Educação

MEC debate programa Escolas Interculturais de Fronteiras

Publicado

O ciclo de reuniões técnicas do Programa Escolas Interculturais de Fronteiras (Peif), realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), em articulação com a Assessoria Internacional (AI), prosseguiu sua agenda nos municípios de Foz do Iguaçu (PR), Dionísio Cerqueira (SC) e Guajará-Mirim (RO), no período de 17 a 19 de novembro de 2025. O evento teve como objetivo aprofundar o diálogo sobre os desafios da educação em fronteiras e a revisão do Peif para a sua retomada.  

O Itaipu Parquetec acolheu a reunião em Foz do Iguaçu (PR), nos dias 17 e 18 de novembro, e contou com a participação da reitora da Universidade de Integração da América-Latina (Unila), Diana Araujo Pereira; de professores da Unila; do diretor de Articulação Intersetorial da Sase, Antonio Claret Campos Filho; e equipe técnica do MEC.  

O encontro proporcionou o relato de experiências das ações de interculturalidade desenvolvidas  em escolas argentinas, a partir da participação do Coletivo do Bachillerato Orientado Provincial-BOP nº 111, na Argentina, e de visitas in loco à Escola Municipal Professora Elenice Milhorança, em Foz do Iguaçu (PR).  

O diálogo ampliou-se na perspectiva de empreender a integração do Peif às iniciativas de Desenvolvimento Territorial do Ecossistema de Inovação do Itaipu Parquetec, em alinhamento com as políticas voltadas à ampliação da educação intercultural nas instituições de ensino localizadas nas regiões de fronteira; ao fortalecimento e à integração regional; à valorização das diversidades socioculturais; e a promoção de direitos humanos e territoriais dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.  

Leia mais:  MEC inaugura obras de revitalização de seu edifício Anexo I

No dia 19 de novembro, ocorreu a reunião técnica em Dionísio Cerqueira (SC), na Secretaria Municipal de Educação, e a visita in loco às escolas Castro Alves e Irineu Bornhausen, localizadas no município brasileiro, e à Escola nº 604 Bilíngue nº 1, em Bernardo Irigoyen, Argentina.  

Para a coordenadora de articulação intersetorial do MEC, Rosimere Rocha, “a oportunidade de visita às escolas brasileira e argentina, onde se desenvolveram ações do Peif, revela um contexto de valorização da interculturalidade, demonstrando a responsabilidade e o compromisso pedagógico de lado a lado, materializado por meio do entrelaçamento dos sistemas de ensino e das universidades”.  

A agenda nas cidades gêmeas de Guajará-Mirim (RO) e Guayarameirin (Bolívia) foi acolhida pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), no Campus Jorge Vassilakis, também em 19 de novembro, por meio do Grupo de Estudos Interdisciplinares das Fronteiras Amazônicas (Geifa), liderado pela Professora Zuila Guimarães Cova dos Santos. O encontro promoveu o debate sobre a implementação das ações no contexto da internacionalização como fator de qualificação da Unir, que acaba de obter o Conceito 5 no recredenciamento institucional do MEC, além da interlocução com a Rede de Universidades de Fronteiras (Unifronteiras).   

“A reunião técnica na Unir reuniu os principais interlocutores que mantiveram ações solidárias de intercâmbio e de produção de conhecimento nas duas margens do rio Mamoré, tendo como foco principal os estudantes das escolas interculturais. É um recomeço alvissareiro”, afirmou a coordenadora-geral de articulação intersetorial, Gesuína Leclerc.  

Leia mais:  Escola Nacional de Hip-Hop é lançada em municípios alagoanos

A programação contou com visita in locoà Escola San Jose “Fé e Alegria” na Bolívia. Do lado brasileiro, em Guajará-Mirim (RO), a visita foi realizada na Escola Municipal de Ensino Fundamental Cândida Maria Moura de Paula.   

Para o diretor de articulação intersetorial, Antônio Claret, “as áreas de fronteira apresentam uma riqueza cultural e linguística muito significativa que precisa ser reconhecida e incorporada ao processo educacional. A partir dessas visitas técnicas, poderemos aprimorar o desenho do Peif de forma a aproveitar a oportunidade oferecida por esses territórios interculturais e multilinguísticos, contribuindo também para a integração regional”.  

A equipe técnica do MEC encerra o ciclo 2025 de reuniões técnicas do Peif em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, nos dias 24 e 25 de novembro.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

MEC Livros organiza acervo com best-sellers e 26 categorias

Publicado

Voltada a estudantes, educadores, pesquisadores e leitores em geral, a biblioteca digital do Ministério da Educação (MEC Livros) oferece acesso público e 100% gratuito a um acervo de mais de 25 mil títulos. Todo o catálogo está estruturado em 26 categorias temáticas, pensadas para facilitar a navegação e atender aos mais diversos perfis de interesse, priorizando a representatividade cultural e a qualidade literária. Tendo isso em vista, o MEC Livros reúne desde grandes clássicos da literatura universal e biografias até sucessos contemporâneos do mercado editorial e títulos adicionados recentemente ao acervo.

A diretora de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Anita Stefani, assinala que a organização temática e a curadoria das obras garantem um espaço inclusivo e plural, uma vez que o MEC Livros soma um acervo de mais de 25 mil obras, de títulos diferentes, mas com uma diversidade muito grande, que agrada a vários públicos. Isso é possível devido a uma curadoria que prioriza aspectos de qualidade, diversidade de gêneros literários, de autores e de línguas, garantindo representatividade cultural para que diversos públicos possam se sentir atendidos.

Diversidade e destaques – A divisão em 26 categorias permite ao leitor explorar acervos específicos diretamente na página inicial do site ou no aplicativo. Entre seções e obras de grande circulação disponíveis na plataforma, destacam-se:

  • Clássicos: Romanceiro da Inconfidência (Cecília Meireles); As Meninas (Lygia Fagundes Telles); Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski); 1984 (George Orwell); e Odisseia (Homero).
  • Juvenil: A mágica Mortal (Raphael Montes); Turma da Mônica Jovem (Maurício de Sousa); Diário de Uma Garota Esquisita (Thalita Rebouças); e Sherlock Holmes – Um Estudo em Vermelho (Arthur Conan Doyle).
  • Biografia: Jorge Amado: uma biografia (Joselia Aguiar); Malala: a menina que queria ir para a escola (Adriana Carranca); O Educador: um perfil de Paulo Freire (Sergio Haddad); e Quem é Essa Mulher: uma biografia de Zuzu Angel (Virginia Siqueira Starling).
  • Aventura: Harry Potter (J. K. Rowling); Star Trek (A. C. Crispin); Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne); Duna (Frank Herbert); e O Homem Bicentenário (Isaac Asimov).
  • Poesia: As Palavras Voam (Cecília Meireles); Melhores Poemas (Ferreira Gullar), Um Mundo em Poucas Linhas (Tamara Klink), Livro do Desassossego (Fernando Pessoa) e O Coração Amarelo (Pablo Neruda).
Leia mais:  2ª Cúpula da Alimentação Escolar reúne delegações de 80 países

A plataforma conta ainda com obras de grande sucesso editorial, adicionadas recentemente, como: Verity (Colleen Hoover); A Psicologia Financeira (Morgan Housel); Hábitos Atômicos (James Clear); A Biblioteca da Meia-Noite (Matt Haig); Nunca Minta (Freida McFadden); O Massacre da Família Hope (Riley Sager); A Hora da Estrela – edição comemorativa (Clarice Lispector); Melhor que nos Filmes (Lynn Painter); Patinando no Amor (Lynn Painter); e Murdoku (Manuel Garand).

 Assista ao vídeo:

Alta demanda de leitores – De acordo com o relatório de indicadores de uso da plataforma, atualizado em 7 de setembro de 2026, o MEC Livros atingiu a marca de 1.193.622 usuários cadastrados via conta Gov.br. Desses, 531.856 leitores já realizaram ao menos um empréstimo de livro, gerando um total de 797.497 empréstimos e 450,1 mil horas de leitura – o equivalente a mais de 51 anos de leitura ininterrupta.

Segundo Anita Stefani, a resposta do público superou as expectativas iniciais da equipe técnica, revelando um forte engajamento dos leitores com o ambiente digital. De fato, a primeira grande surpresa foi a demanda, uma vez que o MEC Livros foi muito bem recebido e, em pouco tempo, somava mais de 1 milhão de usuários. O fato mais surpreendente foi a demanda de usuários, para que pudessem ser emprestados mais livros do que o sistema permite atualmente. De acordo com a pasta, isso demonstra que há leitores vorazes consumindo intensamente a plataforma.

Vale lembrar que, apesar do limite de empréstimos simultâneos ser de até dois livros por mês e por CPF, essa restrição aplica-se, exclusivamente, aos títulos que possuem direitos autorais vigentes. Por outro lado, os livros em domínio público são totalmente abertos e livres, de modo que o leitor pode realizar quantas leituras quiser ao longo do mês.

Ao todo, mais de 197 mil livros já foram lidos integralmente pelos usuários (com conclusão igual ou superior a 90% da obra). O ranking dos títulos mais lidos é liderado pelo romance nacional A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli, com 11.253 conclusões, seguido por A Vegetariana, de Han Kang (6.870 leituras concluídas), A Metamorfose, de Franz Kafka (5.346), O Menino Que Quase Virou Cachorro (4.952) e Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski (4.795). Em volume total de empréstimos, A Cabeça do Santo também ocupa o primeiro lugar geral, com 38.242 retiradas virtuais.

Leia mais:  MEC inaugura obras de revitalização de seu edifício Anexo I

Preferência e alcance regional – Os dados de monitoramento do Ministério da Educação apontam ainda que metade do tempo de leitura na plataforma (50%, correspondendo a 224,1 mil horas) ocorre por meio da interface web no navegador de internet. O aplicativo para o sistema Android é responsável por 38% das horas lidas (173,1 mil horas), acumulando 929.757 downloads oficiais na Google Play Store. Já o aplicativo para o sistema iOS (Apple) representa 12% do tempo total de leitura (54,5 mil horas).

Na distribuição geográfica por estados, São Paulo lidera o número de usuários (254.109 inscritos e 166.724 empréstimos), seguido pelo Rio de Janeiro (101.967 usuários), Minas Gerais (99.475), Bahia (70.309) e Ceará (61.584). Entre os leitores que informaram a faixa etária no cadastro, a maior concentração de usuários com empréstimos ativos está na faixa de 18 a 24 anos (26,8%) e de 25 a 34 anos (25,0%).

Passo a passo – O acesso às obras do MEC Livros é totalmente gratuito e necessita apenas do login unificado da conta Gov.br. Para utilizar o serviço, o leitor deve seguir as orientações abaixo:

  1. Acesse o site ou baixe o aplicativo: o MEC Livros está disponível nas lojas de celular (Google Play e App Store) e em navegadores de internet.
  2. Entre com a conta Gov.br: clique na opção “Entrar com Gov.br” e informe o CPF e a senha cadastrados.
  3. Escolha a obra: na página inicial, explore os títulos organizados nas 26 categorias e vitrines temáticas como “Em Alta”, “Best-Sellers” e “Autores Clássicos”.
  4. Pegue emprestado e leia: ao selecionar o livro desejado, o leitor pode conferir a sinopse na opção “Mais informações” e clicar no botão “Emprestar e Ler” para iniciar a leitura de forma imediata.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana