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Mercado de soja brasileiro e internacional mostra estabilidade com leves ajustes

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O mercado de soja no Brasil segue com estabilidade, apesar de oscilações pontuais em diferentes estados. No Paraná, os preços apresentaram variações amenas: em Paranaguá, a saca foi cotada a R$ 136,19 (-0,44%), em Cascavel R$ 127,54 (-0,05%), em Maringá R$ 127,04 (+0,32%) e em Ponta Grossa R$ 129,31 (+0,19%). Pato Branco registrou preço de R$ 134,39 por saca FOB, enquanto no balcão de Ponta Grossa os valores ficaram em R$ 120,00.

No Rio Grande do Sul, a maior parte das praças manteve preços estáveis, com destaque para Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todas cotadas a R$ 129,00 (-0,77%) para pagamento em 30/10. Em Panambi, os preços atingiram R$ 119,00 por saca. Algumas regiões, como Palma Sola, registraram alta de +0,84%, chegando a R$ 120,00 por saca.

Em Mato Grosso do Sul, a redução dos custos de frete rodoviário favoreceu a competitividade local e manteve o mercado pouco volátil. Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia registraram R$ 122,19 (-0,08%) por saca, enquanto Chapadão do Sul atingiu R$ 120,15 (+0,21%).

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Já em Mato Grosso, o mercado físico de soja apresentou liquidez reduzida, com Campo Verde cotada a R$ 120,89 (+0,25%), Lucas do Rio Verde e Nova Mutum R$ 115,69 (+0,39%), Primavera do Leste R$ 120,98 (+0,32%), Rondonópolis R$ 120,98 (+0,32%) e Sorriso R$ 115,69 (+0,39%).

Bolsa de Chicago: ajustes técnicos após altas recentes

Na Bolsa de Chicago, o mercado de soja apresenta movimentos técnicos de correção nesta sexta-feira (3). Por volta das 7h20 (horário de Brasília), os contratos futuros recuavam entre 2,75 e 3,25 pontos, com o vencimento de janeiro a US$ 10,39 e maio a US$ 10,67 por bushel. O farelo e o óleo de soja também registraram quedas.

Segundo analistas, o movimento é resultado de ajustes de posição após altas recentes influenciadas por declarações do presidente Donald Trump, do secretário do Tesouro Scott Bessent e da secretária da Agricultura Brooke Rollins. As falas mencionaram possíveis reuniões com a China e subsídios aos produtores americanos, ainda não anunciados oficialmente.

Apesar disso, os fundamentos continuam limitando a recuperação, com a colheita nos EUA avançando, o plantio brasileiro em andamento e a China ainda sem novas compras do grão norte-americano.

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Soja encerra sessão em alta com suporte político e demanda por biodiesel

Na quinta-feira (2), a soja negociada na Bolsa de Chicago registrou valorização, impulsionada por sinais de apoio do governo dos EUA e pelo aumento do uso de óleo de soja na produção de biodiesel. O contrato de novembro subiu 1,06%, para US$ 10,75/bushel, e o vencimento de janeiro avançou 1,04%, para US$ 10,41/bushel.

O farelo de soja para outubro registrou alta de 2,49%, a US$ 271,3/ton, enquanto o óleo de soja subiu 0,14%, atingindo US$ 49,82/libra-peso. Entre os fatores de suporte estão a expectativa de compensações aos produtores americanos e a sinalização de Trump sobre negociações comerciais com a China, que reforça otimismo entre investidores.

Além disso, a Administração de Informação de Energia (EIA) reportou que o uso de óleo de soja na produção de biodiesel nos EUA atingiu 1,108 bilhão de libras em julho, maior volume desde novembro do ano passado, refletindo o padrão sazonal e a tendência de maior demanda pelo produto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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