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Medidas do Mapa diante de ocorrências com a Vacina EXCELL 10

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, em 12 de agosto de 2025, foi notificado pela Agência de Defesa Agropecuária do estado do Piauí (ADAPI) sobre a ocorrência de reações adversas em animais das espécies caprina, ovina e bovina, com possível relação ao uso da vacina contra clostridiose, denominada EXCELL 10, partidas 016/2024 e 018/2024, de propriedade do laboratório Dechra Brasil Produtos Veterinários Ltda.

“Neste momento o Mapa está dedicado e atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para confirmar a causa dos óbitos dos animais e adotar todas as medidas necessárias para proteção da produção pecuária”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Confira a ordem cronológica das ações do Ministério da Agricultura e Pecuária:

Após avaliação do caso, o Mapa, em 13 de agosto de 2025, iniciou o processo de fiscalização, solicitando à empresa relatórios de farmacovigilância do produto suspeito.

Em 14 de agosto de 2025, foi realizada fiscalização no laboratório fabricante, em Londrina (PR), com levantamento das notificações do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), além da verificação do processo de fabricação e do controle de qualidade da vacina.

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No dia seguinte foi emitida ordem de apreensão cautelar das frações dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10 na distribuidora que comercializou unidades da vacina associadas à notificação da ADAPI. De forma complementar, o Mapa solicitou à fabricante o painel de distribuição da vacina em todo o país. Na mesma data, 15 de agosto, a empresa encaminhou comunicado aos distribuidores e lojistas para que fossem interrompidas as vendas dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10.

Três dias depois, em 18 de agosto, o Mapa iniciou a apreensão dos lotes na distribuidora localizada em Teresina (PI), coletando amostras para análise fiscal em laboratório da rede oficial. Após avaliação dos dados de distribuição, a ordem de apreensão foi estendida a todos os estados em 19 de agosto.

Na sequência, em 20 de agosto, a empresa emitiu comunicado oficial de recolhimento dos lotes 016/2024 e 018/2024, direcionado a distribuidores, médicos-veterinários e lojistas.

Até o momento, foram notificados ao Mapa os óbitos de 194 ovinos, 4 caprinos e 1 bovino. As ações de fiscalização e investigação seguem em andamento, por meio de inspeções no estabelecimento fabricante/proprietário, e realização de testes em amostras dos lotes da vacina e dos animais que vieram a óbito. A estimativa inicial de conclusão do processo de investigação é de 60 dias.

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O Mapa esclarece que a clostridiose é uma doença fatal causada por toxinas de bactérias do gênero Clostridium spp., apresentando sintomas como inchaço muscular, manqueira, incoordenação motora e, em casos graves, rigidez muscular, tremores, trismo, opistótono (arqueamento do corpo com cabeça para trás) e convulsões.

A vacinação continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à clostridiose. O Ministério ressalta, ainda, que o consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial é seguro.

Informações à imprensa

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026

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O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.

De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.

Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto

No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.

O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.

Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.

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Menor produção pode aumentar dependência de importações

A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.

As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.

No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.

No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.

Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais

Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.

Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.

Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.

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Paraná enfrenta resistência para novas altas

No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.

Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.

O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.

Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.

Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses

Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.

A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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