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Minas Gerais supera 4,9 GW em geração própria de energia solar e atrai R$ 24,1 bilhões em investimentos

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Minas Gerais consolida-se como o segundo estado brasileiro com maior potência instalada em sistemas solares residenciais e comerciais. De acordo com levantamento recente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o estado já opera com mais de 4,9 gigawatts (GW) de energia solar em telhados e pequenos terrenos, distribuídos por residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

Cobertura e impacto no consumo

O estado conta com mais de 374 mil conexões solares em funcionamento, abrangendo todas as 853 cidades mineiras. Atualmente, mais de 1,8 milhão de consumidores se beneficiam da redução na conta de luz, maior autonomia energética e maior confiabilidade no fornecimento.

Investimentos, empregos e receita pública

Desde 2012, a geração própria solar em Minas Gerais atraiu R$ 24,1 bilhões em investimentos diretos. O setor também gerou mais de 149 mil empregos e contribuiu com R$ 7,3 bilhões em arrecadação para os cofres públicos estaduais.

Recomendações para avanço da energia solar no estado

A ABSOLAR reforça a necessidade de ampliação de programas, políticas públicas e incentivos locais para impulsionar a expansão da energia solar. Entre as sugestões estão a instalação da tecnologia fotovoltaica em prédios públicos, residências populares e programas de universalização do acesso à energia elétrica.

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Desafios regulatórios e reforma do setor elétrico

A entidade destaca que as Medidas Provisórias nº 1300/2025 e 1304/2025, em tramitação no Congresso Nacional, são cruciais para superar os obstáculos enfrentados pela geração distribuída renovável. Um dos principais entraves são as recusas frequentes das distribuidoras em conectar novos sistemas solares, alegando “inversão de fluxo de potência” sem apresentar estudos técnicos comprobatórios. A ABSOLAR defende que a reforma obrigue as distribuidoras a comprovar prejuízo real antes de negar novos projetos.

Outro ponto importante é eliminar qualquer tratamento discriminatório aos consumidores que participam do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE).

Apoio popular e perspectivas para o setor

Bruno Catta Preta, coordenador estadual da ABSOLAR em Minas Gerais, destaca o amplo apoio da sociedade à geração distribuída, com pesquisas mostrando que 90% dos brasileiros desejam gerar sua própria energia limpa. Ele alerta que mudanças nas regras recentemente aprovadas na Lei 14.300/2022 poderiam causar insegurança jurídica e impactar negativamente a transição energética.

Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, reforça que a democratização da geração solar própria fortalece a posição do Brasil na transição energética global, atrai investimentos, gera empregos verdes locais, promove sustentabilidade, reduz custos para famílias e aumenta a competitividade da indústria nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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