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Mercado de milho monitora relatório do USDA e riscos geopolíticos no Oriente Médio

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O mercado internacional do milho acompanha com atenção a divulgação do relatório de Oferta e Demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para esta terça-feira (10). A atualização dos dados é considerada um dos principais fatores capazes de influenciar o comportamento das cotações do cereal no curto prazo.

Segundo análise divulgada na segunda-feira (9) por especialista da Grão Direto, o documento pode trazer mudanças nas estimativas de estoques e produção, com reflexos diretos no equilíbrio global de oferta e demanda.

Relatório do USDA pode alterar projeções de estoques globais

A expectativa predominante entre analistas é de que o relatório apresente aumento na estimativa dos estoques finais domésticos de milho nos Estados Unidos. Além disso, o mercado também aguarda um leve ajuste positivo na projeção da safra brasileira.

De acordo com o especialista da Grão Direto, essas possíveis alterações podem provocar mudanças nas projeções de disponibilidade global do cereal.

“Consequentemente, isso deve impactar as reservas globais do milho”, avalia.

Plantio da safrinha no Brasil segue atrasado

No cenário interno, o principal ponto de atenção do mercado está na implantação da segunda safra de milho, conhecida como safrinha. O plantio da safra 2026 apresenta atraso em relação ao ritmo observado em anos anteriores.

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Segundo a análise da Grão Direto, a lentidão no avanço das lavouras é consequência direta do atraso na colheita da soja, provocado pelo excesso de chuvas em importantes regiões produtoras, como o estado de Mato Grosso.

Esse atraso pode trazer implicações para o desenvolvimento da cultura ao longo do ciclo produtivo.

Riscos climáticos e aumento da incidência de pragas

Com parte das áreas sendo semeadas fora da janela agronômica considerada ideal, cresce a exposição das lavouras a riscos climáticos e fitossanitários.

Entre as principais preocupações apontadas na análise estão:

  • possibilidade de interrupção precoce das chuvas no período de outono
  • maior vulnerabilidade das plantas ao estresse hídrico
  • aumento da incidência de pragas nas lavouras

Mesmo diante desses fatores de risco, as projeções do mercado ainda indicam a possibilidade de uma safra expressiva de milho no Brasil.

Conflitos no Oriente Médio podem afetar o agronegócio

O relatório também chama atenção para possíveis impactos geopolíticos sobre o setor agrícola. De acordo com o especialista da Grão Direto, a situação no Oriente Médio pode influenciar tanto o comércio internacional quanto os custos de produção no Brasil.

O Irã, por exemplo, é considerado um importante importador do milho brasileiro. Além disso, o país também se destaca como um dos fornecedores globais de ureia, fertilizante amplamente utilizado na agricultura.

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Caso o conflito na região se intensifique, podem surgir dificuldades logísticas nas exportações e pressões adicionais sobre os preços dos fertilizantes.

Volatilidade nos mercados internacionais pressiona custos

No ambiente macroeconômico, a análise aponta aumento da volatilidade nos mercados globais. As tensões no Oriente Médio contribuíram para a elevação dos preços do petróleo e para a valorização do dólar, fatores que afetam diretamente a formação de preços no Brasil.

Esse cenário altera a paridade de exportação do milho e também eleva os custos de insumos importados utilizados na produção agrícola.

Especialista recomenda atenção à gestão de custos

Diante desse cenário de incertezas, a recomendação é que produtores acompanhem atentamente os movimentos do mercado e mantenham foco na gestão de custos.

Segundo o especialista da Grão Direto, é fundamental que o produtor monitore as cotações e aproveite oportunidades de comercialização quando os preços estiverem alinhados com a margem de produção.

A estratégia, segundo ele, pode ajudar a reduzir riscos em um ambiente marcado por oscilações no mercado internacional e por incertezas no cenário geopolítico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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