Educação

MEC lança curso sobre círculos restaurativos nas escolas

Publicado

Para capacitar professores e profissionais das escolas de educação básica de todo o país e ajudá-los a solucionar conflitos do dia a dia e casos de violência de forma amigável, o Ministério da Educação (MEC) lançou o curso Técnicas de Facilitação de Círculos Restaurativos na “Teia da Paz da Escola”: Planos e Ações Estruturantes. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas no Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec). O objetivo é capacitar educadores e gestores da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio. 

O curso é autoinstrucional e tem carga horária de 40 horas. O conteúdo da formação é inédito por trazer simulações gravadas de círculos restaurativos realizados especialmente para essa formação, demonstrando passo a passo o papel do facilitador e o funcionamento dos processos circulares em situações reais da escola. 

Um círculo restaurativo é um encontro facilitado em que pessoas afetadas por um conflito se reúnem para discutir o ocorrido, ouvir as experiências uns dos outros e encontrar formas de reparar os danos, promovendo a cura, a compreensão e o senso de comunidade. Essa é uma prática da Justiça Restaurativa, que foca nas necessidades das vítimas e nas responsabilidades dos ofensores, utilizando a comunicação não violenta para criar um ambiente seguro de diálogo e transformação.   

A iniciativa integra as ações de formação continuada e fazem parte das estratégias do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave). O intuito é fomentar espaços de convivência democrática, participação estudantil e prevenção às violências no ambiente escolar.  

Leia mais:  Prazo para aderir ao Novo Pronacampo acaba domingo (30)

Desenvolvido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-SE), a formação complementa e aprofunda os conceitos apresentados no curso Práticas Restaurativas: Construindo Escolas Seguras e Promovendo a Cultura de Paz, também disponível na plataforma Avamec. Ambos se baseiam nos princípios de Howard Zehr e Kay Pranis e na filosofia da Justiça Restaurativa, adaptada ao contexto educacional brasileiro. 

A formação está organizada em três módulos que articulam teoria e prática. No módulo introdutório, o participante é acolhido e convidado a refletir sobre os fundamentos da Justiça Restaurativa no contexto escolar. O módulo 1, Práxis, aprofunda conceitos e técnicas das Práticas Restaurativas, abordando a construção de relações saudáveis, liderança compartilhada, condução de círculos restaurativos e o papel de facilitadores, mediadores e articuladores. Já o módulo 2, Organização, orienta sobre como implantar processos restaurativos nas escolas, analisando o território e o clima escolar, identificando situações de violência e planejando iniciativas emancipadoras que fortaleçam a cultura de paz. 

Contexto – O curso foi desenvolvido a partir da reflexão de que a escola é um espaço privilegiado de convivência, aprendizagem relacional e construção de vínculos. Nesse sentido, propõe que os conflitos sejam compreendidos e abordados como oportunidades pedagógicas, sem a necessidade do uso de uma justiça formal. O intuito é buscar o fortalecimento de práticas restaurativas que promovem pertencimento, corresponsabilidade, reparação e cultura de paz.  

Leia mais:  Sisu 2026: inscrições começam em 19 de janeiro

A Secadi destaca que tem sido comum, em suas escutas com redes e gestores, que a Justiça Restaurativa ainda apareça associada ao sistema de justiça. Já as Práticas Restaurativas têm ganhado corpo no cotidiano escolar, ao integrar toda a comunidade educacional (estudantes, professores, famílias e equipes de apoio) em experiências concretas de diálogo, escuta e cooperação.  

Para o MEC, a Justiça Restaurativa se sustenta nas Práticas Restaurativas, que se tornam o verdadeiro campo de atuação pedagógica. Mais do que um modelo de resolução de conflitos, o curso traz metodologias educativas que transformam a cultura escolar, instaurando novas formas de convivência baseadas na escuta, no diálogo e na reparação coletiva.  

Para subsidiar a implementação dessa metodologia, a Secadi disponibilizou o guia: Práticas Restaurativas na Educação: guia introdutório à promoção da cultura da paz nas escolas por meio de processos circulares

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

CPOP: cursinhos aprovados têm até 1º/6 para se cadastrarem

Publicado

Os 504 novos cursinhos contemplados pelo Edital nº 4/2026, da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), têm até o dia 1º de junho para cadastrarem os dados dos beneficiados com o apoio financeiro, técnico-pedagógico e psicossocial do programa. Devem ser cadastrados, no Portal de Bolsas de Estudos da CPOP, os coordenadores, professores, estudantes e demais membros da equipe que receberão as bolsas. As aulas estão previstas para começar também no dia 1º de junho.  

O Ministério da Educação (MEC) publicou, na terça-feira, 26 de maio, o resultado da seleção dos novos cursinhos contemplados nesta edição da CPOP. Ao todo, 1.532 cursinhos populares serão beneficiados em 2026. O resultado pode ser acessado na página oficial da CPOP, no portal do MEC.  

Esta é a terceira ampliação da CPOP em 2026. A primeira seleção do ano contemplou 1.028 propostas para receber apoio técnico e financeiro do programa. Já o Edital nº 4/2026 contemplou mais 265 propostas, agora ampliadas para 504. Ao todo, o MEC investirá mais de R$ 290 milhões na CPOP em 2026.  

Cada proposta contemplada receberá até R$ 185 mil. Os valores incluem, entre outras ações, o auxílio-permanência de R$ 200 mensais para estudantes; o apoio financeiro para educadores, coordenadores e profissionais de apoio técnico-pedagógico e psicossocial; além da aquisição de recursos materiais para as atividades administrativas. O auxílio-permanência será pago por até oito meses e poderá atender de 20 a 40 estudantes por cursinho contemplado.   

Leia mais:  MEC participa de lançamento de estudo sobre violência escolar

Os cursinhos populares contemplados devem atender, prioritariamente, estudantes oriundos de escolas públicas, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e com renda familiar de até um salário mínimo por pessoa. 

CPOP – A Rede Nacional de Cursinhos Populares visa apoiar cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários em todo o país, oferecendo suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes que buscam ingressar na educação superior, principalmente por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A iniciativa busca fortalecer experiências educacionais comunitárias e ampliar as oportunidades de acesso à universidade para estudantes socialmente desfavorecidos, especialmente pessoas negras, indígenas e de baixa renda.  

Entre os objetivos da rede estão fortalecer cursinhos populares e comunitários, oferecer orientações pedagógicas voltadas ao Enem, ampliar as oportunidades de ingresso na educação superior e contribuir para o aumento da participação no exame. A iniciativa também busca ampliar a ocupação de vagas em cursos de graduação, especialmente em instituições públicas, fortalecendo políticas de democratização do acesso à educação superior. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Leia mais:  Série Toda Matemática estreia no Canal Educação

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana