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Mercado de milho enfrenta baixa liquidez e dólar pressionado, enquanto contratos na B3 recuam

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Cenário de lentidão no mercado físico

O mercado de milho segue enfrentando um período de baixa liquidez em importantes regiões produtoras do país. Segundo informações da TF Agroeconômica, as negociações permanecem limitadas tanto no Sul quanto no Centro-Oeste, refletindo um descompasso entre as ofertas das indústrias e as pedidas dos produtores.

No Paraná, a comercialização da segunda safra está próxima de 40%, ainda em ritmo fraco. As pedidas dos produtores seguem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias oferecem cerca de R$ 70,00 CIF, o que mantém o mercado praticamente parado.

No Rio Grande do Sul, o cenário é semelhante. As cotações variam entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual de R$ 62,00, conforme dados da Emater/RS-Ascar. No porto, o milho futuro para fevereiro de 2026 segue em R$ 69,00/saca, sem sinais de recuperação no curto prazo.

Em Santa Catarina, o plantio está praticamente concluído, mas as negociações seguem travadas. As pedidas continuam próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 70,00/saca. No Planalto Norte, os negócios são pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços relevantes.

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Bioenergia mantém sustentação de preços no Centro-Oeste

No Mato Grosso do Sul, a demanda das usinas de bioenergia ajuda a sustentar o mercado, mesmo diante da baixa liquidez. As cotações apresentam leve estabilidade, entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju liderando as referências estaduais e Chapadão do Sul registrando altas pontuais. Ainda assim, a demanda externa permanece enfraquecida, limitando a evolução das negociações e mantendo os produtores firmes nas pedidas.

Milho futuro na B3 recua e atinge menor valor em 18 meses

Na B3 (Bolsa Brasileira de Futuros e Commodities), o milho apresentou fechamento misto, influenciado pela desvalorização do dólar e pela expectativa de novos dados de oferta e demanda nos Estados Unidos.

A queda da moeda americana, que rompeu a barreira dos R$ 5,30 e atingiu o menor valor de fechamento em quase um ano e meio, foi um dos principais fatores que pressionaram os contratos. Com o câmbio mais baixo, produtores brasileiros tendem a priorizar o mercado interno, onde os preços ainda se mantêm firmes.

De acordo com o Cepea, as cotações domésticas voltaram aos patamares observados em junho deste ano, sustentadas pela boa demanda industrial e pelos altos custos logísticos.

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Cotações e expectativas para o mercado futuro

Na bolsa brasileira, o contrato de novembro de 2025 fechou a R$ 67,74/saca, com leve queda de R$ 0,02 no dia e R$ 0,61 na semana. Já o vencimento de janeiro de 2026 recuou R$ 0,31, encerrando a R$ 70,41/saca, enquanto o de março de 2026 terminou a R$ 72,32/saca, acumulando perda de R$ 1,70 na semana.

No mercado internacional, os contratos de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram em alta, com investidores ajustando posições antes da divulgação do relatório WASDE, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expectativa do mercado é de redução na estimativa de produção norte-americana, que deve cair de 427 milhões para cerca de 420 milhões de toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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