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Minerva Foods abre inscrições para Programa de Estágio 2026 com mais de 50 vagas no Brasil

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A Minerva Foods abriu as inscrições para o Programa de Estágio 2026/2027, iniciativa voltada à formação e desenvolvimento de novos talentos universitários. O processo seletivo oferece mais de 50 vagas distribuídas em diferentes unidades da companhia no Brasil, com atuação em áreas estratégicas do agronegócio e da indústria de alimentos.

Programa de Estágio busca formação de talentos para o agronegócio e indústria alimentícia

O programa tem como foco proporcionar experiência prática e desenvolvimento técnico e comportamental aos estudantes, conectando a formação acadêmica às demandas reais do setor produtivo.

A iniciativa contempla atuação em áreas como Controle de Qualidade, Engenharia, Manutenção, Logística, PCP, Comercial, Jurídico, Exportação, Marketing, Produção, Meio Ambiente, Business Intelligence, entre outras frentes operacionais e corporativas.

Vagas estão distribuídas em 11 municípios brasileiros

As oportunidades estão disponíveis nas seguintes localidades:

São Paulo (SP), Campinas (SP), Barretos (SP), Araguaína (TO), Bagé (RS), São Gabriel (RS), Mineiros (GO), Palmeiras de Goiás (GO), Paranatinga (MT), Tangará da Serra (MT) e Rolim de Moura (RO).

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Ao todo, são mais de 50 vagas abertas em unidades estratégicas da companhia, reforçando a presença nacional da empresa no setor de proteínas.

Benefícios oferecidos aos estagiários

Os selecionados terão acesso a um pacote de benefícios compatível com a localidade, incluindo:

  • Vale-refeição ou refeição no local
  • Vale-transporte ou transporte fretado
  • Seguro de vida
  • Acesso ao Wellhub (plataforma de bem-estar e saúde)
Quem pode participar do processo seletivo

Para se candidatar, é necessário:

  • Estar cursando entre o 5º e o 8º semestre da graduação
  • Estudar no período noturno

Ter formação prevista nas áreas de Engenharia (diversas modalidades), Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária, Administração, Economia, Logística ou Ciência de Dados/TI

As inscrições devem ser feitas até 31 de julho, por meio da plataforma Gupy.

Trilha de desenvolvimento e experiência prática no setor

O Programa de Estágio da Minerva Foods oferece uma jornada estruturada de aprendizado, com acompanhamento de líderes e especialistas da companhia. Os estagiários participam de projetos reais, enfrentam desafios do negócio e recebem suporte para acelerar o desenvolvimento profissional.

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Segundo a companhia, o objetivo é formar profissionais preparados para o futuro do setor de alimentos, com vivência prática em ambiente corporativo global e dinâmico.

Declaração da empresa

De acordo com a diretora global de Desenvolvimento de Talentos da Minerva Foods, o programa funciona como porta de entrada para jovens profissionais que buscam crescimento acelerado e contato direto com a realidade do mercado.

A executiva destaca que a iniciativa combina aprendizado contínuo, interação com lideranças e experiências práticas em diferentes áreas da empresa, contribuindo para a formação de carreiras com maior protagonismo desde o início.

Programa de Estágio 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

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A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

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Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

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A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

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