Saúde

Médicos de todo o Brasil e estrangeiros participam do 2º simpósio de cirurgia metabólica em Cuiabá

Publicado

Divulgação
Divulgação

Divulgação

Médicos de todo o Brasil se reuniram em Cuiabá para participar do 2º Simpósio Metabólica Pantanal, para acompanhar uma programação que contou com a realização de 11 cirurgias em pacientes com obesidade. O evento foi realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) – Capítulo Mato Grosso, no Hospital São Mateus.

O organizador do simpósio, o médico cirurgião Juliano Canavarros, que é vice-presidente da SBCBM nacional e presidente do Capítulo Mato Grosso, explica que neste ano o simpósio contou como 17 médicos brasileiros e a participação de médicos dos Estados Unidos, Chile, e outros países da américa latina.

Canavarros cita a importância do evento para demonstrar os avanços das cirurgias bariátricas e metabólicas e no ganho de qualidade de vida e saúde para os pacientes que sofrem de obesidade.

“A SBCBM tem a preocupação de ampliar a capilaridade do conhecimento científico para os Estados. Trazemos esse evento para MT para alavancar o conhecimento científico sobre a obesidade. Hoje sabemos que esses pacientes ganham muito com a realização da cirurgia metabólica, por afastá-los de doenças que as vezes nem sabem que têm, mas que já os afetam como diabetes, hipertensão, apneia do sono, dislipidemias entre outras”, explica Canavarros.

O médico explica que de acordo com a legislação vigente, normas do Conselho Federal de Medicina e a SBCBM, a cirurgia metabólica é indicada a pessoas com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40, que são consideradas obesas grau três.

Leia mais:  Calendário do Sistema de Informação da Atenção Primária à Saúde para 2026 está disponível

“Pessoas com 35 de IMC e que possuem comorbidades também podem realizar a cirurgia. Também pacientes com 30 de IMC – obesidade grau 1 – podem realizar a cirurgia se comprovar que têm diabetes de difícil tratamento”, explica Canavarros.

O médico Alessandro Campos, diretor-técnico do Hospital São Mateus, destaca o protagonismo do hospital em eventos de peso internacional. “O Simpósio de Cirurgia Metabólica foi realizado pelo segundo ano consecutivo no Hospital São Mateus, o que demonstra nossa capacidade de receber e cuidar de pacientes com alta complexidade”.

Canavarros reforça a importância do Hospital na realização do simpósio. “Trouxemos para o Hospital São Mateus porque possui uma equipe de anestesia e pós-operatório que é extremamente conhecedora do assunto e tem expertise com esse perfil de paciente”.

Metabólica Pantanal
Dentre os médicos que participaram do 2º Simpósio Pantanal Metabólica está o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Antônio Valezi, de Londrina (PR). Ele ressalta que o Brasil é a 2ª maior sociedade cirúrgica do mundo, e que possui liderança e vanguarda na cirurgia bariátrica e metabólica.

“Os simpósios regionais são incentivados pela SBCBM. Ficamos muito orgulhosos com um evento como o Simpósio Metabólica Pantanal, que possibilita a troca de informações de maneira mais direta. É um evento muito importante e forte cientificamente”, ressalta.

Leia mais:  Ministério da Saúde libera mosquitos estéreis para impedir a reprodução do Aedes aegypti em território indígena

Para o vice-presidente da SBCBM – Capítulo Amazonas, Márcio Valle Cortez, o simpósio foi uma oportunidade ímpar de discutir em alto nível casos de tratamento cirúrgico da obesidade, especificamente abordando a área da cirurgia metabólica.

“A SBCBM tem esse papel através de eventos como esse, que tem uma capacidade de concentrar especialistas do Brasil inteiro. Sem dúvidas aqui estão os principais cirurgiões bariátricos do país. Os temas abordados e os perfis dos pacientes geraram aprendizado. Programação teórica extensa com alto nível cientifico”.

Na opinião do médico Wilson Cantero, que é chefe do Serviço de Cirurgia Bariátrica e Metabólica da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), o Simpósio contribui fortemente com a produção científica.

“Na universidade temos a responsabilidade na formação de novos médicos, e o simpósio agrega valores de conhecimento que fortalecem a formação dos futuros médicos. Isso é extremamente importante”, destaca.

O simpósio foi realizado entre os dias 13 e 14 de abril e além de cirurgias, também contou com palestras simultâneas que abordam temas como cuidados intensivos no pós-operatório; novas drogas no combate à obesidade; tipos de tumores mais frequentes em obesos, saúde mental e comportamentos que podem implicar na recidiva de peso em pacientes bariátricos, entre outros.

Fonte: https://www.gazetadigital.com.br/editorias/cidades/mdicos-de-todo-o-brasil-e-estrangeiros-participam-do-2-simpsio-de-cirurgia-metablica-em-cuiab/730743

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Seminário destaca avanço da parceria do SUS com hospitais de excelência para ampliar o acesso à saúde

Publicado

O Ministério da Saúde realizou entre os dias 8 e 10 de junho, em Brasília, o 3º Seminário Anual de Avaliação de Projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O evento apresentou os desafios e avanços do programa, além das diretrizes de atuação para os próximos três anos alinhadas à agenda estratégica do Governo Federal.

Para o ministro da saúde, Alexandre Padilha, o evento acontece em um momento muito importante de mobilização nacional para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias à população com o Programa Agora Tem Especialistas. “O Proadi-SUS tem sido muito relevante nesse esforço, melhorando a qualidade do atendimento e os processos hospitalares, dando mais eficiência aos pronto-atendimentos, criando soluções para reduzir filas e aprimorando a gestão do SUS”, destacou Padilha.

Atualmente, o programa se encontra no último ano do 6º triênio (2024-2026) e conta com 145 projetos que estão sendo realizados de forma estruturada e integrada para atender às prioridades do SUS. Os investimentos em torno de R$3,6 bilhões de reais em isenções fiscais, trazem resultados que impactaram diretamente a saúde da população.

O seminário apresentou as diretrizes que irão guiar o desenvolvimento dos projetos para o próximo triênio (2027-2029). De acordo com o secretário-executivo Adriano Massuda, as diretrizes buscam orientar a ampliação e qualificação do acesso à saúde, desde a atenção primária à atenção especializada, fortalecendo programas e políticas de saúde como o Programa Agora Tem Especialistas, com transformação digital e inovação em saúde. “Além de preparar o país para as emergências climáticas, com formação profissional adequada e base estruturada para tornar o SUS mais resiliente”, explicou. 

 O 7º triênio do programa terá como premissas para o desenvolvimento dos projetos o alinhamento às prioridades e objetivos estratégicos do Ministério da Saúde; a revisão de projetos de continuidade; a equidade e o enfrentamento às desigualdades regionais; e a promoção da inovação. 

Leia mais:  Ministério da Saúde libera mosquitos estéreis para impedir a reprodução do Aedes aegypti em território indígena

Resultados para a saúde da população

Entre os avanços apresentados, teve destaque o apoio dado pelo Proadi-SUS para o enfrentamento do câncer no país. Por meio do Projeto DNA-HPV, em parceria com a BP- Beneficência Portuguesa de São Paulo, foram adquiridos scanners de patologia e insumos para testes moleculares de HPV-DNA. O projeto contribui com o rastreamento do câncer de colo de útero, fundamental para o cuidado à saúde das mulheres brasileiras.

Outro projeto na área de oncologia é o Super Centro Brasil de Diagnóstico ao Câncer, em parceria com o Hospital ACCamargo, que garantiu a realização de 31 mil laudos diagnósticos de outubro de 2025 a maio de 2026. O projeto prevê a realização de até 400 mil laudos por ano, contribuindo para o tratamento oportuno do câncer e possibilitando melhores resultados de saúde para pacientes com a doença. “Estamos criando a maior rede pública do mundo de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. E o Proadi-SUS cumpre papel primordial nesse trabalho”, afirmou o ministro Padilha.

Na área de saúde indígena, teve destaque o Projeto tecnologias e estratégias remotas para o avanço da saúde especializada em territórios indígenas, em parceria com o Hospital Sírio Libanês, que reduziu em 85% a remoção de indígenas para tratamento fora da aldeia. Assim como foi alcançado em 94% a resolução de atendimentos evitando o agravamento do quadro clínico dos pacientes nas aldeias. 

 “O que vemos é chegar tecnologias inovadoras em territórios indígenas que nunca foram vistos, e que faz a gente avançar no acesso à saúde para essa população que muitas vezes vive em áreas de difícil acesso”, parabenizou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

 Na saúde digital, o telessaúde e a capacitação profissional estão contribuindo para expandir e qualificar o acesso à saúde especializada. Um exemplo é o Projeto  ATEM: Formando Especialistas para o SUS, em parceria com o Einstein Hospital Israelita, que oferece formação a médicos especialistas do SUS na área de oncologia, cardiologia e gastroenterologia, especialidades com alta demanda na saúde pública.

Leia mais:  Nova vacina pneumocócica 20 começa a ser disponibilizada no SUS para crianças

A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, lembrou que os ganhos trazidos pelos projetos é resultado de uma troca de experiências e aprendizados.  “A excelência desses hospitais que nos apoiam, traz muito aporte para o SUS. Mas é certo que isso é via de mão dupla. Acontece que o aprendizado dessa interação é mútuo. O SUS tem uma série de aspectos que traz aprendizados para dentro dos hospitais”, reiterou Ana Estela.

O programa conta com a parceria de sete hospitais de excelência: A.C. Camargo Câncer Center, Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, Einstein Hospital Israelista, HCOR, Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Os hospitais atuam com ampla diversidade temática, além de grande alcance e capilaridade em todos os estados do país.

“Os projetos que nós desenvolvemos como grupo de hospitais são de enorme vínculo com as políticas nacionais e diretrizes do ministério da saúde, além de forte pactuação nacional o tempo todo, porque é isso que faz os resultados serem de verdade e diferenciados”, reafirmou Maria Alice Rocha, representante dos hospitais de excelência.

Proadi-SUS – É uma iniciativa que busca fortalecer o Sistema Único de Saúde

(SUS) por meio de uma parceria estratégica entre o Ministério da Saúde e hospitais filantrópicos de reconhecida excelência no país. Ao incentivar a troca de conhecimento e o investimento em projetos de pesquisa, inovação, educação e gestão, essa colaboração permite que o SUS ofereça serviços de saúde cada vez mais qualificados e acessíveis à população.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana