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Mercado da soja avança com foco no plantio no Brasil e expectativa por relatório do USDA nos EUA

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Comercialização da soja avança de forma desigual no Brasil

A comercialização da soja no Brasil segue em ritmo distinto entre os estados produtores, influenciada pelo andamento do plantio e pelas condições de armazenagem. No Rio Grande do Sul, o movimento é lento, com produtores resistentes à fixação de preços, segundo dados da TF Agroeconômica.

Os preços para entrega em outubro e pagamento em novembro foram cotados a R$ 140,00 por saca (-0,71%) nos portos e cerca de R$ 131,00 (-0,76%) no interior, em praças como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz.

Em Santa Catarina, a comercialização encontra suporte na forte demanda interna, especialmente das indústrias de aves e suínos. A logística eficiente do estado também contribui para o escoamento rápido da produção. No porto de São Francisco do Sul, a soja foi cotada a R$ 138,93 (-0,57%) por saca.

No Paraná, o déficit de armazenagem continua sendo um desafio, obrigando produtores a liberar espaço para a nova safra e deixando o mercado mais sensível a oscilações de preços e clima. Os valores no estado variaram entre R$ 128,70 em Cascavel (-0,12%) e R$ 140,00 em Paranaguá (-1,67%), enquanto em Ponta Grossa, o preço FOB chegou a R$ 132,51 (-0,09%) por saca.

Já no Mato Grosso do Sul, as negociações são impulsionadas pelo dólar em torno de R$ 5,20, com preços médios de R$ 125,00 por saca em Dourados, Campo Grande e Maracaju.

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No Mato Grosso, o principal estado produtor do país, o prêmio de exportação em Santos, de US$ 0,55 por bushel, ajuda a compensar a leve queda observada na Bolsa de Chicago. As cotações locais ficaram entre R$ 119,38 e R$ 122,83 por saca, dependendo da região.

Chicago registra ganhos moderados antes de novo relatório do USDA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o mercado da soja apresentou pequenos ganhos nesta quinta-feira (13), com os contratos futuros subindo de 3,50 a 4,75 pontos. O vencimento de janeiro/2025 alcançou US$ 11,38 por bushel, enquanto maio ficou em US$ 11,58.

Os investidores ajustam posições à espera do novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta sexta-feira (14). A expectativa é de que o boletim apresente cortes na estimativa de produção 2025/26, o que poderia dar suporte aos preços.

No entanto, analistas alertam que a politização dos mercados agrícolas norte-americanos pode limitar o impacto dos números. A demanda chinesa também segue em foco — ainda sem novas compras de soja dos EUA, embora as projeções indiquem que os embarques devem aumentar nas próximas semanas, em meio à redução do volume importado do Brasil.

Estagnação da demanda chinesa limita o avanço dos preços

Segundo avaliação da TF Agroeconômica, o recente movimento de alta em Chicago está diretamente ligado às expectativas sobre a oferta norte-americana e ao avanço do farelo de soja, que ajudou a sustentar as cotações.

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Os contratos de novembro encerraram o pregão com alta de 0,65%, e janeiro subiu 0,58%, enquanto o farelo de dezembro registrou aumento de 1,29%. Já o óleo de soja apresentou leve retração, refletindo a demanda mais contida.

Apesar dessa reação positiva, o ritmo fraco das compras chinesas segue como um fator limitante para o mercado. A China acumula altos estoques e enfrenta queda no consumo de farelo, o que reduz as margens das processadoras e desacelera novas aquisições.

Além disso, a recente trégua comercial entre China e Estados Unidos, anunciada há menos de duas semanas, ainda não resultou em maior volume de embarques. Operadores de mercado afirmam que o acordo teve caráter mais diplomático do que comercial, sem reflexos concretos nas exportações.

Clima no Brasil e cenário global seguem no radar dos investidores

As condições climáticas no Brasil também continuam sendo um fator de atenção para os traders. Embora as chuvas tenham começado a se regularizar em algumas regiões, a irregularidade ainda predomina, o que pode afetar o andamento do plantio da safra 2025/26 e, consequentemente, a oferta global da oleaginosa.

Enquanto isso, os agentes de mercado seguem atentos à combinação de fatores — plantio no Brasil, estoques na China e política agrícola dos EUA — que definirão o comportamento dos preços da soja nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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