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Mercados globais operam com cautela antes da decisão do Fed; bolsas no Brasil e no mundo registram leves altas

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Expectativa pelo Fed movimenta os mercados

Os mercados globais iniciaram a semana com leves altas, na expectativa da decisão de juros do Federal Reserve (Fed), marcada para esta quarta-feira (10). Nos Estados Unidos, os futuros de Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq registravam pequenas valorizações, refletindo a cautela dos investidores antes do anúncio oficial.

O mercado acompanha ainda o relatório Jolts, que mede o número de vagas abertas e fornece sinais sobre o ritmo do mercado de trabalho norte-americano, além de repercutir a autorização do governo americano para que a Nvidia retome vendas de chips de inteligência artificial à China, beneficiando ações de tecnologia.

Europa acompanha o clima de cautela

As principais bolsas europeias operaram majoritariamente em alta, com os investidores atentos às decisões de outros bancos centrais. O Banco Nacional Suíço divulga sua taxa de juros nesta quinta-feira, enquanto Banco da Inglaterra e Banco Central Europeu se reúnem na próxima semana.

Os índices apresentaram movimentos moderados pela manhã: STOXX 600 +0,03%, DAX +0,35%, FTSE 100 +0,11% e CAC 40 -0,32%, refletindo a postura cautelosa frente ao cenário global.

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Ásia registra quedas em mercados chineses

Na Ásia, o desempenho foi misto, com destaque para China e Hong Kong, onde as ações fecharam em baixa. O índice SSEC, de Xangai, recuou 0,37%, o CSI300, que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzhen, caiu 0,51%, e o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,29%.

A queda foi motivada por declarações do Politburo, órgão decisório do Partido Comunista Chinês, indicando que não há intenção de adotar novos estímulos econômicos no curto prazo. Analistas interpretam a medida como sinal de confiança das autoridades na recuperação econômica e no desempenho das exportações ao longo de 2025.

Outras praças asiáticas registraram resultados variados: Nikkei (Tóquio) +0,1%, KOSPI (Seul) -0,27%, TAIEX (Taiwan) -0,43%, Straits Times (Cingapura) +0,07% e S&P/ASX 200 (Sydney) -0,45%.

Brasil acompanha cenário externo

No Brasil, as bolsas acompanharam o comportamento internacional, com investidores avaliando o impacto da decisão do Fed e a evolução dos mercados asiáticos e europeus. A expectativa por cortes de juros nos EUA influencia diretamente o fluxo de investimentos em mercados emergentes, como o brasileiro, refletindo em câmbio, juros e ações locais.

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Especialistas reforçam a necessidade de atenção redobrada neste período de volatilidade global, recomendando cautela e acompanhamento constante dos indicadores internacionais e decisões monetárias que podem afetar o agronegócio e demais setores da economia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/2027

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A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).

As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações.

Custeio, comercialização e industrialização

No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.

As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.

Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.

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Operações por porte do produtor

Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total.

Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR.

Crédito por região

O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões.

O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil.

Fontes de recursos

Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural.

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Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional.

No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido.

Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).

Acesse aqui o documento. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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