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MEC defende mais diálogo e menos tarifas no G20 Educação

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Durante agenda oficial na África do Sul, entre os dias 20 e 23 de outubro, o ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu a necessidade de os países trabalharem com mais diálogos e menos taxas. O objetivo é fortalecer as políticas públicas educacionais, promovendo intercâmbio de experiências e boas práticas em prol da melhoria da aprendizagem. O reconhecimento sobre a importância do multilateralismo genuíno, bem como da valorização dos profissionais da educação e da urgência da alfabetização na idade certa também foram destacados pelo ministro brasileiro na agenda.   

Precisamos de mais diálogo e menos tarifas! A cooperação internacional é essencial para ampliar o acesso à educação e melhorar sua qualidade e relevância.” Camilo Santana, ministro da Educação  

“Precisamos de mais diálogo e menos tarifas! Não há outro caminho de cooperação internacional. Os tempos são de multilateralismo genuíno, com mais comércio e movimento livre e justo de capital humano em todo o mundo. A cooperação internacional é essencial para ampliar o acesso à educação e melhorar sua qualidade e relevância. Desafios como alcançar a plena alfabetização e proficiência numérica devem ser enfrentados com urgência, por meio de esforços que envolvam organizações da ONU, Estados-Membros e a sociedade civil”, reforçou.   

O ministro também lembrou que a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada durante a presidência brasileira do G20, “é prova de que a gestão institucional e o financiamento jamais devem ser barreiras à criatividade e à eficiência”.  

As metas educacionais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) também foram pautas levantadas pelo Ministério da Educação (MEC) no encontro, que marcou o encerramento das atividades do Grupo de Trabalho de Educação do G20 (EdWG) sob a presidência rotativa da África do Sul. A agenda incluiu a Reunião de Ministros da Educação do G20, na quarta-feira (22), dedicada à discussão de temas como educação infantil, formação docente e reconhecimento mútuo de títulos, reuniões bilaterais e a assinatura do Memorando de Entendimento sobre Cooperação na Área de Educação Básica, firmado entre Brasil e África do Sul, na terça-feira (21).  

Educação infantil e valorização docente O compêndio apresentado na Reunião de Ministros da Educação do G20 como um dos documentos resultantes do GT compartilha experiências nacionais, boas práticas e programas inspiradores desenvolvidos nos países-membros e convidados. O documento aborda as áreas definidas como prioritárias pela presidência sul-africana: a aprendizagem na primeira infância; o reconhecimento mútuo de qualificações acadêmicas e profissionais; e a formação e valorização dos docentes para um mundo em transformação.  

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“Juntas, essas iniciativas fazem parte de uma agenda mais ampla de formação, dignidade e inclusão. Uma agenda que se alinha com o nosso compromisso internacional compartilhado para construir uma força de trabalho na educação, que seja capacitada e dedicada à equidade, sustentabilidade e à transformação social”, afirmou Santana. “Apesar das diferenças, trabalhamos com o mesmo propósito: assegurar uma educação de qualidade para todos, garantindo que ninguém seja deixado para trás”, completou, ao parabenizar a condução da presidência sul-africana.  

Em sua fala durante a sessão plenária, o ministro ressaltou o compromisso brasileiro com a valorização docente, destacando o Programa Mais Professores para o Brasil, voltado à formação, ao ingresso e à permanência de professores no ensino público. Ele também divulgou a Política Nacional Integrada da Primeira Infância, recentemente lançada, e o empenho do Brasil em avançar nas discussões sobre o reconhecimento internacional de diplomas, em alinhamento com a Convenção Global da Unesco sobre Educação Superior.  

Alfabetização – Em reunião do Fórum IBAS, que inclui Índia, Brasil e África do Sul, com participação também da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o ministro Camilo Santana discutiu cooperação internacional e políticas para a primeira infância, definindo estratégias para acelerar a ampliação da alfabetização na idade certa. Durante a agenda, ele lançou proposta de criação de uma coalizão global pela alfabetização. “Discutimos a proposta de criação de uma coalização global em defesa da alfabetização na idade certa. Uma proposta feita por nós, brasileiros, por considerar a importância de as crianças aprenderem na idade adequada”, afirmou Santana, ao relembrar o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, lançado pelo MEC em 2023.  

Para dialogar sobre a agenda, o MEC participou de uma série de reuniões bilaterais e multilaterais desde segunda-feira, 20 de outubro. Foram encontros com a ministra da Educação Básica da África do Sul, Siviwe Gwarube; o secretário-adjunto do Ministério da Educação da Índia, Armstrong Pame; a vice-ministra para Educação Infantil e Igualdades do Reino Unido, Olivia Bailey; o diretor para Educação e Habilidades da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Andreas Schleicher; e a primeira-secretária adjunta para Assuntos Internacionais do Departamento de Educação da Austrália, Karen Sandercock. As discussões tiveram como foco a educação nos primeiros anos de vida, avaliação da educação básica e cooperação internacional.  

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Compromissos bilaterais e cooperação internacional – A participação brasileira no G20 também incluiu a assinatura de um memorando de entendimento com a ministra da Educação Básica da África do Sul, Siviwe Gwarube, que prevê cooperação em políticas educacionais, formação de professores e fortalecimento da alfabetização. O documento reforça o compromisso dos dois países com o fortalecimento das políticas públicas educacionais e com a promoção do intercâmbio de experiências e boas práticas em prol da melhoria da aprendizagem.  

O memorando estabelece sete áreas prioritárias de cooperação, entre elas o intercâmbio de professores, estudantes e técnicos; a formação docente; o desenvolvimento da primeira infância; o compartilhamento de sistemas de gestão educacional; e o incentivo a práticas pedagógicas voltadas às habilidades do século 21. A parceria também prevê ações conjuntas que contribuam para a redução da pobreza, o combate às desigualdades sociais e a promoção da cidadania por meio da educação.   

A cooperação entre Brasil e África do Sul reforça o compromisso dos países do Sul Global com a promoção da equidade, da solidariedade e do desenvolvimento sustentável por meio da educação básica.  

Agenda – A agenda oficial na África do Sul também contou com reunião do ministro Camilo Santana com o diretor de Educação e Habilidades da OCDE, Andreas Schleicher, para tratar de parcerias em avaliação, inovação pedagógica e formação docente. Outro momento foi a participação do ministro no Diálogo Ministerial da Força-Tarefa de Emprego e Educação do Business 20 (B20), espaço de interlocução entre governos e setor privado sobre políticas para o futuro do trabalho. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC participa do lançamento da Rádio IFRN

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) participou do lançamento da Rádio IFRN (frequência FM 95,3), vinculada ao Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A nova emissora pública iniciou oficialmente suas transmissões na última sexta-feira (12), em solenidade realizada no Centro de Tecnologia e Cultura (CTC) Luzia Vieira de França, em Natal (RN). 

A Rádio IFRN nasce com a missão de fortalecer a comunicação pública e ampliar o acesso da população a conteúdos educativos, culturais, científicos e de cidadania. A iniciativa resulta de uma parceria entre o MEC, o instituto e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

Segundo o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, a iniciativa fortalece a identidade territorial e amplia a circulação de conteúdos educativos nacionais. “Agora, o Rio Grande do Norte faz parte de um seleto grupo de rádios educativas que poderá reproduzir conteúdo também nacionalmente. Então, existe a relação territorial, de estar demonstrando a função desses projetos de ensino, pesquisa e extensão que acontecem no IFRN, mas também conteudista nacional. Eu acho que esse é o ponto central, levar boa informação, como tem de ser”, disse. 

Expansão da comunicação pública – A implantação da rádio integra o projeto de expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Em dezembro de 2023, o IFRN e outros 15 institutos federais firmaram acordo de cooperação com a EBC para a criação de 49 novas emissoras FM educativas, em diferentes regiões do país. 

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Durante a cerimônia de inauguração, o reitor do IFRN, o professor José Arnóbio, destacou a importância da emissora para aproximar ainda mais a instituição da sociedade. 

“Com a chegada da rádio, vamos nos aproximar cada vez mais da sociedade. É um canal direto com tudo o que é feito no ensino, na pesquisa e na extensão. O que é desenvolvido nos 22 campi do IFRN e nos três novos campi que estão chegando. Será um espaço com programação nacional e local, de modo a valorizar a cultura regional”, afirmou. 

A gerente da Rede Nacional de Comunicação Pública de Rádio da EBC, Luciana Moreno, ressaltou o papel da emissora na divulgação do conhecimento produzido pelo Instituto. 

Programação voltada à educação, cultura e cidadania – A Rádio IFRN FM contará com produção local e também retransmitirá conteúdos da Rádio Nacional e da Rádio MEC, emissoras públicas integrantes do sistema de comunicação da EBC. A programação reunirá conteúdos educativos, culturais, científicos e institucionais, além de abrir espaço para temas relacionados à cidadania e ao desenvolvimento regional. 

A expectativa é que o sinal alcance mais de 1,4 milhão de habitantes em 28 municípios potiguares, cobrindo uma área com raio aproximado de 80 quilômetros a partir da capital. 

Formação e oportunidades para estudantes – A coordenadora da emissora, a professora Edivânia Duarte, destacou que a rádio representa uma importante conquista para o estado. 

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A nova emissora também abre oportunidades para a formação prática de estudantes. Integrante da equipe da Rádio IFRN, o estudante Erick Santana, do curso técnico em Multimídia do Campus Natal-Centro Histórico, comemorou a participação no projeto. 

“Despertei o interesse pelo rádio graças à professora Edivânia, quando fui bolsista no projeto Rádio Roca. Foi uma experiência muito prazerosa, e agora estou ainda mais feliz por participar da inauguração e integrar a equipe da Rádio IFRN. Me sinto muito confiante para começar essa nova etapa da minha carreira”, relatou. 
Investimento e alcance regional – Para viabilizar a entrada da Rádio IFRN no ar, foram investidos R$ 1,2 milhão pelo Ministério da Educação, por meio da Setec. A EBC ofereceu apoio técnico ao projeto, incluindo estudos de engenharia e articulação junto ao Ministério das Comunicações e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Com a nova emissora, o IFRN amplia sua presença junto à sociedade potiguar, fortalecendo a divulgação das ações de ensino, pesquisa e extensão e contribuindo para a democratização do acesso à informação de interesse público. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do IFRN e da EBC 

Fonte: Ministério da Educação

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