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Mercado do feijão inicia 2026 com oferta ajustada e foco na estabilidade dos preços

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Reconfiguração do mercado marca início de 2026

O mercado brasileiro de feijão começa 2026 em um novo ciclo, após um processo intenso de readequação ocorrido ao longo de 2025. Segundo o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, o setor passou por compressão de margens, forte redução de área cultivada, maior seletividade na demanda e uma transformação significativa no papel das exportações.

De acordo com Oliveira, esse novo ponto de partida redefine o comportamento do mercado, que passa a depender menos de fatores sazonais e mais de elementos técnicos, climáticos e externos.

Feijão carioca: preços firmes e oferta limitada no início do ano

No caso do feijão carioca, o início de 2026 é sustentado por uma base técnica sólida. A lentidão na entrada da safra 2025/26, o atraso da colheita em relação ao ciclo anterior e a redução expressiva da área plantada no Paraná — principal estado produtor — garantem um cenário de preços sustentados.

Mesmo com uma demanda doméstica moderada, a escassez de grãos de melhor qualidade deve manter os valores firmes no primeiro trimestre, especialmente nas peneiras superiores e nas variedades de escurecimento lento, preferidas pelo varejo.

Clima no Sul será decisivo para o comportamento do mercado

Conforme o ano avança, o desempenho climático na Região Sul se torna o principal fator de influência sobre o mercado. Oliveira explica que, como a primeira safra 2025/26 já começou menor, qualquer problema climático adicional pode gerar aperto real de oferta e reprecificação rápida ao produtor.

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Mesmo em condições neutras de clima, a menor disponibilidade de produto reduz o espaço para quedas expressivas de preço e mantém o feijão carioca operando em patamares elevados, com forte diferenciação entre grãos premium e padrões comerciais.

No segundo semestre, a memória de preços firmes deve influenciar decisões de plantio e comercialização, evitando excesso de oferta e ajudando a sustentar o mercado até o fim do ano, especialmente conforme o desempenho da safrinha, entre abril e maio.

Feijão preto: exportações ganham protagonismo

Para o feijão preto, 2026 marca uma virada estrutural. Após anos voltado quase exclusivamente ao consumo interno, o mercado passa a contar com as exportações como elemento permanente de equilíbrio.

Segundo Oliveira, o início do ano ainda traz alguma pressão sobre os preços devido aos estoques remanescentes e à demanda doméstica fraca. No entanto, o corte histórico de área — superior a 35% no país, com destaque para o Paraná — limita o risco de prolongamento desse cenário.

A valorização do dólar mantém a competitividade do produto brasileiro no exterior, permitindo escoamento contínuo e evitando quedas bruscas nos preços, mesmo quando as cotações ficam abaixo do mínimo oficial.

Segundo semestre deve trazer equilíbrio e menor risco

Entre o segundo trimestre e o fim do ano, a combinação de oferta física reduzida, continuidade das exportações e estoques ajustados tende a promover maior equilíbrio no mercado.

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A expectativa é de que o setor opere em um nível mais estável de preços, com margens ainda apertadas, mas com menor risco de desvalorização abaixo do custo de produção.

As exportações assumem, em 2026, um papel estratégico central, deixando de ser apenas um complemento e se tornando um mecanismo efetivo de regulação de mercado. O câmbio favorável, a menor concorrência internacional e a abertura de novos destinos — especialmente para as classes mungo e comum — ampliam o horizonte comercial para os produtores.

Risco climático segue como principal fator de atenção

O clima permanece como o principal fator de risco assimétrico em 2026. Com a oferta mais ajustada, eventos adversos na Região Sul podem provocar altas rápidas de preços, enquanto a ausência de extremos climáticos não deve gerar quedas relevantes, devido à menor área plantada.

“Não é um ano de euforia, mas de consolidação de fundamentos”, avalia Oliveira. Para ele, 2026 será um período de mercado mais técnico, sensível à informação e menos tolerante a erros de leitura, no qual gestão de risco, qualidade do produto e timing de comercialização serão determinantes para garantir bons resultados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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