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Mercado de açúcar inicia novembro em queda, mas contratos futuros operam em leve alta

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Preços spot do açúcar recuam no início de novembro

A primeira semana de novembro registrou forte queda nos preços médios do açúcar cristal no mercado spot de São Paulo. Pesquisadores do Cepea apontam que os consumidores brasileiros pressionaram por ofertas a preços mais baixos, movimento intensificado pelas desvalorizações internacionais da commodity.

No mercado externo, notícias de crescimento na produção de açúcar em países-chave, como Índia e Tailândia, levaram os contratos futuros da Bolsa de Nova York (ICE Futures) a novas mínimas recentes.

No Brasil, apesar de uma produtividade menor nos canaviais até a segunda quinzena de outubro, a região Centro-Sul produziu volume ligeiramente superior ao da safra anterior (2024/25), segundo dados da Unica.

Contratos futuros operam em campo positivo

Nesta terça-feira (11), os contratos futuros apresentam valores positivos:

  • Março/26: 14,32 cents/lb (+0,85%)
  • Maio/26: 13,92 cents/lb (+0,94%)
  • Julho/26: 13,86 cents/lb (+1,17%)

Em Londres, o dezembro/25 é cotado a US$408,60/tonelada (+0,10%).

Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, o suporte de 14 cents por libra-peso tem sido testado, um nível historicamente próximo ao custo de produção no Brasil. O analista observa que há uma diferença de quase 6 cents entre os contratos de março e dezembro, indicando vulnerabilidade de fundos especulativos que podem ser forçados a liquidar posições rapidamente.

“No passado, 18 cents se tornaram o ‘novo 14’, devido ao aumento expressivo dos custos, embora hoje estejam ligeiramente menores. A diferença entre contratos mostra a fragilidade especulativa do mercado”, afirma Corrêa.

Influência do mercado internacional: expectativa de exportações da Índia

A Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, planeja permitir exportações de 1,5 milhão de toneladas na nova temporada. A redução do uso de açúcar para etanol deve gerar excedente doméstico, pressionando os preços globais.

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O aumento da oferta internacional tende a afetar os futuros de Nova York e Londres, que operam próximos às mínimas dos últimos cinco anos.

Projeções para a safra brasileira 2025/26 e 2026/27

No Brasil, com 85% da safra 2025/26 já moída, o mercado ainda diverge sobre os números finais:

  • Cana-de-açúcar: entre 595 milhões de toneladas
  • Açúcar: cerca de 40 milhões de toneladas

Para 2026/27, as projeções variam entre 590 e 640 milhões de toneladas de cana, com diferenças entre consultorias e tradings. As menores estimativas vêm da Canaplan, enquanto tradings mais baixistas usam projeções altas para pressionar preços e adquirir açúcar a valores mais competitivos junto aos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa apresenta impactos do Sisbi-POA no fortalecimento de agroindústrias na Feira Brasil na Mesa

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, neste sábado (25), os impactos do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) no fortalecimento de pequenas agroindústrias durante a Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa.

O Sisbi-POA, que integra o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, garantindo segurança alimentar e permitindo que serviços estaduais, municipais e consórcios públicos atuem com equivalência ao serviço federal.

Durante a apresentação, a diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, Judi Nóbrega, destacou que o sistema tem papel estratégico na inclusão produtiva e no desenvolvimento econômico local.

“O Sisbi-POA deixa de ser apenas uma sigla e passa a ser resultado. Quando uma agroindústria ingressa no sistema, ela não recebe só autorização para vender fora do município. Ela ganha condição de crescer, investir, contratar e fortalecer a economia local, sempre com segurança sanitária”, afirmou.

A diretora explicou que o modelo é baseado em responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. Enquanto o Mapa define regras, harmoniza procedimentos e supervisiona a equivalência, os serviços locais executam a inspeção e acompanham de perto os estabelecimentos.

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Segundo Judi, esse arranjo permite levar a política pública para mais perto de quem produz, ampliando o alcance da inspeção sem comprometer a qualidade.

“Estamos falando de interiorização do serviço, de alcançar milhares de produtores e agroindústrias que antes não estavam no radar. O sistema permite qualificar esses estabelecimentos e dar acesso a novos mercados, com garantia de segurança sanitária”, ressaltou.

Também participou da palestra o analista da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Osni Morinish, que destacou a importância da atuação dos municípios na consolidação da política.

Segundo ele, a estruturação dos serviços de inspeção municipal e a atuação por meio de consórcios têm sido fundamentais para viabilizar a adesão ao sistema, especialmente entre pequenos produtores.

“O nosso papel é mostrar ao gestor municipal que a inspeção sanitária não é custo, é investimento. É uma política que gera renda, fortalece a economia local e permite que o produtor saia da informalidade e acesse novos mercados”, afirmou.

O analista também destacou que a regularização dos produtos amplia oportunidades de comercialização, inclusive em mercados institucionais.

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CASE DE SUCESSO

Um dos exemplos concretos apresentados durante a palestra evidencia os resultados do Sisbi-POA na prática. O “Queijo Reserva do Vale”, da empresa Queijos Possamai, produzido em Pouso Redondo (SC) e aderido ao sistema, foi eleito o melhor queijo do mundo no 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado em São Paulo.

A competição reuniu concorrentes de 30 países, e o produto catarinense, além do título máximo, conquistou outras nove medalhas, consolidando o alto padrão de excelência da produção.

O caso demonstra como a adesão ao Sisbi-POA permite que agroindústrias de menor porte alcancem mercados mais amplos sem abrir mão de sua identidade produtiva. A integração ao sistema garante padronização de processos, segurança sanitária e maior confiabilidade, elevando a competitividade dos produtos no cenário nacional e internacional.

A conquista reforça a efetividade das políticas do Mapa na valorização da agroindústria, ao promover qualidade, segurança alimentar e acesso a novos mercados, transformando a regularização sanitária em oportunidade concreta de crescimento para produtores brasileiros.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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