Educação

MEC estreia episódios da série Indicações Geográficas nos IFs

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O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou, nesta quarta-feira, 24 de junho, mais dois episódios da série Indicações Geográficas nos Institutos Federais, com o tema “As louceiras do Maruanum” e “Käsekuchen de Panambi”. Os filmes retratam experiências que articulam território, saberes tradicionais e desenvolvimento regional, destacando a atuação dos institutos federais do Amapá e de Farroupilha junto às comunidades. A produção da série, realizada em parceria com o Instituto Federal Baiano, está disponível no canal do MEC no YouTube e Canal Educação.  

O quinto episódio encerra a primeira temporada, com olhar para o Quilombo de Santa Luzia do Maruanum, a cerca de 30 quilômetros de Macapá, no Amapá, e acompanha o ofício das mulheres que moldam o barro a partir de conhecimentos transmitidos entre gerações. A narrativa destaca Maruanum como um território de memória, fé e trabalho, onde a produção das louças está ligada à relação com a terra, com o rio e com a ancestralidade. 

O material audiovisual mostra de perto etapas desse fazer tradicional, desde a retirada da argila no barreiro até a modelagem e a queima das peças. Ao longo do episódio, as falas das louceiras revelam a dimensão cultural e simbólica desse ofício, aprendido com mães, tias e avós e mantido como fonte de renda, identidade e continuidade para muitas famílias da região. 

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A narrativa também evidencia a contribuição da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica nesse processo de valorização, com a participação do Campus Macapá, do Instituto Federal do Amapá (Ifap), na caminhada de reconhecimento desses saberes. No episódio, a Indicação Geográfica (IG) aparece como instrumento que pode contribuir para preservar, valorizar e dar visibilidade a uma produção profundamente ligada ao território e à história das mulheres de Maruanum. 

Continuidade – A segunda temporada da série começa com a IG do Käsekuchen de Panambi, no Rio Grande do Sul. O sexto episódio da série destaca a tradição familiar em torno do bolo, cuja produção atravessa gerações e preserva modos de fazer que ajudam a manter viva a identidade cultural da região. 

A narrativa também evidencia a valorização do produtor rural na produção da matéria-prima central da receita, o Kässchmier, queijo artesanal que confere identidade ao Käsekuchen. O episódio destaca ainda o papel do Instituto Federal Farroupilha (IF Farroupilha), Campus Panambi, no fortalecimento dessa trajetória, mostrando como a articulação entre saber tradicional, produção local e apoio técnico contribui para o reconhecimento da origem e para a valorização territorial do produto. 

Fomento – A produção integra o Programa de Apoio e Promoção da Indicação Geográfica, iniciativa do MEC de fomento, apoio e promoção ao desenvolvimento das Indicações Geográficas na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, da qual os institutos federais fazem parte. 

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Audiovisual – A primeira temporada da série é composta por cinco episódios. O primeiro episódio destacou o trabalho do Campus Hidrolândia do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) na estruturação da Indicação Geográfica do Polvilho do Cará, em Bela Vista de Goiás. O segundo episódio retratou a atuação do Campus Urupema do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) no fortalecimento da Denominação de Origem (DO) da maçã fuji, cultivada na serra catarinense. O terceiro episódio apresentou o vinho do Vale do São Francisco, ressaltando o trabalho do Campus Petrolina Zona Rural (IF Sertão Pernambucano). O quarto episódio abordou Cafés Especiais do Alto Noroeste Fluminense (IF Fluminense). 

Na segunda temporada, a série terá ainda episódios sobre os derivados de jabuticaba de Sabará (MG), o Cacau Tuerê (PA), a Manta de Carneiro de Tauá (CE), e a Renda de Bilro (BA). Devido ao defeso eleitoral, estes episódios estarão disponíveis a partir de novembro. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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