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Mercado de milho no Brasil segue travado com preços mistos e atenção à logística e clima

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Mercado de milho apresenta preços mistos no Brasil

O mercado brasileiro de milho tem apresentado movimento travado e preços mistos nos últimos dias. Segundo a Safras Consultoria, a cautela persiste entre produtores e compradores devido à concentração no plantio da safrinha e na colheita da soja, além de fatores externos como clima, logística e volatilidade cambial.

Fatores que influenciam o mercado

Entre os principais fatores que afetam os negócios no país estão:

  • Alta no custo do frete e risco de greves de caminhoneiros
  • Volatilidade cambial e preços futuros do milho
  • Clima, que impacta diretamente a produtividade e o escoamento da safrinha

Cenário internacional, com alta na Bolsa de Chicago devido à demanda aquecida pelo milho norte-americano e ao aumento dos preços do petróleo, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio

Analistas destacam que uma continuação da guerra no Oriente Médio pode manter o petróleo em níveis elevados, estimulando maior procura por milho destinado à produção de etanol nos Estados Unidos.

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Preços internos variam por região

No Brasil, o valor médio da saca de milho foi de R$ 66,07 em 19 de março, ligeira queda de 0,31% em relação à semana anterior (R$ 66,27).

Destaques regionais:

  • Cascavel (PR): R$ 64,00, estável
  • Campinas/CIF (SP): R$ 75,00, queda de 1,32%
  • Mogiana (SP): R$ 71,00, alta de 1,43%
  • Rondonópolis (MT): R$ 55,00, retração de 1,79%
  • Erechim (RS): R$ 64,50, estável
  • Uberlândia (MG): R$ 65,00, queda de 1,52%
  • Rio Verde (GO): R$ 62,00, estável

O levantamento mostra que, embora alguns mercados regionais registrem leve alta, outros sofrem retrações devido à baixa liquidez e à prioridade de transporte para soja e milho de maior escala.

Exportações brasileiras de milho

As exportações de milho no Brasil somaram US$ 111,017 milhões em março até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 11,017 milhões.

  • Quantidade exportada: 483,720 mil toneladas, média diária de 48,372 mil toneladas
  • Preço médio da tonelada: US$ 229,50
  • Em relação a março de 2025:
  • Valor médio diário: alta de 0,8%
  • Quantidade média diária exportada: aumento de 5,5%
  • Preço médio da tonelada: queda de 4,5%
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Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, indicando que o Brasil mantém importante participação no comércio internacional de milho, mesmo em cenário interno cauteloso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e Alemanha assinam acordos para fortalecer cooperação em economia circular e combate ao crime ambiental

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Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider, assinaram os atos em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu na cidade.

Os países também firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor  – leia mais aqui.

Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos

Um dos atos cria o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. O objetivo é fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular, instrumento considerado pelas nações como importante para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

O Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

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O intercâmbio entre os países se dará em três frentes. Primeiro, no aumento da circularidade e da eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave – especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais, entre outros – e em categorias de produtos selecionadas ou setores-chave, como eletrônicos, têxteis e embalagens. Para subsidiar a primeira área, podem ocorrer trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, tais como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os países podem discutir padrões ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor de categorias de produtos selecionadas e materiais-chave.



No texto, as partes destacam a intenção de trabalhar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a ONU, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover a realização de padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais sustentável, eficiente e circular de materiais e recursos naturais.

O Diálogo deve ser conduzido por autoridades de alto nível dos países. Sua governança ficará a cargo de um Comitê Diretivo Conjunto, que se reunirá anualmente e terá a tarefa de supervisionar o trabalho realizado no âmbito da iniciativa. Poderão participar outros ministérios envolvidos no tema, assim como o setor privado.



O plano de ação deve ser aplicado inicialmente por um período de cinco anos.

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Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais

O segundo ato assinado nesta segunda-feira institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Por meio dela, Brasil e Alemanha reconhecem que os crimes ambientais – como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres e de resíduos e a mineração e pesca ilegais – são forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional, que gera lucros ilícitos substanciais para organizações criminosas e possui impactos ambientais significativos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, da mudança do clima e da poluição, o que representa ameaça a povos indígenas e comunidades locais.

A cooperação entre os países na área pode ocorrer na forma de intercâmbios bilaterais, envolvendo os ministérios relevantes de ambos os países; fortalecimento da coordenação em processos multilaterais relevantes, a fim de aprimorar a cooperação internacional; e a discussão de caminhos para um engajamento mais amplo e direcionado de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil, entre outras.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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