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Mercado do milho em 2026: preços seguem pressionados e cenário econômico influencia decisões do setor

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Mercado interno do milho mantém baixa liquidez nos estados produtores

O mercado de milho no Sul do Brasil e em Mato Grosso do Sul inicia 2026 com pouca fluidez e negociações pontuais, refletindo o avanço da colheita, o aumento da oferta e o comportamento seletivo da demanda. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a formação de preços segue limitada pelo desalinhamento entre vendedores e compradores.

Situação nas principais regiões produtoras

Rio Grande do Sul: O avanço da colheita amplia a oferta e pressiona as cotações. As negociações permanecem concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, enquanto o preço médio estadual, segundo a Emater, apresentou nova queda. A colheita já alcança cerca de 28% da área total, e as condições das lavouras variam conforme a regularidade das chuvas.

Santa Catarina: O mercado segue travado pelo impasse entre pedidas dos produtores e ofertas das indústrias. A liquidez é baixa e os custos logísticos continuam pesando sobre a operação, o que reduz o interesse nas negociações.

Paraná: As transações seguem restritas, mesmo com o avanço da colheita da primeira safra e o início do plantio da segunda. Os preços variam entre as regiões, com leve pressão nas áreas produtoras e pequenas reações nos polos consumidores.

Mato Grosso do Sul: A grande disponibilidade de milho mantém as cotações pressionadas, embora o setor de bioenergia ofereça algum suporte à demanda. A oferta abundante e o comportamento cauteloso dos compradores limitam reações de alta mais consistentes.

Esse cenário ocorre em meio a um contexto macroeconômico de juros elevados e inflação sob controle, fatores diretamente influenciados pela política monetária do Banco Central do Brasil (BCB). Em janeiro de 2026, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, mas sinalizou que pode iniciar cortes em março, diante da redução das pressões inflacionárias e da melhora das expectativas do mercado.

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Cotações internacionais: exportações fracas pressionam preços em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho registraram quedas nos principais vencimentos. O contrato para março/26 foi cotado a US$ 4,28 por bushel, com perda de 2 pontos, enquanto maio/26 fechou a US$ 4,37, também em baixa.

De acordo com análise publicada pelo site internacional Successful Farming, as vendas externas de milho dos Estados Unidos caíram 59% na semana encerrada em 22 de janeiro, somando 1,65 milhão de toneladas. A retração nas exportações contribuiu para a desvalorização dos contratos futuros e reforçou o sentimento de cautela no mercado global.

B3 registra ajustes técnicos e leve recuperação nas cotações

No mercado doméstico, os preços futuros do milho negociados na B3 apresentaram alta moderada, impulsionada por ajustes técnicos e compras de oportunidade.

O contrato com vencimento em março de 2026 fechou cotado a R$ 68,49, com valorização diária de R$ 0,53, embora ainda acumule queda de R$ 1,26 na semana. O contrato de maio/26 terminou o pregão em R$ 68,13, alta de R$ 0,50 no dia, e julho/26 encerrou em R$ 67,26, com leve avanço de R$ 0,01.

Mesmo com essa reação pontual, o desempenho semanal segue negativo, refletindo a maior oferta doméstica e a menor competitividade nas exportações. Parte do milho brasileiro tem sido direcionada ao consumo interno, o que ajuda a conter quedas mais acentuadas nas cotações.

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Banco Central mantém juros elevados e sinaliza cortes a partir de março

O Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O comunicado da autoridade monetária indica que os cortes de juros podem começar em março, caso o cenário de desaceleração inflacionária se confirme.

A meta de inflação para 2026 é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual. De acordo com o Boletim Focus, as projeções mais recentes apontam redução da expectativa de inflação para 4,02%, reforçando o cenário de estabilidade.

A política monetária tem impacto direto no agronegócio, pois influencia o custo do crédito rural, as taxas de financiamento e as decisões de investimento no campo. Apesar dos juros ainda elevados, o crescimento de 10,2% no volume de crédito bancário em 2025 indica que o setor financeiro segue ativo, com destaque para linhas voltadas à produção agrícola e à bioenergia.

Perspectivas para o milho em 2026

O mercado de milho inicia o ano sob o efeito da sazonalidade da colheita e da oferta abundante, o que mantém os preços pressionados. Entretanto, a demanda interna consistente, aliada à melhora das condições climáticas e ao possível alívio na política monetária, pode abrir espaço para uma recuperação gradual nas cotações ao longo do primeiro semestre.

A expectativa do setor é que, com custos de crédito menores e estabilidade econômica, os investimentos na cadeia do milho ganhem ritmo, beneficiando produtores, cooperativas e indústrias de processamento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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