Educação

MEC reúne articuladores do Escola das Adolescências

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O Ministério da Educação (MEC) realizou o 2º Encontro Anual da Rede Nacional de Articuladores do Programa Escola das Adolescências (Renapea). O evento, ocorrido entre os dias 3 e 5 de dezembro, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador (BA), teve como objetivo avaliar a implementação do programa, compartilhar as boas práticas entre os articuladores e lançar materiais para consolidação.  

O encontro buscou consolidar a implementação do programa Escola das Adolescências, planejar a atuação dos articuladores e fortalecer o monitoramento. Os destaques da programação giraram em torno de temas como Governança, Formação, Currículo, Financiamento, e Clima e Convivência Escolar. O compromisso do programa com os alinhamentos técnico e estratégico foram evidenciados nas atividades realizadas.  

No encontro, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou que “o grande diferencial do programa Escola das Adolescências é assegurar que os estudantes adolescentes saibam que podem ser ouvidos em suas escolas”. Segundo ela, a política responde à necessidade de olhar para o adolescente, de modo a garantir que as aprendizagens sejam asseguradas, assim como as trajetórias regulares dos estudantes.  

Já a coordenadora-geral de Ensino Fundamental do MEC, Tereza Farias, reforçou a importância da atuação da Renapea, destacando que “os articuladores desempenham um papel essencial ao alinhar as diretrizes da política ao cotidiano dos territórios”. 

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Programação – Durante os três dias de evento, houve os lançamentos dos guias de recomendações para consolidação da implementação da escola das adolescências e de melhoria do clima escolar, além do curso Adolescências – Especificidades, Transições e Acolhimento aos Sujeitos dos Anos Finais do Ensino Fundamental.  

A agenda também dedicou espaço substancial à formação docente, com a realização de uma mesa-redonda sobre o que é essencial para formar professores que trabalham com adolescentes. Foi discutido o planejamento do desdobramento dos cursos de especialização para professores no âmbito do programa, incluindo especializações em educação física; matemática; artes; ciências; geografia; história; língua portuguesa; língua estrangeira; e adolescências e equidade.  

Outras mesas temáticas abordaram a implementação dos Clubes de Letramentos nas Escolas das Adolescências, focando em diversidade, autoria e aprendizagem. O planejamento do financiamento do ensino fundamental foi um ponto de atenção, com discussões sobre Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) Educação e o Valor Aluno Ano Resultado (VAAR).  

Além dos articuladores, a programação contou com a participação de diversos representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), de universidades e de organizações do terceiro setor. Ainda, participaram secretários de educação de diferentes esferas, como a secretária de Educação do Estado da Bahia, Rowenna Brito; a secretária Municipal de Educação de Recife (PE), Cecília Cortez; e a secretária Municipal de Educação de Maravilha (AL), Adriana Paulino; além do presidente da Undime-BA, Anderson Passos, e outras lideranças do MEC e de instituições parceiras do programa.  

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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