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Mercado interno de trigo fecha agosto com baixa liquidez e pressão de importações

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O mercado brasileiro de trigo registrou baixa liquidez em agosto, com negociações pontuais e pressão da concorrência externa. Produtores mostraram resistência em aceitar os preços oferecidos pelos moinhos, refletindo o cenário de oferta limitada e a atratividade do cereal importado.

Concorrência externa limita negócios no mercado interno

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a falta de liquidez decorreu da “combinação de oferta interna limitada e forte concorrência do trigo importado”.

  • Apesar da menor disponibilidade de trigo nacional, os vendedores tiveram dificuldade em elevar os preços devido à atratividade do trigo estrangeiro, favorecido pelo câmbio.
  • Em julho, consolidado em agosto, as importações atingiram 7,22 milhões de toneladas, alta de 32% sobre o ciclo anterior.
  • As exportações caíram para 2 milhões de toneladas, queda de 29%.
  • O déficit da balança comercial chegou a 5,214 milhões de toneladas, equivalente a 98% do total (Bento, Safras & Mercado).
Preços do trigo no mercado interno

No Brasil, os preços oscilaram pouco ao longo do mês:

  • Paraná: R$ 1.450/tonelada (safra velha, CIF moinhos); R$ 1.300-1.350/tonelada (safra nova).
  • Rio Grande do Sul: moinhos ofertaram R$ 1.250-1.280/tonelada (FOB interior); produtores pediram até R$ 1.350; negócios pontuais a R$ 1.280.
  • Mato Grosso do Sul: safra nova variou de R$ 1.300 a R$ 1.400/tonelada; trigo paraguaio alcançou cerca de R$ 1.400 ao câmbio atual.
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A paridade de importação seguiu como principal referência, reforçada pela ampla oferta da Argentina e outros grandes exportadores, mantendo os moinhos abastecidos e reduzindo a urgência de compras internas.

Cenário internacional influencia o mercado

O dólar oscilou entre R$ 5,40 e R$ 5,50, mas não compensou a pressão das cotações externas. O mercado ainda observa expectativa de safra mundial recorde e forte colheita de milho, que concorre com o trigo na comercialização.

No Paraguai, geadas devem reduzir a produção entre 200 mil e 250 mil toneladas, impactando o fornecimento brasileiro, já que o país exportou 709 mil toneladas na temporada 2024/25.

Clima e condições das lavouras no Brasil

Segundo a Emater/RS-Ascar, na última semana de agosto, o Rio Grande do Sul registrou chuva intensa e retorno do frio, com impactos localizados:

  • Região Sul: precipitações fortes causaram danos em algumas áreas;
  • Noroeste e Planalto: chuvas moderadas, sem prejuízos.

As operações de pulverização foram interrompidas temporariamente devido ao excesso de umidade. O monitoramento de pragas e doenças continua, com previsão de retomada das aplicações de fungicidas assim que as condições permitirem.

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Distribuição fenológica das lavouras no RS:

  • 82% em fase vegetativa;
  • 15% em floração;
  • 3% em enchimento de grãos.

A área cultivada é projetada em 1.198.276 hectares, com produtividade estimada em 2.997 kg/ha. A expectativa de rendimento permanece positiva, embora haja preocupação com doenças fúngicas em áreas úmidas.

Paraná projeta aumento de produtividade em 2025

De acordo com o Deral – Departamento de Economia Rural do Paraná, a safra 2025 de trigo deve registrar:

  • Produção de 2,624 milhões de toneladas, 13% acima das 2,324 milhões de toneladas da temporada 2024;
  • Área cultivada de 820,4 mil hectares, queda de 26% em relação a 1,106 milhão de hectares em 2024;
  • Produtividade média estimada em 3.204 kg/ha, acima dos 2.139 kg/ha da safra anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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No BRICS, o Governo do Brasil apresenta pesca e aquicultura como fundamental para a segurança alimentar e nutricional

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O Ministério da Pesca e Aquicultura participou da 16ª Reunião de Ministros da Agricultura do BRICS, realizada nos dias 12 e 13 de junho de 2026, em Indore, Madhya Pradesh, Índia.  O evento teve como tema “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”. Nele foi adotado, por consenso, a Declaração Conjunta da 16ª Reunião dos Ministros da Agricultura do BRICS.  

A presidência indiana, que lidera os BRICS neste ano, apresentou uma agenda centrada no fortalecimento da segurança alimentar e nutricional global. O objetivo é focar na construção de parcerias voltadas à inovação para o desenvolvimento agrícola sustentável, inclusivo e resiliente à mudança do clima, com especial atenção à agricultura familiar.   

Pesca e Aquicultura  

Na Declaração Conjunta, os ministros da Agricultura do BRICS reconheceram o papel fundamental da pesca e da aquicultura para a segurança alimentar, nutricional, para a manutenção da renda e dos empregos de milhões de pessoas. Além do MPA, o documento foi assinado pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil (MDA).  

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Com isso, o Governo Federal se compromete com o avanço das ações coordenadas para promover a inclusão social e os meios de subsistência dos pescadores e aquicultores, aumentar a produtividade e expandir o comércio justo de alimentos e bioinsumos aquáticos e conservar os ecossistemas, para assegurar a sustentabilidade a longo prazo da pesca e da aquicultura. Também incentivam investimentos em pesca bem gerida, à expansão e intensificação da aquicultura. 

De maneira particular, o Governo Federal reitera o compromisso em apoiar a pesca artesanal e a aquicultura de pequena escala. Desta forma, amplia oportunidades de emprego, de renda e de segurança alimentar. Além disso, incentivaram ações que conservem a pesca artesanal como patrimônio cultural dos BRICS.   

Os Ministros da Agricultura dos BRICS ainda concordaram em aprofundar a cooperação no Diálogo do BRICS sobre Pesca e da Aquicultura, estabelecida em 2025, sob a presidência brasileira do BRICS.  

Os onze países membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã) respondem conjuntamente por mais de 60% da produção global de pescado. Isso representa cerca de 25% da pesca de captura e 75% da aquicultura mundiais. Também respondem por mais de 85% da produção global de algas. 

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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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