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Mercado de trigo no Sul enfrenta desafios logísticos enquanto Chicago recua com oferta global elevada

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O mercado de trigo no Brasil segue ativo, especialmente na região Sul, mas enfrenta um cenário de desafios logísticos, variações regionais de preços e influência direta do mercado internacional. Enquanto produtores lidam com dificuldades no escoamento da safra, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registra queda nas cotações, pressionada pela ampla oferta global.

Logística pressiona comercialização no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o mercado apresenta bom ritmo de negociações, embora enfrente entraves logísticos relevantes. A disputa por caminhões com as safras de milho e soja tem dificultado o transporte, impactando prazos de entrega e a fluidez dos negócios.

Os preços variam entre R$ 1.200 CIF para entrega imediata e R$ 1.280 com pagamento entre abril e maio. No mercado futuro, o trigo para dezembro é negociado em torno de R$ 1.200 sobre rodas no porto de Rio Grande.

A oferta está restrita: cerca de 85% da safra já foi comercializada, restando pouco mais de 500 mil toneladas disponíveis. A expectativa é que exportações e cabotagem somem aproximadamente 2 milhões de toneladas. No interior, os preços ao produtor avançaram, com destaque para Panambi, onde a saca chegou a R$ 55.

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Santa Catarina registra início de movimentação

Em Santa Catarina, o mercado começa a ganhar tração, ainda que com baixo volume de negócios efetivados. O trigo pão diferido é negociado a R$ 1.250, enquanto o trigo branco segue sem demanda.

A região oeste demonstra interesse por trigo vindo do Rio Grande do Sul e do Paraguai. O trigo tipo 2 foi negociado a R$ 1.050.

Nos preços de balcão, as cotações variam entre R$ 59 e R$ 64 por saca, com destaque para Joaçaba, onde os valores atingiram R$ 63, indicando leve valorização.

Paraná mantém estabilidade com poucos negócios

No Paraná, o mercado segue estável, com baixa liquidez e manutenção dos preços. As cotações giram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB, enquanto pedidos de até R$ 1.400 ainda não resultaram em negociações concretas.

O trigo branqueador foi negociado a R$ 1.400 entregue nos moinhos. No mercado externo, há oferta de trigo paraguaio a US$ 253 no norte do estado e argentino a US$ 270 nacionalizado em Paranaguá, mas sem registros recentes de novos negócios.

Chicago recua com pressão da oferta global

No cenário internacional, os contratos de trigo na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam em queda pelo segundo pregão consecutivo, refletindo a ampla oferta global entre os principais países exportadores.

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Os contratos para maio encerraram cotados a US$ 5,89 3/4 por bushel, com recuo de 1,25%. Já os contratos para julho fecharam a US$ 6,00 3/4 por bushel, queda de 1,15%.

Clima nos Estados Unidos limita perdas

Apesar da pressão negativa, o clima nas regiões produtoras dos Estados Unidos trouxe algum suporte às cotações. As condições mais secas e a deterioração das lavouras de trigo de inverno em estados como Kansas, Oklahoma e Texas geram preocupação e ajudam a conter quedas mais acentuadas.

Cenário combina pressão externa e desafios internos

O mercado brasileiro de trigo segue equilibrando fatores internos e externos. De um lado, a limitação logística e a oferta restrita sustentam os preços em algumas regiões. De outro, a pressão internacional, com ampla disponibilidade global, impede avanços mais consistentes nas cotações.

Resumo: O trigo no Brasil enfrenta um cenário de transição, com negociações impactadas por gargalos logísticos e influência do mercado global, enquanto Chicago registra queda diante da elevada oferta mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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