Educação

MEC inaugura sede própria do Campus Sorocaba do IFSP

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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta sexta-feira, 10 de abril, sede própria do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). A obra recebeu investimento total de R$ 23,2 milhões, dos quais R$ 20,6 milhões são provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Durante a visita, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciaram investimento extra de R$ 8 milhões, por meio do Novo PAC, para a construção de restaurante estudantil, biblioteca, auditório e quadra poliesportiva no Campus Sorocaba. Ao todo, o IFSP recebe R$ 557 milhões do Novo PAC para melhoria de unidades já existentes e construção de novos campi. 

Durante a cerimônia, o presidente Lula reforçou a importância do investimento contínuo em educação para o desenvolvimento do país. “Essa inauguração é um compromisso que eu tinha com o IFSP. Podem ficar certos de que nós vamos continuar investindo em educação o quanto for necessário, porque não existe outra saída para que o Brasil se defina como um país altamente desenvolvido que não seja por meio de investimento na educação.” 

Essa escola aqui é uma das melhores do mundo, é um modelo da educação brasileira para o século 21. Vamos continuar trabalhando porque precisamos de mais escolas como essa”. Leonardo Barchini, ministro da Educação. 

O ministro Leonardo Barchini ressaltou a qualidade da estrutura entregue e o papel dos institutos federais como referência de ensino público: “Essa escola aqui é uma das melhores do mundo, é um modelo da educação brasileira para o século XXI. Vamos continuar trabalhando porque precisamos de mais escolas como essa, só assim a gente vai conseguir ter uma educação de qualidade e o desenvolvimento do nosso povo”. 

Segundo o reitor do IFSP, Silmário Batista dos Santos, a expansão da instituição terá grande impacto na vida da população que vive na região. “Obrigado por nos prestigiar com mais um campus da Rede Federal. Essa escola transforma e faz a diferença na vida de todos nós”. 

A nova sede do Campus Sorocaba integra as ações de consolidação do Novo PAC para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e tem 4,6 mil metros quadrados de área construída. Com blocos de salas de aula, pátios internos, bloco administrativo, laboratório do tipo oficina, além de infraestrutura completa de água, esgoto e energia elétrica, o espaço também possui guarita e área externa com estacionamento de 9,7 mil metros quadrados. A obra teve início em julho de 2024. 

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10/04/2026 - Visita ao novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo (IFSP)

Antes de ser contemplado com a sede própria, o campus funcionou em espaços cedidos pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pelo Governo do Estado de São Paulo. Criado pela Portaria MEC nº 378/2016, o Campus Sorocaba registra atualmente 1.872 matrículas e oferta 13 cursos de educação profissional e tecnológica, sendo eles: 

  • Curso técnico em administração integrado ao ensino médio;  
  • Curso técnico em eletroeletrônica integrado ao ensino médio; 
  • Curso técnico em mecânica integrado ao ensino médio; 
  • Curso técnico em mecânica integrado ao ensino médio;  
  • Curso técnico em administração concomitante e subsequente ao ensino médio;  
  • Curso técnico em mecatrônica concomitante e subsequente ao ensino médio;  
  • Curso superior em tecnologia em energias renováveis;  
  • Curso superior em tecnologia em recursos humanos;  
  • Licenciatura em letras português-inglês; 
  • Licenciatura em pedagogia; 
  • Pós-graduação em indústria 4.0;  
  • Pós-graduação em desenvolvimento de pessoas; 
  • Pós-graduação formação de professores – primeira infância (2º semestre de 2026). 
     

A unidade também oferece cursos de formação inicial e continuada, com cerca de 200 vagas anuais, além de cursinho popular voltado a estudantes da região. 

Infraestrutura – A ação de consolidação do Novo PAC, no valor de R$ 1,4 bilhão, é voltada para ampliação e melhoria da infraestrutura de unidades existentes da rede federal, da qual os institutos federais fazem parte. Desse total, mais de R$ 1 bilhão já foi investido em obras estruturantes, tais como a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula, laboratórios, quadras poliesportivas e sedes definitivas para os campi que ainda funcionavam em espaços provisórios. 

No caso do IFSP, estão sendo investidos R$ 165,8 milhões para consolidação entre 2023 e 2026. Desse total, R$ 152,5 milhões já foram repassados, incluindo aditivos, com previsão de mais R$ 36,2 milhões.  

Ao todo, 34 sedes próprias de campi de institutos federais em todo o país estão sendo contempladas pela ação de consolidação do Novo PAC, com investimento superior a R$ 400 milhões. Dessas unidades, sete pertencem ao IFSP. 

Expansão – O Novo PAC também prevê investimentos para ampliar a presença do Instituto Federal de São Paulo no estado. Ao todo, estão sendo destinados R$ 391,2 milhões para a construção de 16 novos campi da instituição, ampliando a oferta de educação profissional e tecnológica pública, gratuita e de qualidade em regiões menos atendidas. 

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As novas unidades estão sendo implantadas nos municípios de São Paulo (Jardim Ângela, Cidade Tiradentes e Jaçanã), Osasco, Santos, Diadema, Ribeirão Preto, Sumaré, Franco da Rocha, Cotia, Carapicuíba, São Vicente, Mauá, Guarujá, São Bernardo do Campo e Serrana. 

As obras estão em diferentes fases de execução. Em Cidade Tiradentes e Ribeirão Preto, por exemplo, já há contratos assinados e obras em andamento. Unidades como Carapicuíba, São Vicente e Guarujá avançam nas etapas de implantação. 

No Brasil, são mais de 100 novos campi em processo de implantação pelo Novo PAC.  

Atualmente, o IFSP conta com 41 campi e um polo de inovação, ofertando 660 cursos a mais de 67 mil estudantes matriculados. A instituição reúne mais de 2,6 mil docentes e cerca de 2,1 técnicos-administrativos em educação. 

Visita – Durante a agenda no campus, o presidente da República e o ministro da Educação também visitaram alguns dos espaços acadêmicos da nova sede, onde conheceram de perto a estrutura destinada às atividades de ensino, pesquisa e extensão. Entre os locais apresentados estão o Laboratório de Mecânica (LAMEC), voltado à prototipagem e ao desenvolvimento tecnológico com equipamentos como impressoras 3D, tornos mecânicos e máquinas CNC; o laboratório de pedagogia (LAPED), dedicado a práticas pedagógicas e tecnologias assistivas; e o laboratório de informática, equipado com 40 computadores utilizados nas atividades acadêmicas dos cursos ofertados no campus. 

Nos espaços, também foram apresentados projetos desenvolvidos por estudantes e professores, como o ventilador pulmonar “Inspire”, criado durante a pandemia, além de iniciativas de robótica, mobilidade elétrica e tecnologias voltadas à acessibilidade e inclusão. 

Resumo | Mais Educação para São Paulo 

Transmissão ao vivo 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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