Educação

MEC disponibiliza vídeos com tutorial para inscrição no CadEJA

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O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou um vídeo com orientações e o passo a passo para quem deseja voltar a estudar por meio da plataforma CadEJA – Cadastro da Educação de Jovens e Adultos. Além do conteúdo voltado aos estudantes, a pasta também publicou outros três vídeos com orientações sobre o uso da plataforma, voltados aos gestores, aos agentes de cadastro e aos operadores. Os conteúdos estão disponíveis no portal do MEC e no canal da pasta no YouTube

As inscrições para a educação de jovens e adultos (EJA) por meio do CadEJA, a plataforma oficial do MEC, ficam abertas permanentemente durante todo o ano. No entanto, os prazos específicos para garantir uma vaga no segundo semestre letivo de 2026 variam conforme cada estado ou município, pois os calendários das redes públicas de ensino são descentralizados. 

Passo a passo para inscrição – O primeiro vídeo tem como objetivo instruir as pessoas que desejam retornar aos estudos, contendo o detalhamento do preenchimento das informações básicas até a escolha da região que deseja estudar e o turno de preferência para as aulas. 

Para se cadastrar basta:  

1. Clicar no link “Quero voltar a estudar”; 

2. Preencher dados pessoais; 

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3. Informar até qual série cursou no ensino fundamental; 

4. Escolher o local de estudo; 

5. Escolher o turno que deseja cursar as aulas; 

6. Clicar em “Finalizar cadastro”. 

Caso tenha qualquer tipo de dificuldade, a plataforma conta com auxílio de áudio. Também é possível pedir ajuda a um parente ou amigo para realizar a inscrição.  

Orientações – O segundo material contém orientação aos servidores públicos que desejam atuar como “agentes de cadastro”, auxiliando as pessoas na realização do cadastro. Nesse caso, é necessário: 

1. Clicar no Link “Quero ser agente de cadastro”; 

2. Preencher os dados solicitados; 

3. Enviar documento que comprovem vínculo com órgão público; 

4. Concordar com os termos de responsabilidade da plataforma; 

5. Clicar no link “Concluir a habilitação”. 

O terceiro material auxilia os operadores da plataforma a acompanharem as solicitações cadastradas e realizarem o encaminhamento dos estudantes para as vagas disponíveis. No vídeo, os operadores podem consultar o passo a passo para realizar consultas e acompanhar todos os cadastros realizados no CadEJA.  

O último vídeo é direcionado aos secretários estaduais e municipais de educação, que poderão fazer o monitoramento da oferta e da demanda dos atendimentos, bem como a todos os servidores públicos que desejam atuar como agentes de cadastro. 

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O CadEJA  – Cadastro da EJA é uma plataforma do governo federal com informações sobre a oferta e demanda por matrículas na educação de jovens e adultos em todo o território nacional. Qualquer cidadão brasileiro pode registrar sua demanda para voltar a estudar, de maneira prática e acessível, facilitando o processo de matrícula que será efetivado posteriormente pelas redes públicas de ensino.  

O CadEJA faz parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos, política pública que reúne ações para a superação do analfabetismo. O Pacto reúne ações relacionadas à alfabetização de jovens, adultos e idosos, à oferta da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive para pessoas privadas de liberdade, e à EJA articulada à educação profissional. 

 
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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