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Mercados globais avançam com otimismo sobre corte de juros nos EUA e Ibovespa renova máximas históricas

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As bolsas globais encerraram esta quarta-feira (27) em alta, sustentadas pelo otimismo com uma possível redução das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda em dezembro. O movimento marca o quarto dia consecutivo de ganhos em Nova York, às vésperas do feriado de Ação de Graças, e reflete a retomada da confiança dos investidores após a divulgação de dados econômicos mais amenos nos Estados Unidos.

Em Wall Street, o Dow Jones avançou 0,67%, o S&P 500 subiu 0,69% e o Nasdaq Composite registrou alta de 0,82%. O desempenho positivo foi puxado por empresas de tecnologia e consumo, que reagiram às expectativas de um cenário monetário mais favorável nos próximos meses.

Segundo analistas, o avanço dos índices americanos reforça o movimento de recuperação das bolsas globais, apoiado na perspectiva de juros mais baixos, inflação controlada e resultados corporativos acima do esperado.

Europa acompanha otimismo e encerra dia no azul

O ambiente positivo também foi sentido nas principais praças europeias. O Stoxx 600, principal índice do continente, avançou 1,1%, acompanhando o desempenho das bolsas americanas.

Entre os mercados locais, Londres subiu 0,85%, Frankfurt 0,98%, Paris 0,88%, Milão 1,01%, Madri 1,36% e Lisboa 0,95%. O bom humor foi impulsionado pelo avanço das ações de tecnologia e energia, além do alívio em relação às políticas de aperto monetário.

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Para especialistas, a expectativa de corte de juros nos Estados Unidos tende a beneficiar os mercados europeus, reduzindo custos de capital e incentivando o fluxo internacional de investimentos.

Bolsas asiáticas mostram estabilidade com influência da China e tecnologia

Na Ásia, os mercados apresentaram comportamento misto, influenciados pelo desempenho positivo de Wall Street e pelas incertezas na economia chinesa. O índice Nikkei, de Tóquio, subiu 1,23%, refletindo o bom momento das exportadoras japonesas diante da valorização do dólar.

Em Xangai, o índice SSEC teve leve alta de 0,29%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias chinesas, recuou 0,05%, pressionado pela queda das ações da incorporadora Vanke, que tenta adiar o pagamento de um título onshore.

O mercado imobiliário segue como ponto de atenção na China, após o CSI Imobiliário cair 2,4%, marcando o menor nível desde setembro de 2024. Já o setor energético avançou 1% e o bancário, 0,5%, compensando parte das perdas.

Em outras bolsas da região, Hong Kong avançou 0,07%, Seul ganhou 0,66%, Taiwan subiu 0,53%, Cingapura teve alta de 0,17% e Sydney registrou valorização de 0,13%.

Ibovespa acompanha exterior e renova recordes históricos

No Brasil, o Ibovespa voltou a subir acompanhando o bom desempenho dos mercados internacionais. O principal índice da B3 se aproxima da marca de 160 mil pontos, impulsionado pelo fluxo de investimentos estrangeiros, valorização de commodities e desempenho positivo de grandes companhias do setor financeiro e de energia.

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Segundo analistas do mercado, o apetite por risco no mercado doméstico permanece forte, sustentado pela queda nas taxas de juros internas, melhora das projeções de inflação e expectativa de retomada do crescimento em 2025.

A valorização também é reforçada pela entrada de capital externo, beneficiada pela percepção de que o Brasil segue como destino seguro e atrativo para investimentos produtivos e financeiros, especialmente em setores ligados ao agronegócio e energia limpa.

Perspectivas: mercados atentos ao Fed e ao ritmo da economia global

Com o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos reduzindo o volume de negociações, os próximos dias devem ser de menor liquidez e maior volatilidade. Ainda assim, a aposta no afrouxamento monetário americano mantém o otimismo entre investidores e deve continuar sustentando as bolsas globais no curto prazo.

No cenário doméstico, a atenção segue voltada às decisões fiscais do governo, à trajetória dos juros e ao comportamento do câmbio, fatores que continuarão definindo o ritmo do Ibovespa nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil

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Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão

A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.

Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.

Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor

Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.

Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.

Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.

Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.

“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.

Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%

Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.

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A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.

De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.

Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações

O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.

Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.

Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.

Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação

Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.

“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.

O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.

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Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade

A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.

Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.

“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.

Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos

O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.

Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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