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Milho fecha setembro com alta nos preços, mas negociações seguem lentas no Brasil

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O mercado brasileiro de milho encerrou setembro com leve valorização nas cotações, mas com negociações em ritmo lento. De acordo com a Safras Consultoria, grande parte dos consumidores manteve postura cautelosa, avaliando variáveis como preços futuros do cereal, dólar, paridade de exportação e condições climáticas.

Do lado da oferta, produtores reduziram as fixações ao longo do mês, o que ajudou a sustentar os preços, mas também travou o avanço das comercializações no mercado interno.

Exportações de milho avançam acima de 7 milhões de toneladas

Apesar da lentidão no mercado interno, as exportações tiveram desempenho positivo em setembro. Os line-ups indicaram embarques superiores a 7,4 milhões de toneladas no mês, e para outubro são esperados mais 4,9 milhões de toneladas.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de milho geraram receita de US$ 1,324 bilhão em setembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 66,23 milhões. Foram embarcadas 6,631 milhões de toneladas, com preço médio de US$ 199,70 por tonelada.

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Na comparação com setembro de 2024, houve aumento de 11,3% no valor médio diário exportado, crescimento de 8,4% na quantidade média diária e valorização de 2,6% no preço médio da tonelada.

Chicago registra queda pressionada por safra recorde nos EUA

No cenário internacional, setembro foi negativo para os preços do milho na Bolsa de Chicago, refletindo o avanço da colheita nos Estados Unidos e a expectativa de uma safra recorde. As perdas só não foram maiores devido à forte demanda pelo cereal norte-americano ao longo do mês.

Preços internos do milho registram leves avanços em setembro

No Brasil, o preço médio da saca foi cotado a R$ 63,54 em 30 de setembro, alta de 1,86% frente aos R$ 62,38 registrados no fim de agosto.

Confira algumas praças:

  • Cascavel (PR): R$ 61,00/saca (+3,39%)
  • Campinas/CIF (SP): R$ 67,50/saca (+2,27%)
  • Mogiana (SP): R$ 62,00/saca (+3,33%)
  • Rondonópolis (MT): R$ 62,00/saca (+8,77%)
  • Erechim (RS): R$ 72,00/saca (+1,41%)
  • Uberlândia (MG): R$ 63,00/saca (estável)
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00/saca (+5,45%)
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Perspectivas para o mercado

O cenário segue marcado por oferta firme dos produtores, consumo doméstico mais cauteloso e exportações aquecidas. A sustentação dos preços depende, nos próximos meses, do ritmo de embarques externos e do impacto da safra norte-americana sobre o mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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