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Milho sobe em Chicago, mas recua na B3 com pressão do dólar e cautela no mercado interno

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Milho avança na Bolsa de Chicago com apoio do petróleo e fluxo financeiro

Os contratos futuros do milho registraram alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quarta-feira (18), sustentados por fatores externos como a valorização da energia e maior entrada de capital especulativo no mercado de commodities.

Por volta das 11h14 (horário de Brasília), os principais vencimentos operavam em alta. O contrato maio/26 era negociado a US$ 4,58, enquanto julho/26 atingia US$ 4,70. Já setembro/26 era cotado a US$ 4,73, e dezembro/26 alcançava US$ 4,87.

Segundo análise de Bryan Doherty, o avanço dos preços do petróleo tem dado suporte não apenas ao milho, mas também a outras commodities agrícolas, como soja e trigo.

Mercado brasileiro registra queda nos contratos futuros do milho

Em contraste com o cenário internacional, os contratos futuros do milho negociados na B3 apresentavam leve queda na manhã desta quarta-feira.

As cotações variavam entre R$ 70,16 e R$ 74,30. O contrato maio/26 era negociado a R$ 71,86, com recuo de 0,37%, enquanto julho/26 registrava R$ 70,16, com queda de 0,16%. O vencimento setembro/26 operava próximo da estabilidade, a R$ 70,47, e janeiro/27 era cotado a R$ 74,30, com baixa de 0,63%.

Dólar e competitividade pressionam preços no Brasil

De acordo com a TF Agroeconômica, a queda nos contratos futuros do milho na B3 está relacionada principalmente ao comportamento do câmbio e à perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.

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Na sessão anterior, os principais vencimentos já haviam encerrado em baixa, refletindo a cautela dos agentes e o impacto das variações cambiais. O contrato maio/26 fechou a R$ 72,13, enquanto julho/26 e setembro/26 terminaram a R$ 70,27 e R$ 70,64, respectivamente.

Mercado físico segue firme com demanda por estoques e foco na safra

Apesar da pressão nos contratos futuros, o mercado físico do milho segue sustentado. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, produtores estão concentrados na entrega da soja e no plantio da segunda safra, enquanto compradores buscam recompor estoques.

Esse cenário contribui para manter os preços firmes, mesmo diante das oscilações nas bolsas.

Alta do diesel pressiona logística e intensifica disputa por fretes

O custo logístico também tem influenciado o mercado. A alta do diesel, em meio a tensões no Oriente Médio, tende a elevar os custos de transporte e aumentar a disputa por fretes no país.

Esse fator adiciona pressão sobre a cadeia produtiva e pode impactar a formação de preços nos próximos meses.

Negociações seguem lentas e com diferenças regionais no Brasil

O mercado interno apresenta baixa liquidez, com negociações travadas em diferentes regiões do país.

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No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, com média de R$ 57,96 e colheita já em 83% da área. Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com vendedores pedindo cerca de R$ 75,00, enquanto compradores ofertam próximo de R$ 65,00.

No Paraná, o desalinhamento entre preços pedidos e ofertados também limita os negócios, com valores entre R$ 60,00 e R$ 70,00. A colheita da primeira safra atinge 69%, enquanto o plantio da segunda safra chega a 74%, ainda impactado pela baixa umidade em algumas regiões.

Já em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca, com o plantio da safrinha alcançando 65%. A comercialização segue lenta, com apenas 14% da produção negociada até o momento.

Cenário combina fatores externos positivos e cautela no mercado interno

O mercado do milho vive um momento de contrastes, com valorização no cenário internacional e pressão no ambiente doméstico.

Enquanto fatores externos sustentam os preços em Chicago, o Brasil enfrenta desafios relacionados ao câmbio, custos logísticos e ritmo das negociações, mantendo os agentes em postura cautelosa no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil celebra a Pesca Artesanal

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Ao celebrar nesta quarta-feira (01) os avanços da Pesca Artesanal, em Brasília, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reuniu trabalhadores e trabalhadoras de diversas regiões, mestres das comunidades pesqueiras, assim como representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Fórum Nacional da Pesca Artesanal (FNPA) e da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA).

“Hoje é um dia de muita alegria pois estou tendo a chance de falar para um grupo tão diverso que representa a pesca artesanal do nosso país, reunindo grandes lideranças aqui. Estamos celebrando a Semana Nacional da Pesca Artesanal, sancionada em maio deste ano, pelo presidente Lula, que percebeu que 1,7 milhão de pescadores precisavam ter mais visibilidade”, ressaltou o ministro Edipo Araujo.

Com apresentações artísticas culturais potiguara e paraense, no evento foram entregues certificados e anunciadas políticas públicas. Foi um momento de reconhecer homens e mulheres que mantêm viva essa tradição e reafirmar o compromisso do governo federal com o fortalecimento da pesca artesanal.

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“É muito bom estar em um momento tão importante como este, que celebra a Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, e poder ver aqui tantos representantes beneficiados por programas que foram construídos com muito carinho e competência pelos amigos que trabalham na Secretaria Nacional da Pesca Artesanal”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Pesca Artesanal
Pesca Artesanal

O edital Culturas Pesqueiras Artesanais do Brasil, realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), selecionou para premiação 60 projetos culturais, 4 intelectuais da pesca e 50 mestres e mestras. Entre eles, estava Kivia Lima, premiada na categoria “Gastronomia e culturas alimentares vinculadas ao mundo da pesca artesanal”, que relatou estar muito feliz com este reconhecimento “é a realização de um sonho, estar aqui e ver que somos reconhecidas pela nossa dedicação e saber que com este prêmio poderemos ampliar o alcance das nossas oficinas nas aldeias”.

Além das entregas do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, Programa Mais Saúde para os Povos das Águas, edital do Fortalecimento Produtivo, Projeto Ângelas Pescadores, Projeto de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAE – Pesqueiro), Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (PROPESC), Selo da Pesca Artesanal, Novo Acordo do Rio Doce, também foi realizada a assinatura da portaria que institui o Plano Nacional da Pesca Artesanal.

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Valorização dos trabalhadores

A Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal foi instituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio da Lei nº 15.414, de 21 de maio de 2026. A data será celebrada, anualmente, na semana em que recair o dia 29 de junho. A lei visa valorizar o trabalho de pescadores e pescadoras da pesca artesanal no país.

Élen Gorski

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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