Educação

MEC Livros: conheça os dez títulos líderes de acessos

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou os dados de uso do MEC Livros, plataforma gratuita de empréstimo digital integrada à conta Gov.br. O serviço reúne obras em domínio público e títulos contemporâneos licenciados para leitura online. Segundo o balanço, a plataforma registra mais de um milhão de usuários, 618.677 empréstimos virtuais e 384 mil horas de leitura.

Para utilizar o serviço, o usuário deve baixar o aplicativo no celular ou acessar a página na web, validar a entrada com os dados do Gov.br e escolher o título. O catálogo reúne cerca de 25,1 mil obras publicadas e permite leituras imediatas. 

Ranking das obras mais procuradas

O levantamento refere-se aos dez títulos mais emprestados nos últimos 30 dias na plataforma: 

  1. Torto arado – Itamar Vieira Junior (3.704 empréstimos);
  2. Noites brancas – Fiódor Dostoiévski (3.376 empréstimos);
  3. A vegetariana – Han Kang [Prêmio Nobel de Literatura 2024] (2.385 empréstimos);
  4. A cabeça do santo – Socorro Acioli (1.852 empréstimos);
  5. Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski (1.588 empréstimos);
  6. Noites brancas – Fiódor Dostoiévski / Tradução alternativa (1.040 empréstimos);
  7. Oração para desaparecer – Socorro Acioli (976 empréstimos);
  8. Chico Bento: natureza e os biomas brasileiros – Mauricio de Sousa (969 empréstimos);
  9. Capitães da areia – Jorge Amado (763 empréstimos);
  10. Harry Potter e a pedra filosofal – J.K. Rowling (699 empréstimos). 
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Mais de 139.091 livros foram lidos integralmente pelos usuários (com conclusão de 90% ou mais do conteúdo). Nesse indicador de leituras finalizadas, o destaque fica com a obra nacional A cabeça do santo, que registra 8.981 conclusões, seguida por A vegetariana, com 5.616 leituras completas. 

Canais de acesso Os acessos à plataforma ocorrem tanto pela versão web quanto pelos aplicativos para dispositivos móveis. A interface web responde por 52% do tempo de uso (199.116 horas), enquanto o aplicativo para sistemas Android acumula 37% (142.410 horas), e o sistema iOS soma 11% (44.009 horas). 

Na divisão por regiões, o estado de São Paulo lidera em número de cadastros, com 227.121 usuários, seguido por Rio de Janeiro (91.523), Minas Gerais (88.898), Bahia (61.975) e Ceará (54.560).

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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