Educação

MEC empossa reitor do Instituto Federal de Santa Catarina

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O Ministério da Educação (MEC) realiza, nesta segunda-feira, 8 de dezembro, a solenidade de posse do professor Zízimo Moreira Filho ao cargo de reitor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). O evento ocorre no Espaço Multiuso do Campus Florianópolis – Continente. A cerimônia conta com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, e deve reunir cerca de 300 pessoas, entre estudantes, professores e técnicos da instituição. 

O professor Zízimo Moreira Filho foi eleito pela comunidade acadêmica em consulta eleitoral e nomeado em 11 de agosto de 2025, por meio de decreto presidencial. Mestre em Engenharia de Materiais e docente do campus Florianópolis desde 1987, Zízimo também já foi diretor-geral da unidade. 

Atualmente, o IFSC possui 22 campi e um polo de inovação, oferta 399 cursos e atende 41.078 estudantes. A instituição é referência na educação profissional e tecnológica em Santa Catarina, especialmente em regiões onde o instituto representa uma das poucas ofertas públicas de ensino médio integrado ao técnico. 

Expansão – A posse ocorre em meio à expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O Governo do Brasil, por meio do Novo PAC, está construindo mais de 100 novos campi de institutos federais em todo o país, com investimento total de R$ 2,5 bilhões. A iniciativa deverá criar mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Cada nova unidade recebe cerca de R$ 25 milhões — R$ 15 milhões destinados à infraestrutura e R$ 10 milhões para equipamentos e mobiliário — e terá capacidade média para atender 1,4 mil estudantes. 

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O IFSC está sendo beneficiado com investimentos de R$ 25 milhões para a implantação do campus Tijucas, atualmente em processo de licitação. Além disso, a instituição deve receber outros R$ 35,8 milhões para melhoria e ampliação dos campi existentes, totalizando R$ 60,8 milhões em recursos do Novo PAC. Desse montante, já foram repassados R$ 6 milhões entre 2023 e 2025; até 2026, mais R$ 29,8 milhões deverão ser liberados. 

Os recursos contemplam a construção de nove restaurantes estudantis e a sede própria do campus avançado São Lourenço do Oeste, dentre outros investimentos. O objetivo é assegurar que os campi sejam equipados com infraestrutura completa, ampliando a capacidade de atendimento e garantindo melhores condições de ensino. 

Agenda – A comitiva do MEC cumprirá uma série de compromissos em Santa Catarina nos dias 8 e 9 de dezembro. No primeiro dia (8), além da posse do reitor do IFSC, o ministro também visita o Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis.  

No dia seguinte (9), em Blumenau, o chefe da pasta participará de encontro com a comunidade do Instituto Federal Catarinense (IFC); autorizará obras dos novos campi Mafra e Campos Novos, ambos do IFC; e fará entregas da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) e dos vales-computadores do Programa Mais Professores para o Brasil.  

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A agenda será concluída em Chapecó, com a assinatura do acordo de cooperação técnica (ACT) para construção do Hospital Universitário da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e a inauguração de uma cantina externa no campus. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Como escolas e famílias formam novos leitores

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A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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