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Membros do MPMT participam da 1ª Jornada de Diálogos Jurídicos

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Membros do Ministério Público de Mato Grosso participaram, na noite de segunda-feira (18), da 1ª Jornada de Diálogos Jurídicos dos Ministérios Públicos, realizada no teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em celebração ao Dia do Estagiário. Procuradores e promotores de Justiça atuaram como painelistas, debatedores e mediadores em discussões relevantes sobre temas que impactam a sociedade e o futuro do sistema de justiça, como inteligência artificial, crimes cibernéticos e defesa do meio ambiente.O evento foi promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso e Ministério Público do Trabalho (MPT). A iniciativa, fruto da colaboração estratégica entre as três instituições, reflete o compromisso conjunto de capacitar a nova geração de operadores do direito e fortalecer a conexão entre o Ministério Público e a comunidade acadêmica.O painel de abertura debateu “O papel da Inteligência Artificial na promoção da justiça sob a ótica do Ministério Público”, com o promotor de Justiça José Mariano de Almeida Neto como painelista e o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado como debatedor. José Mariano apresentou diversas ferramentas tecnológicas utilizadas nas investigações, incluindo soluções baseadas em IA que auxiliam na elaboração de peças jurídicas e na defesa de direitos fundamentais, como saúde e direitos dos idosos.O painelista destacou que o Ministério Público está cada vez mais tecnológico, utilizando ferramentas com o objetivo de promover a justiça. “A tecnologia, especialmente a Inteligência Artificial, tem sido nossa aliada. Já desenvolvemos diversas ferramentas, como o Assistente Virtual, que analisa a base de dados de processos, identifica padrões e sugere minutas de denúncias. Criamos também o Escriba, um sistema de transcrição automática de áudios e vídeos, que reduz o tempo gasto com tarefas manuais e aumenta a produtividade da instituição.”Já o procurador Paulo Roberto Jorge do Prado reforçou a importância do uso consciente da tecnologia, alertando que o uso indiscriminado, principalmente por estudantes, pode comprometer a qualidade do trabalho. “A Inteligência Artificial tem contribuído no nosso dia a dia, mas é essencial manter atenção e senso crítico. Inclusive, já me deparei com jurisprudências geradas por IA que poderiam induzir ao erro”, relatou.O segundo painel teve como tema “O enfrentamento dos Crimes Cibernéticos pelo Ministério Público”. O debate foi mediado pelo coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, com participação dos promotores de Justiça Fabrício Miranda Mereb e Leoni Carvalho Neto.Para o procurador Antonio Sergio, o universo da inteligência artificial exige dos operadores do Direito constante atualização. “A informação é uma ferramenta que pode ser utilizada de forma ética para o aprimoramento da vida em sociedade, mas infelizmente também pode ser um instrumento de controle e dominação nesse mundo em que vivemos”, afirmou.O promotor Leoni Carvalho Neto destacou que o grande desafio atual do Ministério Público são os crimes praticados com o uso de inteligência artificial, como golpes via Pix, estelionato e extorsão. “Infelizmente, os golpes têm se tornado cada vez mais meticulosos, modernos e convincentes, principalmente com o auxílio da inteligência artificial”, observou.Já o promotor Fabrício Miranda Mereb fez uma análise sobre a falta de adequação do Direito Penal e do Direito Processual Penal aos crimes cibernéticos. “Acontecem determinados fatos na sociedade e precisamos dar uma resposta, mas o Direito Penal não pode falar por si só, e também não pode se afastar da realidade que vivemos”, pontuou.No quarto painel da noite, o promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano debateu o tema “Ministérios Públicos e a Defesa do Meio Ambiente” e destacou que o MPMT tem atuado fortemente nesse cenário. “Utilizamos sistemas de monitoramento por satélite para identificar desmatamentos e encaminhar ações às comarcas. Mato Grosso é hoje o estado que mais autua por crimes ambientais, graças a essa estrutura. Também atuamos na proteção de unidades de conservação, muitas vezes em parceria com o MPF, buscando conter retrocessos motivados por interesses econômicos”, afirmou.Segundo o promotor, a litigância climática é um tema central, e a principal causa das alterações climáticas é o uso inadequado da terra. Por isso, a atuação do Ministério Público se concentra na fiscalização e responsabilização por desmatamentos e conversões ilegais do solo.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT promove alinhamento estratégico da rede de proteção em Juara

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A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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