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Mercado do Milho: Pressão de Colheita no Sul, Alta em Chicago e Queda na B3 Marcam o Cenário da Semana

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Produção Avança e Pressiona Preços no Sul do Brasil

O mercado de milho segue com movimentações distintas entre os estados brasileiros, refletindo o avanço da colheita e o comportamento cauteloso dos compradores.

No Rio Grande do Sul, a intensificação da colheita tem pressionado os preços e mantido o mercado retraído, segundo informações da TF Agroeconômica. As cotações variam entre R$ 58,00 e R$ 72,50 por saca, e o preço médio estadual recuou 1,40% na semana, passando de R$ 62,27 para R$ 61,40/saca, conforme dados da Emater. O movimento é resultado do aumento da oferta e da demanda ainda fraca no mercado spot.

Em Santa Catarina, o cenário é de impasse entre vendedores e compradores, travando os negócios. As ofertas de venda seguem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as compras giram em torno de R$ 70,00/saca. No Planalto Norte, poucos negócios foram registrados, variando entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem mudanças significativas.

Situação semelhante ocorre no Paraná, onde o mercado também opera com baixa liquidez. Os vendedores pedem cerca de R$ 75,00/saca, enquanto os compradores ofertam R$ 70,00/saca CIF, mantendo o impasse e reduzindo o volume de negociações.

Já no Mato Grosso do Sul, o mercado segue em queda, mesmo com algum suporte do setor de bioenergia. Os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 56,00/saca, com destaque para Maracaju, onde ocorreu a maior desvalorização, e Chapadão do Sul, que registrou uma queda mais leve.

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Chicago Abre em Alta com Apoio do Dólar, Exportações e Fator Político

Na manhã desta quarta-feira (28), os contratos futuros do milho iniciaram o pregão em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 10h11 (horário de Brasília), o contrato março/26 era negociado a US$ 4,30/bushel, alta de 3,50 pontos, enquanto o maio/26 e o julho/26 registravam ganhos de 2,75 pontos.

De acordo com o portal internacional Successful Farming, os preços subiram impulsionados pela desvalorização do dólar americano, que atingiu seu menor nível em quatro anos. O movimento favorece as exportações dos Estados Unidos, tornando os produtos agrícolas mais competitivos no mercado internacional.

Além disso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou a venda de 110 mil toneladas de milho e 306 mil toneladas de sorgo para entrega na safra 2025/26. Outro fator que ajudou na alta foi a declaração do ex-presidente Donald Trump, que, durante discurso em Iowa, defendeu a disponibilização do etanol E15 durante todo o ano, o que tende a ampliar o consumo de milho nos EUA.

Queda na B3 Contrasta com Movimento Internacional

Enquanto Chicago iniciou o dia em alta, o cenário no Brasil foi o oposto. Os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) abriram a quarta-feira (28) com novas perdas.

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Por volta das 10h28, o contrato março/26 era cotado a R$ 68,35/saca, queda de 0,84%, enquanto o maio/26 e o julho/26 operavam em R$ 67,87 e R$ 67,20/saca, respectivamente. O movimento reflete o excesso de oferta interna e a baixa liquidez nos estados produtores.

Chicago Fecha em Baixa com Perspectiva de Ampla Oferta Global

Apesar do início de alta, o mercado internacional encerrou o pregão em queda. Segundo a Bolsa de Mercadorias de Chicago, os preços recuaram diante da perspectiva de oferta global elevada, o que neutralizou o impacto positivo do dólar desvalorizado e da forte demanda externa.

Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 4,26 ½/bushel, queda de 0,40%, enquanto o maio encerrou a US$ 4,34 ¾/bushel, recuo de 0,28% em relação ao dia anterior.

Panorama Geral

O mercado de milho enfrenta um cenário misto: enquanto o avanço da colheita pressiona os preços no Brasil, fatores externos como o câmbio, a política agrícola americana e o comportamento das exportações globais seguem influenciando a formação de preços. A expectativa é de que o equilíbrio entre oferta e demanda determine o rumo das cotações nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão: negócios com pluma enfraquecem no Brasil e preços domésticos recuam, aponta Safras

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O mercado brasileiro de algodão apresentou enfraquecimento na comercialização da pluma ao longo da semana, com redução da liquidez no mercado físico e queda nos preços domésticos, segundo análise da Safras & Mercado. O movimento ocorreu mesmo com o bom desempenho das exportações e avanço da colheita da safra 2025/26.

Preços da pluma recuam no mercado físico

Em Rondonópolis (MT), referência importante para o algodão brasileiro, a pluma foi negociada na quinta-feira (25) a R$ 129,06 por arroba, equivalente a cerca de R$ 3,90 por libra-peso. O valor representa queda em relação à semana anterior, quando o produto era cotado a R$ 131,14 por arroba (ou R$ 3,97 por libra-peso).

No mercado CIF São Paulo, o algodão girou em torno de R$ 4,09 por libra-peso. Há uma semana, o patamar era de aproximadamente R$ 4,14 por libra-peso, sem ICMS, o que indica recuo de 1,21% no período.

O cenário reforça o descolamento entre os preços domésticos e os referenciais internacionais, em um ambiente de menor ritmo de negócios no físico.

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Exportações de algodão crescem 57% em junho

Apesar da pressão no mercado interno, as exportações brasileiras seguem em forte ritmo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que o país exportou 146,845 mil toneladas de algodão em junho (14 dias úteis), com média diária de 10,488 mil toneladas.

A receita com vendas externas somou US$ 235,706 milhões, com média diária de US$ 16,839 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento expressivo de 57,9% no volume diário exportado e alta de 57,6% na receita diária, indicando fortalecimento da demanda internacional pela pluma brasileira.

Colheita da safra 2025/26 avança no Brasil

No campo, a colheita da safra 2025/26 de algodão atingiu 2,8% da área dos sete principais estados produtores, que concentram cerca de 98% da produção nacional, segundo dados da Conab.

O percentual representa avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 1,7%. No mesmo período do ano passado, a colheita estava mais adiantada, em 4%, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 2,5%.

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O ritmo atual indica um início de safra próximo do comportamento histórico, ainda sob influência das condições climáticas regionais e da janela de colheita nas principais áreas produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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