Educação

MEC inaugura e autoriza obras na Unifesspa

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Em agenda oficial na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), o ministro da Educação, Camilo Santana, assinou a portaria de autorização ao curso de medicina, inaugurou o bloco multiuso do Campus Santana do Araguaia e formalizou a ordem de serviço para a construção do Restaurante Universitário na unidade II do Campus Marabá. Na ocasião, ele também visitou as obras do Instituto de Ciências Humanas (ICH), localizado em Marabá, na unidade III (Cidade Universitária). No total, a universidade tem investimentos de R$ 21,7 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal. 

Durante a cerimônia, o ministro ressaltou a importância das universidades na produção de soluções para diferentes setores da sociedade e nos avanços do país, além de destacar o compromisso do governo federal com a entrega de obras que estavam paralisadas ou inacabadas. “A universidade faz extensão, faz pesquisa. É ela que desenvolve e descobre ferramentas ou soluções para a saúde, para a mineração, para o petróleo, para a infraestrutura”, afirmou Santana. 

No evento, o reitor da Unifesspa, Francisco Ribeiro, enfatizou o papel das instituições públicas de ensino superior para o desenvolvimento nacional e regional. “Ao fortalecer as universidades, o governo federal reafirma que a ciência, a tecnologia e a formação de pessoas são pilares estratégicos para o país”, completou. 

A Unifesspa foi criada pela Lei 12.824/2013, de forma a ampliar e consolidar o ensino superior na região. A universidade possui cinco campi: Marabá (sede), Xinguara, Santana do Araguaia, Rondon do Pará e São Félix do Xingu. Atualmente, são ofertados 43 cursos de graduação para 5,2 mil discentes, além de 21 programas de pós-graduação com 588 estudantes matriculados. O quadro profissional conta com 439 docentes e 362 técnicos. 

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Medicina – O curso de medicina será implementado no Campus Marabá. A partir de 2023, o MEC garantiu as condições necessárias à autorização da oferta do curso, com investimentos em infraestrutura no âmbito do Novo PAC. Entre as ações, a universidade já realizou concurso para a seleção de 15 docentes, com posse prevista para março de 2026. 

A previsão de oferta anual é de 30 vagas, com a primeira seleção de estudantes, possivelmente, em 2026 e ingresso em 2027. A iniciativa contempla uma demanda histórica por mais médicos no interior da Amazônia, principalmente no estado do Pará, e irá contribuir para a formação de profissionais, inclusive médicos indígenas e quilombolas, que compreendam as realidades e as necessidades locais. 

Inauguração – O bloco multiuso do Campus Santana do Araguaia tem investimento de R$ 1,7 milhão do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O bloco atenderá o Instituto de Engenharias do Araguaia com cinco salas de aula, dois laboratórios, um laboratório de informática, uma biblioteca, um miniauditório e três salas administrativas, além de banheiros masculino, feminino e para pessoas com deficiência, no total de 1,6 mil metros quadrados. 

ICH – O ministro Camilo visitou as obras do prédio administrativo, salas de aula e laboratórios do Instituto de Ciências Humanas, na unidade III do Campus Marabá (Cidade Universitária). A obra conta com recursos de R$ 5,5 milhões do Novo PAC. O bloco terá auditório, gabinetes, secretarias, estacionamento, arborização de entorno, adequação de calçadas e instalação de passarela coberta. A área construída será de 2,8 mil metros quadrados. 

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Restaurante – O ministro assinou, ainda, a ordem de serviço da obra remanescente do Restaurante Universitário do Campus Marabá, unidade II. A área construída terá 1,3 mil metros quadrados com capacidade de mil refeições por dia em um turno. A obra foi paralisada durante a pandemia da covid-19, mas será concluída com o valor total de R$ 5,7 milhões provenientes de recursos próprios da Unifesspa. 

Agenda – Ainda nesta sexta-feira (27), o ministro da Educação, Camilo Santana, esteve na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém (PA), para cerimônia de recondução da professora Aldenize Xavier ao cargo de reitora. Ele também autorizou a construção do Bloco Modular Tapajós IV (BMT IV) e inaugurou o Núcleo de Salas de Aula (NSA), além de visitar o Bloco Modular Tapajós III (BMT III). No total, a universidade tem investimentos de R$ 102,2 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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