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Mercados financeiros hoje: inflação sobe no Focus, Ibovespa mantém estabilidade e bolsas globais avançam

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O mercado financeiro inicia esta terça-feira (7) com um cenário de cautela moderada no Brasil e otimismo no exterior. A combinação entre pressão inflacionária nas projeções domésticas e alívio geopolítico no cenário global tem influenciado diretamente o comportamento dos ativos.

Boletim Focus: inflação para 2026 sobe novamente e juros seguem no radar

Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela quarta semana consecutiva, a projeção de inflação para 2026, conforme o mais recente Boletim Focus divulgado pelo Banco Central.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 4,36%, refletindo principalmente o impacto da valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio.

Apesar desse avanço, as expectativas para a política monetária permanecem mais favoráveis. O mercado projeta queda na taxa Selic — atualmente em 14,75% ao ano — com expectativa de recuo para 12,5% até o final de 2026.

Outros indicadores seguem relativamente estáveis:

  • PIB: crescimento projetado de 1,85%
  • Dólar: estimado em R$ 5,40 no fim de 2026
Bolsas globais avançam com expectativa de alívio geopolítico

No cenário internacional, os mercados operam com viés positivo, sustentados pela possibilidade de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, o que reduz temporariamente os riscos de escalada no conflito no Oriente Médio.

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Em Nova York, os principais índices encerraram o último pregão em alta:

  • Dow Jones: +0,35%
  • S&P 500: +0,45%
  • Nasdaq: +0,54%

Na Ásia, o desempenho foi misto, mas com predominância de ganhos:

  • Nikkei (Japão): +0,55%
  • KOSPI (Coreia do Sul): +1,36%

Mesmo com declarações mais firmes no campo político internacional, investidores seguem apostando em soluções diplomáticas, mantendo o apetite por risco no curto prazo.

Ibovespa hoje: estabilidade com influência de commodities e exterior

O mercado brasileiro acompanha o movimento global e apresenta leve oscilação. O Ibovespa gira em torno de 188 mil pontos, refletindo cautela dos investidores e forte influência do cenário externo e das commodities.

Destaques do pregão (07/04/2026):

  • Ibovespa: estabilidade, entre 188.050 e 188.160 pontos
  • Petrobras (PETR3/PETR4): alta acompanhando o petróleo
  • Vale (VALE3): oscilações com viés de recuperação
  • Dólar comercial: próximo de R$ 5,15

O índice busca consolidar uma trajetória de recuperação ao longo da semana, após períodos recentes de maior volatilidade.

Dólar e commodities seguem como principais vetores

O câmbio permanece como um dos principais termômetros do mercado. A cotação do dólar em torno de R$ 5,15 reflete o equilíbrio entre fatores externos — como juros nos Estados Unidos e tensões geopolíticas — e internos, incluindo política fiscal e monetária.

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As commodities, especialmente o petróleo, continuam no centro das atenções, impactando tanto o desempenho das ações quanto as expectativas de inflação global.

Perspectivas: mercado atento a três fatores-chave

Para os próximos dias, o mercado deve seguir monitorando três pontos principais:

  • Evolução das tensões geopolíticas no Oriente Médio
  • Trajetória da inflação global e dos preços do petróleo
  • Sinalizações sobre juros nas principais economias

No Brasil, a atenção se volta para novos indicadores econômicos e revisões nas expectativas para a Selic, que seguem determinantes para o comportamento da bolsa e do câmbio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Na Agrishow, Governo do Brasil lança crédito para máquinas agrícolas e reforça apoio ao setor produtivo

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, neste domingo (25), ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, da abertura oficial da 31ª edição da principal feira de tecnologia agrícola do país, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

O vice-presidente ressaltou a importância da Agrishow para o desenvolvimento do setor e anunciou medidas voltadas ao financiamento e à modernização do agro. “Hoje, uma das maiores Agrishows do mundo é aqui, em Ribeirão Preto. Como cresceu”, afirmou Geraldo Alckmin.

Na oportunidade, o ministro André de Paula destacou que a feira é um espaço que simboliza o que o Brasil tem de melhor: a capacidade de produzir, inovar, gerar renda e alimentar o país e o mundo.

“Ribeirão Preto é reconhecida como a capital brasileira do agronegócio, consolidando-se como um dos principais polos agroindustriais do país. A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria, sendo referência nacional. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento. Trata-se de uma das regiões com maior concentração de produção de açúcar e etanol do mundo, estratégica para a transição energética”, evidenciou o ministro.

Na abertura, também ocorreu o lançamento da nova modalidade do MOVE Brasil, voltada para máquinas e implementos agrícolas, com a disponibilização de R$ 10 bilhões em crédito. “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos foram integralmente utilizados em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento. Nesta nova fase, denominada Move Agricultura, os financiamentos contarão com taxas de juros em patamar de um dígito e serão operacionalizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.

Além disso, o vice-presidente também destacou outras medidas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo, como a disponibilização de R$ 15 bilhões por meio do programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos impactados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital. Segundo ele, o conjunto de ações amplia o acesso ao crédito e contribui para a modernização da produção, o aumento da competitividade e o estímulo à indústria de máquinas e equipamentos no país.

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APOIO AOS PRODUTORES RURAIS

O deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, reforçou a importância do alinhamento entre o setor produtivo e o governo federal. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse. Ainda, evidenciou o papel do diálogo contínuo entre o Mapa e a FPA na construção de soluções para o fortalecimento do agro brasileiro.

Sobre o tema, o ministro André de Paula salientou o compromisso de ampliar ainda mais a pujança do setor, por meio da redução de taxas, da aprovação dos projetos de lei do Seguro Rural e da renegociação de dívidas rurais no país, que tramitam no Congresso Nacional.

“Primeiro, buscamos um novo recorde no nosso Plano Safra, mas com a consciência de que, mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos, é conseguir trabalhar com uma taxa compatível, que viabilize o acesso dos nossos produtores a esses recursos. Quero, com o apoio de todos, aprovar o projeto de lei do seguro rural, porque esse é um instrumento essencial para dar segurança ao produtor. Também estamos envolvidos nos esforços para aprovar uma nova proposta de renegociação de títulos rurais no país, garantindo fôlego e previsibilidade para o setor”, afirmou o ministro.

É compromisso do Governo Federal buscar soluções definitivas para os produtores rurais, conforme complementou Geraldo Alckmin. “Para quem está inadimplente e também para quem está adimplente, em ambos os casos haverá empenho na renegociação das dívidas. De outro lado, destaco a questão do seguro rural. É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há, sim, necessidade de integração e apoio, dentro do rigor fiscal que o governo precisa ter, para melhorarmos o seguro rural”, acrescentou.

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O ministro André de Paula reforçou a importância da parceria institucional e da abertura ao diálogo com o setor produtivo. “Sei que o sucesso que possamos alcançar depende muito da parceria e da capacidade de estabelecer diálogo com as associações, entidades e parlamentares”, disse.

Ele também destacou a relevância estratégica do agro para o país. “Sobre a minha responsabilidade recaiu liderar um setor que é orgulho do Brasil, responsável por 25% do nosso PIB e por 49% da pauta de exportações do país”, concluiu.

AGRISHOW

Uma das principais feiras do agronegócio da América Latina, a Agrishow ocorre anualmente em Ribeirão Preto (SP) e reúne produtores rurais, empresas de máquinas e equipamentos, fornecedores de insumos, startups e instituições do setor para apresentar novidades, fechar negócios e discutir tendências do agro. É vista como uma grande vitrine de inovação para o campo, onde são lançados tratores, colheitadeiras, sistemas de irrigação, soluções de agricultura de precisão, armazenagem, conectividade e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência.

O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, destacou que a feira representa mais do que inovação tecnológica, sendo também um símbolo da força e da resiliência do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, disse.

Além disso, reforçou que a edição de 2026 da feira demonstra a confiança do produtor no futuro e a capacidade do setor de aliar tecnologia, sustentabilidade e produtividade.

Em 2025, a feira recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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