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Mercados globais iniciam dezembro com cautela após ganhos em Wall Street e queda na Europa

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Wall Street encerra novembro em alta, mas mercado segue em alerta

Os principais índices de Wall Street encerraram a semana passada em terreno positivo, mesmo com o baixo volume de negociações devido ao feriado de Ação de Graças. O Dow Jones avançou 0,61%, alcançando 47.716 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,54%, para 6.849 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,65%, fechando aos 23.365 pontos, segundo dados do Investing.com.

Apesar do bom desempenho, analistas destacam que a liquidez reduzida e a expectativa em torno das próximas decisões do Federal Reserve (Fed) mantêm o mercado norte-americano em compasso de espera. A atenção dos investidores se volta agora para os indicadores de inflação e emprego nos Estados Unidos, que podem influenciar os rumos da política monetária.

Bolsas europeias operam em baixa com aversão ao risco

Na Europa, o início de dezembro foi marcado por leve queda nos principais índices, após um mês de ganhos acumulados. O índice STOXX 600 recuou cerca de 0,4% nas primeiras horas de negociação, refletindo o clima de cautela nos mercados.

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O DAX (Alemanha) e o CAC 40 (França) também registraram perdas, pressionados pelo desempenho mais fraco dos setores industrial e de defesa. De acordo com a Reuters, o sentimento negativo se intensifica diante da incerteza sobre o ritmo dos cortes de juros nos Estados Unidos e da falta de novos estímulos econômicos na zona do euro.

Ásia encerra pregão com resultados mistos

As bolsas asiáticas apresentaram comportamento misto neste início de semana. No Japão, o índice Nikkei 225 recuou após declarações do presidente do Banco do Japão (BoJ), que reacenderam a possibilidade de elevação dos juros — movimento que tende a reduzir o apetite por risco.

Em contrapartida, o mercado de Hong Kong registrou leve alta, sustentado pela expectativa de novos incentivos à economia chinesa, após a divulgação de dados industriais abaixo do esperado. Em Xangai, os índices também encerraram o pregão com ganhos moderados, indicando otimismo contido entre investidores.

Perspectivas para o mercado global

Com a retomada gradual da liquidez após o feriado norte-americano, analistas esperam que o mercado entre em uma fase de maior volatilidade nas próximas semanas. As decisões de política monetária do Fed e do BoJ serão determinantes para o comportamento das bolsas até o fim do ano.

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No Brasil, o Ibovespa segue entre os destaques positivos de novembro, acumulando altas consecutivas e se aproximando de novos recordes. Segundo analistas do InfoMoney, a combinação de juros menores, entrada de capital estrangeiro e otimismo com o agronegócio e a indústria tem sustentado o desempenho da bolsa brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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