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Milho mantém trajetória de alta com retração vendedora, demanda firme e influência internacional

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Oferta restrita e alta da paridade de exportação sustentam preços no mercado interno

Os preços do milho seguem em elevação no mercado brasileiro, conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O movimento é sustentado pela retração de vendedores — que têm priorizado atividades de campo e o desenvolvimento das lavouras — e pela paridade de exportação elevada, que reforça a atratividade das vendas externas.

Segundo o Cepea, muitos produtores optaram por segurar os lotes diante da percepção de aumento na presença de compradores na última semana, apostando em novas valorizações do cereal. Assim, as ofertas têm ocorrido apenas em situações pontuais, quando há necessidade de liberar espaço nos armazéns ou fazer caixa no curto prazo.

Apesar do avanço, o Centro de Pesquisas observa que as altas poderiam ser ainda mais expressivas se parte dos consumidores não estivesse recorrendo aos estoques para evitar novas compras, o que ajuda a conter o ritmo de valorização.

Exportações reagem, mas mercado interno ainda sente impacto da oferta

De acordo com análise da TF Agroeconômica, o Brasil vem conseguindo contornar parcialmente as dificuldades nas exportações de milho, com melhora recente nos embarques. Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indicam avanço nas vendas externas, embora o volume acumulado ainda seja inferior ao do ano passado — mesmo com uma safra maior.

Com isso, parte da produção que não é destinada ao exterior acaba pressionando o mercado interno, ainda que de forma moderada. Os preços domésticos registraram alta de 2,94% em outubro, impulsionados pela boa demanda das indústrias de etanol de milho, carnes bovina e suína, e pela retomada das exportações de aves.

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A consultoria recomenda que os produtores “façam as contas” antes de negociar, considerando os custos individuais de produção. As projeções apontam que, no fim de outubro, o preço de equilíbrio estaria em R$ 59,60/saca no Paraná e R$ 65,22/saca no Rio Grande do Sul, com expectativa de elevação para R$ 61,74 e R$ 66,85, respectivamente, em novembro.

Fatores que influenciam o mercado: da disputa por matéria-prima ao cenário internacional

Entre os principais fatores de alta, destacam-se a forte demanda exportadora no segundo semestre, que reduz a disponibilidade interna, e a competição entre as indústrias de etanol e carnes por matéria-prima — ambas operando com margens favoráveis.

Por outro lado, alguns fatores de baixa limitam ganhos mais expressivos:

  • O acordo entre EUA e Coreia do Sul ainda não gerou o aumento esperado nas vendas de milho norte-americano para a China;
  • Há falta de clareza sobre novos acordos comerciais com Japão e Coreia;
  • Agricultores norte-americanos têm preferido vender milho imediatamente, aproveitando o tempo seco no Meio-Oeste;
  • E a ausência de dados oficiais atualizados dos EUA dificulta a formação transparente dos preços globais.

Contratos futuros: milho inicia semana em leve queda na B3, mas segue em alta no acumulado

Nesta segunda-feira (3), os preços futuros do milho operaram em leve baixa na B3 (Bolsa Brasileira de Futuros). Por volta das 9h56 (horário de Brasília), as principais cotações variavam entre R$ 67,84 e R$ 73,59/saca.

  • Novembro/25: R$ 67,84 (−0,29%)
  • Janeiro/26: R$ 71,35 (−0,13%)
  • Março/26: R$ 73,59 (−0,04%)
  • Maio/26: R$ 72,84 (−0,36%)
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No exterior, na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho iniciou o dia em movimento de alta, acompanhando o comportamento da soja e do trigo. Às 9h47, o contrato dezembro/25 era negociado a US$ 4,32/bushel, alta de 1 ponto, enquanto março/26 subia para US$ 4,45/bushel.

Segundo o portal internacional Successful Farming, o otimismo decorre do acordo comercial firmado entre Estados Unidos e China, que prevê a retirada de medidas retaliatórias e a compra de até 25 milhões de toneladas anuais de soja americana pelos chineses nos próximos anos — fator que também influencia positivamente o milho.

Fechamento semanal e mensal confirma tendência positiva no mercado do cereal

Apesar das oscilações diárias, o milho encerrou a última semana e o mês de outubro em alta tanto no mercado brasileiro quanto no internacional, conforme levantamento da TF Agroeconômica.

Na B3, os principais contratos registraram ganhos:

  • Novembro/25: R$ 68,00 (+R$ 0,81 na semana)
  • Janeiro/26: R$ 71,44 (+R$ 0,76 na semana)
  • Março/26: R$ 73,67 (+R$ 1,49 na semana)

No mercado físico, o acumulado semanal foi positivo em 0,75%, e o ganho mensal atingiu 2,94%, equivalente a R$ 1,94 na média Cepea.

Na CBOT, os contratos de dezembro e março subiram 0,23% e 0,06%, respectivamente, com altas de 1,89% na semana e 3,85% no mês.

Segundo analistas, o comportamento do milho reflete influência da soja e do câmbio, com baixa volatilidade doméstica e maior pressão de oferta nos EUA. O cenário exige atenção do produtor brasileiro quanto ao gerenciamento de estoques e às oportunidades de venda diante da tendência de liquidez mais restrita nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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