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Milho consorciado com capim aumenta produtividade e gera benefícios ao solo

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O cultivo de milho consorciado com capim tem se mostrado uma prática eficiente para aumentar a produtividade e a sustentabilidade nos sistemas agrícolas. Segundo o engenheiro agrônomo Hemython Nascimento, gerente de P&D e Inovação da SBS Green Seeds, essa estratégia permite melhor aproveitamento da área e diversos ganhos para o solo e para a produção animal.

Entre os principais benefícios, destaca-se o aumento do volume radicular proporcionado pelo capim, que pode dobrar a quantidade de raízes no perfil do solo, promovendo descompactação, maior porosidade e melhor infiltração e armazenamento de água.

Benefícios ao solo e à sustentabilidade

Além de melhorar a estrutura do solo, as raízes do capim contribuem para a ciclagem de nutrientes, aumentam o teor de matéria orgânica e ampliam o estoque de carbono, elementos essenciais para a sustentabilidade da produção agrícola.

Outro benefício importante é a supressão de plantas daninhas, reduzindo a competição por água, luz e nutrientes com o milho e diminuindo a necessidade de herbicidas. Após a colheita do milho, a área já conta com uma pastagem formada, que pode ser utilizada na alimentação do gado durante o período seco, gerando uma espécie de “terceira safra” com a pecuária.

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O sistema ainda contribui para o aumento e a qualidade da palhada, beneficiando a safra seguinte.

Quais capins são mais indicados para consórcio com milho

Entre os capins mais utilizados em consórcio com milho estão:

  • Brachiaria ruziziensis: destaca-se pelo baixo custo, rápido estabelecimento e facilidade de manejo.
  • Brachiaria brizantha BRS Piatã: apresenta maior produtividade, sistema radicular agressivo, valor nutritivo superior e palhada de melhor qualidade. Seu estabelecimento inicial é mais lento, reduzindo a competição com o milho nos primeiros estágios.
  • Panicum maximum BRS Tamani: tem porte baixo, alta produtividade, elevado teor de proteína e menor competição com o milho. Possui palhada de excelente qualidade e bom desempenho para a alimentação animal, sendo considerado altamente compatível para o consórcio.
Cuidados para evitar perdas na produtividade

Apesar dos benefícios, ainda há resistência de produtores em adotar o consórcio devido à possível competição entre as culturas. Para garantir que o milho mantenha sua produtividade, alguns cuidados são essenciais:

  • Ajuste na quantidade de sementes do capim.
  • Método de semeadura adequado.
  • Uso de herbicidas para controlar o crescimento inicial do capim, chamado de “travamento”.

Pesquisas indicam que a semeadura a lanço do capim no plantio do milho, seguida do travamento com produtos à base de mesotriona quando o capim apresenta de 3 a 5 perfilhos, mantém o equilíbrio do sistema sem prejudicar os grãos.

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Outra alternativa é a semeadura em linha do capim nas entrelinhas do milho, entre os estádios V3 e V5, reduzindo a competição e eliminando a necessidade de herbicidas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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