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Milho recua com oferta elevada, mas clima e menor produção nos EUA elevam incertezas

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Preços do milho recuam, mas mostram reação em março

O mercado de milho apresentou queda nos preços ao longo de fevereiro, tanto no cenário internacional quanto no Brasil, refletindo principalmente a maior oferta disponível. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o cereal registrou leve recuo de 0,4% no mês, encerrando a US$ 4,29 por bushel.

Apesar da pressão, o mercado encontrou suporte no início de março, com recuperação das cotações impulsionada pela valorização do petróleo e da soja, fatores que contribuíram para melhorar o sentimento dos investidores.

Oferta elevada pressiona preços no Brasil

No mercado brasileiro, a ampla disponibilidade do milho da safra de verão exerceu pressão sobre os preços, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, com reflexos em todo o país.

Em Sorriso (MT), a média de fevereiro foi de R$ 46,60 por saca, queda de 9% em relação a janeiro. Já na parcial de março, os preços mostraram reação, com destaque para Campinas (SP), onde houve alta de 3,5%, atingindo R$ 70 por saca.

Atraso no plantio da safrinha eleva riscos climáticos

Um dos principais pontos de atenção do mercado é o atraso no plantio da segunda safra (safrinha), provocado pelo calendário mais tardio da colheita da soja em diversas regiões do Centro-Oeste.

Esse atraso aumentou a exposição das lavouras ao risco climático, especialmente devido ao encurtamento do período chuvoso. Em Goiás, por exemplo, cerca de 70% da área deve ser plantada fora da janela ideal, elevando o risco produtivo. No Mato Grosso, esse percentual é menor, em torno de 18%, mas ainda exige monitoramento.

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Além disso, a irregularidade das chuvas — com excesso em algumas regiões e déficit em outras — reforça a incerteza sobre o desempenho final da safra.

Clima será decisivo para o desenvolvimento da safra

As condições climáticas nos próximos meses serão determinantes para o potencial produtivo do milho no Brasil. O período de abril e maio, crucial para o enchimento de grãos, deve apresentar chuvas mais irregulares e em redução, aumentando o risco de estresse hídrico em áreas plantadas mais tardiamente.

Regiões como Goiás, Matopiba e Mato Grosso do Sul estão entre as mais expostas, enquanto o Mato Grosso apresenta menor risco relativo devido ao plantio mais adiantado.

Cenário global ainda confortável, mas com tendência de aperto

No cenário internacional, o balanço global ainda indica oferta confortável para a safra 2025/26, com estoques finais revisados para 293 milhões de toneladas.

Entretanto, as perspectivas para os próximos ciclos apontam para um cenário mais apertado. A produção nos Estados Unidos deve cair na safra 2026/27, com redução da área plantada para cerca de 38 milhões de hectares, devido à menor rentabilidade e maior concorência com a soja.

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A estimativa é de produção próxima de 400 milhões de toneladas, queda de cerca de 30 milhões de toneladas em relação à safra anterior, o que pode impactar o equilíbrio global e a competitividade norte-americana.

Demanda firme limita espaço para erros na produção

Outro fator relevante é a demanda consistente por milho no Brasil, especialmente por parte da indústria de proteínas animais e da produção de etanol.

Esse cenário reduz a margem de erro da safra, tornando o mercado mais sensível a eventuais perdas produtivas. Qualquer desvio relevante no clima ou na produtividade pode alterar o balanço de oferta e elevar a volatilidade dos preços.

Perspectivas: mercado atento à safrinha e ao clima

O mercado de milho segue em um momento de transição, com preços pressionados no curto prazo pela oferta, mas sustentados por fatores de risco no médio prazo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução do plantio e desenvolvimento da safrinha no Brasil;
  • Condições climáticas nos meses decisivos de abril e maio;
  • Redução da produção nos Estados Unidos;
  • Nível de demanda interna, especialmente para ração e etanol.

Diante desse cenário, o milho deve continuar operando com elevada volatilidade, com o clima assumindo papel central na definição dos preços ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MMA participa em Fortaleza do lançamento de campanha nacional pela separação e destinação adequada de resíduos sólidos

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou nesta sexta-feira (29/5), em Fortaleza (CE), do lançamento da campanha educativa “Separação e Destinação Adequada de Resíduos Sólidos”, iniciativa interministerial conduzida em conjunto pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP), pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom/PR) e pela Itaipu Binacional. A campanha é resultado de articulação no âmbito do Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis (CIISC), do qual o MMA é integrante. O lançamento ocorre no encerramento oficial do 2º Encontro Internacional de Centros de Educação e Cooperação Socioambiental (CECSAs), na Universidade Federal do Ceará (UFC).

A campanha tem por objetivo mobilizar a sociedade brasileira para a separação correta dos resíduos sólidos na fonte geradora, qualificar a triagem realizada por organizações de catadoras e catadores e reduzir o volume de rejeitos destinados a aterros. Para o MMA, a iniciativa reforça pilares centrais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei nº 12.305/2010, regulamentada pelo Decreto nº 10.936/2022 – em particular o Programa Coleta Seletiva Cidadã, instituído pelo mesmo decreto e operacionalizado tecnicamente pela Secretaria Nacional [de Qualidade Ambiental, Recursos Hídricos e Meio Ambiente Urbano (SQA)] do ministério.

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O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressalta que a iniciativa fortalece a Política Nacional de Resíduos Sólidos e amplia a inclusão socioeconômica das organizações de catadoras e catadores. “A separação adequada dos resíduos na origem é o primeiro elo de uma cadeia que reconhece catadoras e catadores como agentes ambientais essenciais. Ao orientar a sociedade para o descarte consciente, estamos fortalecendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ampliando a inclusão socioeconômica das organizações de catadores e reduzindo a pressão sobre os aterros sanitários – uma agenda que articula proteção ambiental, justiça social e enfrentamento da emergência climática”, afirmou.

Panorama nacional das organizações de catadoras e catadores

Levantamento do Módulo Catadores do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), mantido pelo MMA, traz o panorama mais atualizado do setor (ano-base 2025): 897 organizações cadastradas em todo o país, que reúnem 25.456 catadoras e catadores – sendo 47,13% mulheres (11.998). A distribuição regional concentra-se no Sudeste (32,62%) e no Sul (25,67%), seguidos por Nordeste (22,53%), Centro-Oeste (11,66%) e Norte (7,51%).

Os dados também evidenciam a relevância estratégica da campanha: 68,46% das organizações operam abaixo da capacidade instalada e 97,5% manifestam interesse em ampliar sua estrutura. Hoje, 38,4% dos resíduos triados pelas organizações ainda se tornam rejeitos – indicador que tende a melhorar com o aumento da qualidade da separação realizada pela população, foco direto da campanha.

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Módulo Catadores SINIR e Programa Coleta Seletiva Cidadã

O Módulo Catadores do SINIR é a base oficial brasileira para cadastro e habilitação de cooperativas e associações de catadoras e catadores, regulamentado pela Portaria GM/MMA nº 1.018/2024. As organizações habilitadas tornam-se elegíveis para participar do Programa Coleta Seletiva Cidadã – que destina os resíduos recicláveis gerados pela administração pública federal prioritariamente a essas entidades – e para integrar os sistemas nacionais de logística reversa. O cadastro é gratuito e está disponível em catadores.sinir.gov.br.

O 2º Encontro Internacional de CECSAs ocorre até este sábado (30/5), com programação que inclui mesas temáticas, debates, grupos de trabalho e vivências comunitárias. Os CECSAs são equipamentos da política nacional de educação ambiental, coordenada pelo Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA) da Secretaria Executiva do MMA, e atuam como espaços estratégicos de mobilização social para a campanha.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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