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Mercados asiáticos recuam antes de reunião entre Trump e Xi Jinping

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As principais bolsas da Ásia encerraram em baixa nesta terça-feira (28), revertendo ganhos da véspera, em meio à cautela dos investidores antes do aguardado encontro entre o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. A reunião, marcada para ocorrer na Coreia do Sul na quinta-feira (30), reacende expectativas sobre um possível alívio nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Bolsas chinesas e de Hong Kong encerram em queda

Na China continental, o índice Xangai Composto recuou 0,22%, fechando a 3.988,22 pontos, após ter ultrapassado a marca simbólica dos 4.000 pontos pela primeira vez desde agosto de 2015, quando chegou a 4.010,73 pontos no pico da sessão.

O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, registrou queda de 0,51%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,33%, terminando a 26.346 pontos.

Entre os setores, as ações de metais não ferrosos lideraram as perdas, com queda de 3,23% no subíndice da indústria, acompanhando o recuo das cotações do ouro no mercado internacional.

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Cautela antes do encontro entre líderes

Os investidores demonstram uma postura de prudência diante das negociações que devem ocorrer nesta semana entre Trump e Xi. A possibilidade de uma trégua comercial gera otimismo moderado, mas há receio de que o encontro produza avanços limitados em relação às promessas de reaproximação econômica entre as potências.

Analistas observam que o sentimento atual é de “déjà vu”, com os mercados reagindo de forma semelhante a outros momentos de expectativa diplomática entre Estados Unidos e China.

Desempenho das demais bolsas asiáticas

Outros mercados da região também acompanharam a tendência negativa:

  • Tóquio (Nikkei 225): queda de 0,58%, a 50.219 pontos;
  • Seul (Kospi): baixa de 0,80%, a 4.010 pontos;
  • Taipei (Taiex): leve recuo de 0,16%, a 27.949 pontos;
  • Sydney (S&P/ASX 200): perda de 0,48%, a 9.012 pontos.

Na contramão do movimento regional, Cingapura (Straits Times) registrou alta de 0,34%, a 4.455 pontos.

Perspectivas para os próximos dias

Com o foco voltado para o diálogo entre Trump e Xi, o mercado espera sinais concretos de flexibilização comercial e possíveis acordos bilaterais. Qualquer indicação positiva poderá impulsionar os índices asiáticos nas próximas sessões, enquanto novas incertezas podem ampliar a volatilidade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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