Saúde

Ministério da Saúde abre 784 vagas para o INCA. Processo seletivo é destinado a profissionais especialistas em 20 áreas de atuação

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Uma das ações do Agora Tem Especialistas, programa do governo federal para reduzir o tempo de espera no SUS por consultas, exames e cirurgias, é o provimento de novos profissionais especialistas para reforçar o atendimento na rede pública de saúde.  Para isso, o Ministério da Saúde abriu, nesta segunda-feira (17), inscrições para um processo seletivo que conta com 784 vagas para atuação nos quatro hospitais que integram o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, referência no país em oncologia, área prioritária do programa do governo federal. As inscrições se encerram no próximo domingo (23). 

Conduzida pela Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), a seleção é destinada a 20 áreas de formação profissional, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, entre outras especialidades. Há também a previsão de cadastro reserva.  

Além do INCA, o Ministério da Saúde também reforçará o quadro de profissionais no Instituto Nacional de Traumatologia (INTO) — que já encerrou as inscrições para 785 profissionais — e para o Instituto Nacional de Cardiologia (Inc), cujo edital do processo seletivo deve ser lançado em breve. 

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A iniciativa faz parte de um conjunto de ações para a reestruturação dos três institutos localizados no Rio de Janeiro, a fim de ampliar a capacidade de atendimento para pacientes do SUS. “O Ministério da Saúde está recompondo a força de trabalho dos três institutos nacionais no âmbito do Agora Tem Especialistas. No INCA, nossa expectativa é ampliar e retomar toda a capacidade operacional do instituto”, afirmou o diretor nacional do programa Agora Tem Especialistas, Rodrigo Oliveira, durante a inauguração do Centro de Treinamento e Pesquisa em Robótica no INCA, localizado no Rio de Janeiro (RJ). 

Agora Tem Especialistas: da consulta ao tratamento 

A oncologia é uma das áreas prioritárias do programa, que busca ampliar a oferta de atendimentos na rede pública em todo o país, reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. Criado para apoiar estados e municípios a desafogar a demanda reprimida, é uma das principais estratégias do governo federal para reduzir desigualdades regionais no acesso à atenção especializada em saúde.  

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Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México discutem plataformas conjuntas para desenvolvimento e produção de tecnologias em saúde

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Em agenda internacional na Cidade do México nesta terça-feira (22), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a BIRMEX, empresa mexicana que produz, compra e distribui medicamentos e produtos biológicos. O encontro tratou da cooperação entre os dois países para desenvolver plataformas conjuntas de pesquisa, produção e transferência de tecnologia em saúde, com destaque para vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).

A parceria foi firmada em agosto de 2025, quando a Fiocruz, a empresa e o Ministério da Saúde do México estabeleceram um acordo para desenvolver pesquisas e promover a troca de conhecimentos e tecnologias na área. A iniciativa prevê visitas técnicas, intercâmbio entre pesquisadores, realização de seminários, capacitação de profissionais e busca conjunta de recursos para o desenvolvimento dos projetos.

“Temos hoje quatro ou cinco grandes laboratórios públicos no Brasil com capacidade de incorporar novas tecnologias. Esse é um desafio importante para nós, porque a transferência de tecnologia exige investimentos em equipamentos e infraestrutura. Temos todo o interesse em construir plataformas comuns, bilaterais, que possam significar um país exportar para o outro e também acompanhar conjuntamente o desenvolvimento dessas tecnologias”, destacou o ministro.

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A cooperação também prevê a possibilidade de desenvolver projetos conjuntos e estabelecer plataformas comuns entre os dois países, com troca de informações e acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias. A proposta inclui diferentes etapas, da pesquisa e dos estudos clínicos à produção e à transferência de tecnologia, além da possibilidade de intercâmbio de produtos e conhecimentos entre Brasil e México.

O RNA mensageiro é uma tecnologia que orienta as células do organismo a produzir uma proteína capaz de estimular a defesa contra uma doença. A mesma tecnologia pode ser adaptada para diferentes vacinas, o que amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos imunizantes.

Produção nacional

Projetos de desenvolvimento de plataformas de mRNA estão em andamento no país, com participação da Fiocruz, do Instituto Butantan e do Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA). Os projetos contam com R$ 210 milhões em recursos do Ministério da Saúde.

Na Fiocruz, está em desenvolvimento uma vacina candidata contra a Covid-19, autorizada pela Anvisa para iniciar estudos clínicos como dose de reforço. O imunizante utiliza tecnologia de mRNA desenvolvida no país. Também estão em andamento estudos para produção de outras vacinas, para leishmaniose e tuberculose, na plataforma mRNA da Fiocruz. A planta piloto conta com certificação de Boas Práticas de Fabricação.

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A Fiocruz participa do Programa Global de Transferência de Tecnologia de RNAm da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da iniciativa do Fundo de Patentes de Medicamentos, com um produto aprovado para a realização de estudos clínicos.

No Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade para produção de vacinas de mRNA, inicialmente voltadas para Covid-19 e raiva. Na UFMG, estão em desenvolvimento projetos contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de aplicações terapêuticas, incluindo imunoterapia contra o câncer.

A tecnologia de mRNA pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes imunizantes e adaptada conforme o alvo da vacina. O desenvolvimento de plataformas desse tipo envolve pesquisa, estudos clínicos, produção e transferência de tecnologia.

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Fonte: Ministério da Saúde

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