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Minister Marina Silva – Keynote guest speaker at the Plenary “Implementing the Global Stocktake: Energy Transitions” at the Pre-COP30

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Good morning to all.

I would like to extend my greetings to:

Ambassador André Corrêa do Lago, COP30 President-Designate;

Ambassador Maurício Lyrio, Secretary for Climate, Energy and Environment at the Ministry of Foreign Affairs of Brazil;

Ana Toni, COP30 CEO; and

All ministers, vice-ministers, ambassadors, colleagues and partners joining us today.

We begin this second day of the Pre-COP with a fundamental discussion: how to implement paragraph 28 of the Global Stocktake
(GST).

In this regard, the debate necessarily involves reflecting on how to promote, in a just and planned way, an energy transition away from fossil
fuels that engages all countries—producers and consumers alike.

Implementing this transition requires answering a central question:

“How can the world move to end its dependence on fossil-fuel use, as President Lula said in his address at the High-Level Segment of Heads
of State and Government at COP28 in Dubai?”

Although this question is not new, the response requires unprecedented action. 

We need efforts that account for differing capacities, varied transition timelines, and the diverse realities of peoples and countries.

Three questions can guide us:

1. Where are we starting from?
2. What is our destination?
3. And what must we do to get there?

We can say the starting point already exists. In the United Arab Emirates, at COP28, the world adopted—for the first time—a decision that explicitly addresses transitioning away from fossil fuels in energy systems, in a just, orderly and equitable manner, with the aim of accelerating action by 2050.

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This is a historic breakthrough. Until COP28, previous decisions avoided mentioning this need directly and clearly.

The decision also calls for phasing out inefficient fossil-fuel subsidies. Today, such subsidies range from US$1.5 trillion to US$7 trillion, depending on the methodology.

By contrast, subsidies and investments in renewable energy are much smaller: around US$170 billion in G20 countries—or about US$500 billion if private investment is included.

If we are clear about the starting point, we must also know where we want to go. 

The central commitment from COP28 is to limit global warming to 1.5°C. 

And paragraph 28 of the Global Stocktake sets out the intermediate milestones along that path:

1. Moving away, in a just and planned way, from fossil fuels;
2. Tripling renewable energy capacity and doubling energy efficiency by 2030;
3. Reducing emissions of gases beyond CO₂, such as methane;
4. Removing CO₂ from the atmosphere, above all through nature-based solutions.

The United Arab Emirates consensus has already given us both the point of departure and the destination. Our greatest challenge is to make this demanding journey possible—justly and in a planned way for all—anchored in public policy, finance, international cooperation, and deep solidarity.

The climate crisis compels us to change before we are abruptly changed by the reality of the climate emergency, which is already affecting us dramatically.

One answer may lie in forms of additionality—initiatives that go beyond what is already under negotiation, adding ambition and innovation. 

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Allow me a parallel with deforestation. 

In 2023, Brazil committed to ending deforestation by 2030. That only became possible because, back in 2003, we chose to establish a consistent, integrated plan that produced a body of public policies aimed at tackling the grave problem of deforestation.

Shouldn’t this experience be considered as we move to implement the GST?

A path in which each country—guided by globally agreed criteria, such as NDCs, and in line with its particular circumstances and national capabilities—would plan its roadmaps away from fossil fuels and from deforestation?

May COP30 help us advance in that direction.

It is an ambitious goal, but commensurate with the challenge of transforming our development models before we are changed by the circumstances already affecting us, as I said earlier.

Ladies and gentlemen,

Following the six Regional Dialogues of the Global Ethical Stocktake—one of the COP30 Presidency’s Mobilization Circles—the message has been clear, recurring and emphatic: it is essential to prioritize both the symptoms and the causes of climate change.

May Belém, ten years after the Paris Agreement, be a new reference point to help us avert, at once, two points of no return: the one caused by climate change, and the point of no return for climate multilateralism itself.

Thank you very much.

See the Portuguese version here

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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