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Mercado de reposição segue firme em setembro e bezerro registra maior valorização desde 2022

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O mercado de reposição manteve-se aquecido em setembro, com destaque para o bezerro, que registrou a maior valorização desde 2022. Dados da Scot Consultoria indicam que a valorização foi generalizada entre as categorias de bovinos anelorados, mesmo em um cenário de arroba pressionada para o boi gordo.

Demanda por animais jovens impulsiona preços

A procura por bezerros, garrotes e bois magros segue firme, sustentando os preços diante de uma oferta ainda restrita. Segundo a Scot, muitos compradores tentaram negociar com base nos preços da semana anterior, mas encontraram dificuldades para fechar negócios. Como resultado, o garrote e o boi magro registraram alta de 1,3% e 1,1%, respectivamente, enquanto o bezerro de ano subiu 1,4%.

Fêmeas também apresentam valorização

As fêmeas aneloradas, especialmente novilhas e vacas boiadeiras, tiveram aumento de 0,6% nos preços. O movimento é impulsionado pela maior demanda para a estação de monta e engorda, diante da escassez de machos destinados à recria. Já a bezerra de desmama registrou alta de 1,4%, enquanto a bezerra de ano avançou 0,3%, refletindo a expansão dos plantéis voltada aos ciclos de 2026/2027.

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Relação de troca atrativa para recriadores

Segundo o consultor da Aliá Investimentos, João Bosco Bittencourt Júnior, a relação de troca do bezerro em relação à arroba do boi gordo tem apresentado ágio próximo de 38%, favorecendo quem revende cria e recria. “Os preços dos animais mais jovens estão firmes, enquanto a arroba do boi gordo não deve ficar abaixo de R$ 300,00/@”, afirma.

Perspectivas do mercado

Apesar de pequenas oscilações negativas possíveis nas categorias mais jovens, a expectativa é de manutenção dos preços em patamares elevados, com valorização contínua das categorias mais eradas. Bittencourt alerta que recriadores e invernistas devem acompanhar de perto os movimentos do mercado para não perder boas oportunidades de margem de lucro.

“Este ainda é um bom momento para compra, especialmente em regiões como Goiás, onde ainda há negócios em torno de R$ 2.300 por cabeça. A tendência é de menos abates de fêmeas e oferta cada vez mais restrita de bezerros, o que deve sustentar os preços”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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