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Mercado do boi gordo inicia junho com firmeza; vaca, novilha e boi China registram valorização

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O mercado pecuário brasileiro começou o mês de junho com um cenário de estabilidade nas principais categorias bovinas e altas pontuais em algumas praças estratégicas. A combinação entre oferta controlada de animais para abate e demanda firme dos frigoríficos tem contribuído para a sustentação dos preços, especialmente em segmentos voltados à exportação.

Levantamento divulgado nesta terça-feira (2) pela Scot Consultoria mostra que o mercado segue equilibrado, sem excesso de animais disponíveis e com escalas de abate relativamente confortáveis para a indústria.

Vaca e novilha sobem em São Paulo

Na praça paulista, principal referência nacional para o mercado do boi gordo, as cotações da vaca e da novilha apresentaram valorização de R$ 2,00 por arroba em relação ao fechamento anterior.

Já os preços do boi gordo comum e do chamado “boi China” permaneceram estáveis, refletindo um ambiente de negociação equilibrado entre pecuaristas e frigoríficos.

Segundo a Scot Consultoria, a oferta de bovinos foi suficiente para atender à demanda da indústria, mas sem pressionar os preços para baixo. A procura por animais continua aquecida tanto para o abastecimento do mercado doméstico quanto para atender os embarques destinados ao mercado internacional.

Esse cenário tem dificultado tentativas de compra abaixo das referências praticadas atualmente.

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Escalas de abate indicam mercado equilibrado

As escalas de abate dos frigoríficos paulistas atendiam, em média, a sete dias úteis, patamar considerado confortável para a indústria e que reforça o equilíbrio entre oferta e demanda.

O volume de animais disponível não é considerado excessivo, enquanto a demanda continua consistente, especialmente diante do bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina.

Boi China avança em Mato Grosso

Em Mato Grosso, um dos maiores polos pecuários do país, o mercado apresentou comportamento semelhante, com estabilidade nas cotações da maior parte das categorias acompanhadas pela consultoria.

A exceção ficou por conta do boi China, que registrou valorização de R$ 1,00 por arroba nas principais praças pecuárias monitoradas.

A categoria, destinada ao mercado chinês e que atende requisitos específicos de exportação, continua sendo beneficiada pela forte demanda internacional por carne bovina brasileira.

Pastagens favorecem retenção de animais

De acordo com a Scot Consultoria, as boas condições das pastagens em Mato Grosso seguem permitindo aos pecuaristas maior flexibilidade na comercialização dos animais.

Com oferta de alimento adequada no campo, muitos produtores não enfrentam pressão para vender imediatamente seus lotes, reduzindo a disponibilidade de bovinos para abate e contribuindo para a sustentação das cotações.

Apesar desse fator positivo para os preços, a demanda ainda não demonstrou intensidade suficiente para impulsionar movimentos mais expressivos de alta no mercado.

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Acre mantém estabilidade e escalas alongadas

No Acre, as cotações permaneceram estáveis em todas as categorias avaliadas.

O destaque ficou para as escalas de abate, que atendiam, em média, a 13 dias, período significativamente superior ao observado em São Paulo. O indicador demonstra maior conforto para a indústria frigorífica local e menor necessidade de disputa por animais no curto prazo.

Exportações seguem sustentando o mercado

A demanda internacional continua sendo um dos principais pilares de sustentação da pecuária brasileira em 2026. O interesse de mercados estratégicos, especialmente da Ásia, tem garantido fluxo consistente de compras e contribuído para manter o mercado interno equilibrado.

Com a oferta de animais ajustada em diversas regiões produtoras e os pecuaristas aproveitando as boas condições das pastagens para administrar melhor as vendas, a expectativa é de continuidade de um mercado firme nas próximas semanas.

O desempenho das exportações, o ritmo de consumo doméstico e a evolução das escalas de abate seguirão sendo os principais fatores monitorados pelos agentes da cadeia pecuária ao longo do mês de junho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil crescem 32,8% na receita diária em junho de 2026 com alta de preços e embarques

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As exportações brasileiras de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — registraram forte crescimento na receita média diária até a terceira semana de junho de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 32,8%, refletindo a combinação entre aumento de embarques e valorização do produto no mercado internacional.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o faturamento médio diário passou de US$ 65,665 milhões em junho de 2025 para US$ 87,208 milhões em junho de 2026, indicando um desempenho mais robusto da cadeia exportadora brasileira de proteína animal.

Receita acumulada acompanha ritmo positivo das vendas externas

No acumulado até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,220 bilhão. No mesmo mês de 2025, o faturamento total foi de US$ 1,313 bilhão, conforme metodologia da Secex que prioriza a média diária para comparação de desempenho entre períodos.

O resultado reforça a tendência de crescimento do setor, mesmo em um cenário global marcado por oscilações de demanda e ajustes de preços internacionais.

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Embarques de carne bovina avançam 10,9% na média diária

O volume exportado também apresentou expansão no período analisado. A média diária de embarques de carne bovina alcançou 13,362 mil toneladas em junho de 2026, contra 12,052 mil toneladas por dia no mesmo mês do ano anterior, representando alta de 10,9%.

No total, os embarques chegaram a 187,080 mil toneladas até a terceira semana de junho deste ano, frente às 241,046 mil toneladas registradas em junho de 2025, considerando o fechamento completo do mês anterior como base comparativa da Secex.

O desempenho indica manutenção de ritmo consistente nas vendas externas, mesmo diante de ajustes na dinâmica global de consumo.

Preço médio da tonelada impulsiona resultado das exportações

A valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional foi um dos principais fatores para o crescimento da receita.

O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6.526,2 em junho de 2026, ante US$ 5.448,4 no mesmo período de 2025. O avanço de 19,8% reforça o ganho de competitividade e o posicionamento do Brasil como fornecedor relevante no comércio global de proteína animal.

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A alta nos preços contribuiu diretamente para elevar o valor gerado por tonelada embarcada, ampliando a rentabilidade das exportações.

Receita diária tem maior crescimento entre os indicadores

Entre os principais dados avaliados pela Secex, a receita média diária foi o indicador com maior variação positiva no período, crescendo 32,8% na comparação anual.

O desempenho supera tanto o avanço do volume exportado (+10,9%) quanto a valorização média da tonelada (+19,8%), evidenciando o impacto combinado de preços mais altos e maior fluxo de embarques.

Setor mantém tendência de expansão nas exportações

Os dados da Secex indicam um cenário de crescimento consistente para a carne bovina brasileira no mercado externo em junho de 2026. A combinação entre maior demanda internacional, valorização do produto e aumento no volume exportado sustenta o desempenho positivo da receita do setor.

Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos principais players globais na exportação de proteína bovina, com ganhos relevantes tanto em volume quanto em valor comercializado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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