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Mercado de trigo segue retraído no Sul do Brasil com pressão de oferta e baixa demanda

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O mercado de trigo no Sul do Brasil continua desaquecido, pressionado pela fraca demanda das indústrias de farinha e pelo cenário externo desfavorável. De acordo com a TF Agroeconômica, os preços seguem em queda em diversas regiões, enquanto os moinhos aguardam maior clareza sobre a próxima safra e a chegada de trigo importado da Argentina.

Rio Grande do Sul mantém preços estáveis no disponível

No Rio Grande do Sul, os preços no mercado disponível permaneceram estáveis, apesar do recuo na média CEPEA. Negociações recentes para trigo com PH 78, FN 250 e Don de 1.500 foram fechadas a R$ 1.150,00 no interior. Compradores tentam testar valores de até R$ 1.100,00, ainda sem aceitação dos vendedores.

Para novembro, moinhos locais projetam preços próximos a R$ 1.100,00 posto. No mercado externo, valores para dezembro caíram para R$ 1.180,00, com possibilidade de entrega de trigo de ração com deságio de 20%. Outro ponto de atenção é a chegada do navio ES Jasmine, prevista para 27 de setembro, trazendo 30 mil toneladas de trigo argentino ao porto de Rio Grande. Já em Panambi, o preço da pedra recuou para R$ 68,00/saca.

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Santa Catarina recorre ao trigo gaúcho

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, e os moinhos têm buscado trigo do Rio Grande do Sul para suprir a oferta limitada. Os preços variam conforme a região: R$ 75,67/saca em Canoinhas, R$ 66,00 em Chapecó, R$ 74,50 em Joaçaba, R$ 72,00 em Rio do Sul, R$ 76,00 em São Miguel do Oeste e R$ 74,00 em Xanxerê, refletindo tanto estabilidade quanto quedas pontuais.

Paraná sente impacto do câmbio, mas preços pagos ao produtor recuam

No Paraná, a valorização do dólar compensou parcialmente as recentes quedas nas cotações internacionais, mantendo os preços internos em patamares elevados. As negociações no mercado variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300 CIF moinho, chegando pontualmente a R$ 1.350.

O trigo importado do Paraguai está sendo ofertado entre US$ 230 e US$ 245, enquanto o produto argentino nacionalizado chega a US$ 269 no Porto do Paraná. Já os preços pagos aos agricultores caíram 3,87% na última semana, para R$ 70,50/saca — valor inferior ao custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63, ampliando o prejuízo médio para -5,53%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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