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Mercados Globais Ampliam Incertezas e Bolsas Mundiais Reagem a Tarifas dos EUA e Dados Econômicos

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O cenário dos mercados financeiros globais segue marcado por incertezas relacionadas às políticas comerciais dos Estados Unidos, desenvolvimentos tecnológicos e fatores geopolíticos, refletindo em desempenhos distintos entre as principais bolsas do Brasil, dos EUA, Europa e Ásia nesta terça‑feira. A volatilidade dos mercados acompanha tanto as reações às tarifas norte‑americanas quanto indicadores econômicos e receios sobre o impacto da inteligência artificial nas companhias.

Wall Street oscila com política de tarifas e temores sobre IA

As bolsas norte‑americanas enfrentaram pressão nesta terça‑feira, com investidores reagindo às mudanças nas tarifas de importação anunciadas pela administração dos EUA e à crescente preocupação com o impacto da inteligência artificial sobre os lucros corporativos. Futuros das principais praças indicavam movimentos mistos antes da abertura oficial. Enquanto alguns contratos futuros apontavam para leves altas, o clima de incerteza pesou sobre os papéis de tecnologia e setores sensíveis à inovação.

O receio de desdobramentos mais amplos sobre o comércio internacional e os efeitos de novos tributos globais mantêm os investidores cautelosos, com impacto direto na confiança e rotação entre classes de ativos.

Bolsas brasileiras refletem alta acumulada apesar de pressões externas

No Brasil, o principal índice acionário, o Ibovespa, tem apresentado desempenho resiliente apesar das oscilações internacionais. O índice acumula uma das maiores altas em dólar entre os principais mercados globais em 2026, registrando mais de 25% de valorização no acumulado do ano, ficando atrás apenas de alguns benchmarks da América Latina.

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No pregão anterior, o Ibovespa fechou em queda de 0,88%, aos 188.853 pontos, após alcançar máximas intradia acima de 191 mil pontos. Esse movimento de realização veio após recordes recentes e reflete a sensibilidade dos investidores a fatores externos como as expectativas de políticas comerciais e fluxos de capital estrangeiro.

Europa: mercados sem direção única com reações a tarifas dos EUA

As bolsas europeias apresentaram desempenho misto, reagindo às incertezas sobre o novo programa de tarifas dos EUA e por questões geopolíticas que influenciam o sentimento de risco. O índice pan‑europeu caiu marginalmente, enquanto principais praças como Londres, Frankfurt e Paris mostraram variações modestas dentro de uma sessão sem coesão clara.

A pressão sobre o segmento financeiro refletiu temores semelhantes aos observados nos EUA, especialmente diante da possibilidade de novas tarifas que podem alterar acordos comerciais e impactar o comércio global.

Bolsa asiática mostra comportamento misto após sell‑off nos EUA

Nos mercados asiáticos, o retorno das negociações após feriados prolongados trouxe um quadro misto entre os principais índices. Enquanto o japonês Nikkei 225 apresentou avanço na faixa de 0,7% a 0,9%, e algumas praças chinesas registraram ganhos superiores a 1%, outros mercados reagiram com cautela à pressão global, acompanhando o sell‑off observado em Wall Street.

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Esses movimentos refletem tanto o otimismo pontual em setores beneficiados por expectativas de revisão tarifária quanto a sensibilidade dos mercados à volatilidade externa e às perspectivas econômicas regionais.

Tendências e expectativas para os mercados

A performance recente das bolsas mundiais sugere que, apesar da forte alta acumulada pelo mercado brasileiro, os investidores continuam atentos às direções das políticas comerciais americanas, aos efeitos da inteligência artificial sobre empresas de tecnologia e aos indicadores econômicos que podem influenciar a trajetória dos mercados nos próximos meses.

Especialistas apontam que a combinação de tarifas comerciais, inovações tecnológicas e fatores geopolíticos deverá continuar a impactar o apetite por risco e a alocação de ativos globalmente, tornando o cenário ainda mais desafiador para os investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa e sustentabilidade ganham espaço na agenda da pesca na Amazônia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quinta-feira (24), em Manaus (AM), uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura na Amazônia. A agenda incluiu reunião com a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), encontro com professores de Engenharia de Pesca e participação na abertura do II Congresso de Engenharia, Agronomia e Tecnologia do Amazonas (II CENATEC).

Durante a visita à UFAM, o ministro se reuniu com a reitora Tanara Lauschner para tratar de ações da universidade relacionadas aos impactos do El Niño na região. Segundo Edipo “o Governo Federal vem atuando em todas as frentes para salvaguardar a população ribeirinha e o povo da Amazônia”.

A agenda também teve diálogo com professores do curso de Engenharia de Pesca, com destaque para a análise dos resultados de dois Termos de Execução Descentralizada (TEDs) firmados entre o MPA e a instituição. Os projetos contemplam o Manejo Pesqueiro de Espécies Amazônicas Migratórias, e a Pesca Ordenada e Sustentável da Piracatinga. As iniciativas reforçam a cooperação entre governo e universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias para o manejo sustentável dos recursos pesqueiros amazônicos.

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A programação do ministro também incluiu a cerimônia de abertura do II CENATEC, que reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, professores, empresas e representantes de instituições públicas e privadas das áreas de Engenharia, Agronomia e Tecnologia. No congresso, que também aborda temas relacionados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade na Amazônia, o ministro destacou as políticas públicas do Governo Federal no Amazonas e a representatividade feminina no setor e na liderança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM).

“O Governo Federal dedica uma atenção muito especial ao Amazonas. Ao acompanharmos os debates sobre as BRs 319 e 174, além dos investimentos e realizações do Novo PAC na região — como as entregas das pontes sobre os rios Cruzá e Autaz-Mirim —, fica evidente que essas políticas dialogam com a verdadeira essência da engenharia. Nosso papel é sair da zona de conforto e construir um país melhor para a população.” afirmou Edipo.

Pesca e aquicultura no Amazonas

A agenda ocorre em um estado de grande relevância para a atividade pesqueira brasileira. O Amazonas possui 151.426 pescadores registrados, dos quais 44% são mulheres, além de 749 aquicultores registrados. O estado também contabiliza 82 indústrias de pescado registradas e produção anual de mais de 12 mil toneladas de pescado, segundo dados de 2024.

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O estado também registrou a emissão de 551 licenças para pescadores esportivos, segmento que integra as diferentes atividades relacionadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros e ao desenvolvimento econômico da região.

Próximos compromissos

A agenda do ministro em Manaus continua nesta sexta-feira (25), com visita a uma fazenda de piscicultura e atividades relacionadas ao contrato de águas da União. Na sequência, Edipo Araujo terá visita institucional no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ampliando o diálogo com instituições de pesquisa que atuam no desenvolvimento científico e tecnológico da região.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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