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Mercado da soja enfrenta pressão internacional e incertezas no Brasil

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O mercado de soja no Brasil apresenta cenários distintos entre os estados produtores. No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece limitada, de acordo com informações da TF Agroeconômica. Os preços para pagamento em setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 142,50 por saca nos portos, enquanto no interior as cotações se mantiveram em torno de R$ 135,00 em praças como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa.

Em Santa Catarina, o cenário também é de estabilidade e baixa movimentação, reflexo do período de entressafra. No porto de São Francisco, a saca foi negociada a R$ 140,29.

O Paraná, por outro lado, se destaca pelo avanço no plantio da nova safra. Os preços variaram de acordo com a praça: R$ 141,77 em Paranaguá (+0,22%), R$ 127,96 em Cascavel (+0,29%), R$ 128,30 em Maringá (+0,23%), R$ 130,12 em Ponta Grossa (+0,10%) e R$ 140,29 em Pato Branco (+0,21%). No balcão, Ponta Grossa registrou negócios a R$ 120,00.

Mato Grosso do Sul enfrenta riscos climáticos

No Mato Grosso do Sul, o mercado de soja mostra resultados mistos, mas com forte influência das condições climáticas. Meteorologistas alertam para chuvas irregulares e temperaturas elevadas na primavera, fatores que podem atrasar o plantio e prejudicar a germinação.

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As cotações oscilaram: R$ 124,52 em Dourados (-0,75%), R$ 124,52 em Campo Grande (-0,75%), R$ 125,46 em Maracaju, R$ 120,58 em Chapadão do Sul (+0,27%) e R$ 124,52 em Sidrolândia (-0,75%).

Mato Grosso sente impacto logístico

No Mato Grosso, a comercialização segue com baixa liquidez, somada a dificuldades logísticas que influenciam as negociações. Entre as principais praças, os preços foram: R$ 123,08 em Campo Verde (-0,01%), R$ 120,27 em Lucas do Rio Verde (-0,57%), R$ 120,96 em Nova Mutum, R$ 123,08 em Primavera do Leste (-0,01%), R$ 123,08 em Rondonópolis (-0,01%) e R$ 120,27 em Sorriso (-0,57%).

Soja em Chicago recua com concorrência argentina

No mercado internacional, a soja segue pressionada na Bolsa de Chicago (CBOT). Nesta terça-feira (23), por volta das 7h15 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 4,75 e 5,25 pontos, com o contrato de janeiro cotado a US$ 10,26 por bushel e o de maio a US$ 10,55.

O movimento de baixa também atinge derivados: farelo e óleo de soja acumulam perdas, assim como milho e trigo. A queda reflete, principalmente, a decisão da Argentina de suspender até 31 de outubro a cobrança das Retenciones, impostos de exportação que incidiam em 26% sobre a soja e 24,5% sobre seus derivados. A medida deve ampliar a oferta no mercado global e pode gerar até US$ 7 bilhões em arrecadação ao governo de Javier Milei.

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Ausência da China agrava pressão sobre preços

Outro fator de peso é a ausência da China nas compras de soja americana. Sem novos embarques para o país asiático, os EUA registraram queda de 41% nos embarques semanais, aumentando a preocupação dos traders em relação à demanda.

Com isso, os contratos de soja fecharam em baixa na segunda-feira (22): o contrato de novembro caiu 1,41% (14,50 cents/bushel) para US$ 1.011,00, e o de janeiro recuou 1,36% (14,25 cents/bushel) para US$ 1.030,50. No mercado de derivados, o farelo para outubro caiu 1,41%, a US$ 278,90/ton curta, e o óleo recuou 1,72%, a US$ 49,17/libra-peso.

Perspectivas seguem baixistas

Com a maior competitividade argentina, a falta de demanda chinesa e o avanço da colheita nos EUA — que já atingiu 9% da área segundo o USDA — o viés para os preços em Chicago permanece baixista no curto prazo. Ao mesmo tempo, no Brasil, o mercado segue atento à evolução do plantio e às incertezas climáticas que podem definir o ritmo da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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