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Mercado do milho segue travado no Brasil e sofre pressão de safra recorde nos EUA

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O mercado de milho no Brasil permanece travado, com produtores aguardando melhores preços para avançar nas vendas. Em Santa Catarina, a falta de consenso entre compradores e vendedores mantém a liquidez praticamente nula. Em Campos Novos, agricultores pedem R$ 80,00 por saca, mas as ofertas não passam de R$ 70,00. Já no Planalto Norte, os pedidos próximos de R$ 75,00 encontram contrapropostas de R$ 71,00. Esse cenário já faz com que parte dos produtores reduza investimentos para o próximo ciclo.

No Rio Grande do Sul, as referências de compra seguem estáveis, variando entre R$ 65,00 e R$ 68,00/saca, dependendo da região. Para negócios futuros, o interior registra pedidos entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto o preço para fevereiro de 2026 permanece em R$ 70,00/saca.

No Paraná, a distância entre pedidas e ofertas também impede novos negócios. Produtores buscam valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas localidades, mas compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00. Levantamentos regionais mostram leves ajustes positivos: na região metropolitana de Curitiba, o milho é negociado a R$ 66,90; no Oeste Paranaense, a R$ 55,14; no Norte Central, a R$ 55,70; e no Centro Oriental, a R$ 57,19/saca.

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Já no Mato Grosso, apesar de leves altas, os preços ainda não atraem novos contratos. Em Maracaju, as cotações subiram, mas nas demais regiões variam apenas entre R$ 45,00 e R$ 52,00/saca.

Safra recorde nos EUA pressiona os preços internacionais

No mercado externo, o milho voltou a subir levemente nesta quinta-feira (28) na Bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas da sessão anterior. Por volta das 7h25 (horário de Brasília), os principais contratos avançavam entre 0,25 e 0,75 ponto, com o dezembro cotado a US$ 4,06 e o março/26 a US$ 4,23 por bushel.

Mesmo com esse movimento, o avanço permanece limitado diante da expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos, que deve superar 400 milhões de toneladas. A abundante oferta global, somada à forte concorrência do milho brasileiro, mantém as cotações próximas às mínimas em cinco anos.

Apesar disso, o programa de exportações norte-americano segue firme, ajudando a sustentar o mercado. Contudo, a produção diária de etanol recuou na semana, alcançando o menor nível desde maio, o que também contribuiu para a pressão negativa sobre os preços.

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B3 apresenta variações mistas, refletindo fatores internos

Na B3, os contratos de milho encerraram a quarta-feira (27) de forma mista. O vencimento setembro/25 recuou R$ 0,35, cotado a R$ 65,77/saca, mas ainda acumula alta de R$ 0,40 na semana. Já o contrato novembro/25 avançou R$ 0,17 no dia e R$ 1,69 na semana, encerrando em R$ 69,89. O contrato janeiro/26 também se valorizou, subindo R$ 0,26 no dia e R$ 1,31 na semana, a R$ 72,05/saca.

Segundo a TF Agroeconômica, o suporte no Brasil veio do mercado físico, que segue firme diante da dificuldade de acesso a maiores lotes no interior. Já em Chicago, os preços recuaram na última sessão, com o contrato de setembro caindo 1,29%, a US$ 382,50 por bushel, e o de dezembro recuando 0,85%, a US$ 406,00 por bushel.

Enquanto aguardam melhores oportunidades no milho, muitos produtores brasileiros seguem priorizando a comercialização da soja, o que também limita a liquidez no mercado interno do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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