, estão sendo repassados R$ 74,4 milhões, que possibilitarão a construção de quatro escolas de tempo integral e cinco creches, além da compra de 16 ônibus, beneficiando 14 cidades. 

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Resumo | Mais educação para Roraima 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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